Notícias
MIR divulga resultado do 1º Prêmio Rotas Negras
Arte: Tábata Matheus
O Ministério da Igualdade Racial (MIR) divulgou o resultado do 1º Prêmio Rotas Negras, neste sábado (28). A iniciativa, que irá premiar 50 projetos, é uma parceria com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e integra as ações do Programa Rotas Negras, voltado à valorização do afroturismo e ao fortalecimento de territórios de memória e resistência no Brasil.
Contemplando pessoas físicas e entidades sem fins lucrativos, o objetivo do prêmio é incentivar projetos que valorizem o legado africano, afro-diaspórico e afro-brasileiro, fortalecendo espaços de memória e resistência urbanos ou rurais.
O edital abrange quatro categorias: na Sociedade Civil, são concedidos dez prêmios de R$ 15 mil para pessoas físicas e dez de R$ 20 mil para entidades sem fins lucrativos; na categoria Municípios, dez prêmios de R$ 35 mil para cidades com até 50 mil habitantes, oito de R$ 40 mil para municípios entre 50.001 e 300 mil habitantes e seis de R$ 50 mil para municípios com mais de 300 mil habitantes; na categoria Consórcios Intermunicipais, dois prêmios de R$ 60 mil para consórcios intermunicipais aderentes ao Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir); e, na categoria Estados, quatro prêmios de R$ 70 mil para estados que integram o Sistema.
De acordo com o secretário da Senapir, Clédisson Júnior, o Programa Rotas Negras tem papel estruturante no reconhecimento e valorização histórica do turismo afrocentrado. “O Programa Rotas Negras reconhece o afroturismo com um importante vetor desenvolvimento territorial, econômico e cultural do nosso país e essa premiação também é parte desse reconhecimento histórico”, destacou.
O secretário também ressaltou a importância do resultado alcançado. “Estamos muito satisfeitos com os selecionados pelo edital e trabalharemos para desenvolver o programa e suas capacidades de fomento cada vez mais”, afirmou.
Para a diretora de Articulação Interfederativa do Sinapir, Isadora Bispo, o fortalecimento do afroturismo passa pela articulação entre desenvolvimento econômico e promoção da justiça racial. “Trabalhamos para fazer do turismo um agente de combate ao racismo, para que o afroturismo possa impactar no desenvolvimento econômico brasileiro ao promover a justiça racial”, disse.
A diretora também destacou as expectativas em relação à consolidação dessa agenda nos territórios. “A nossa expectativa é promover a justiça racial, trazendo o turismo como um agente de combate ao racismo. Além disso, queremos estruturar, dar os passos necessários, para que estados e municípios criem seus planos incluindo o afroturismo”, finalizou.