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1º Fórum Nacional de Ações Afirmativas reúne especialistas e gestores para discutir políticas de equidade racial
Foto: Cleydson Andrade
O Ministério da Igualdade Racial (MIR) promoveu o 1º Fórum Nacional de Ações Afirmativas, nestas quinta e sexta-feiras (26 e 27), em Brasília. O evento reuniu gestores públicos, representantes da sociedade civil, especialistas e autoridades para discutir os rumos das políticas de ações afirmativas no país e abriu oficialmente os debates sobre os avanços, desafios e perspectivas dessas políticas, estruturantes para a promoção da equidade racial no Brasil.
A mesa de abertura institucional marcou o início dos trabalhos, com a apresentação dos objetivos do Fórum e a defesa da escuta ativa e da participação social na formulação e aprimoramento das ações afirmativas. Para o secretário de Políticas de Ações Afirmativas, Combate e Superação do Racismo, Tiago Santana, o encontro reforça o papel estratégico desse diálogo. “O Fórum é uma oportunidade de consolidar propostas dos movimentos sociais negros e incorporá-las ao nosso plano operativo na saúde da população negra”, reforçou.
Durante o dia, participantes aprofundaram debates sobre os diferentes campos de atuação das ações afirmativas, com destaque para temas como ingresso e permanência de pessoas negras em políticas públicas e na educação, combate às desigualdades no mundo do trabalho e ampliação da representatividade nos espaços de poder. As discussões trouxeram análises de dados, apresentação de experiências e construção coletiva de propostas.
Para a diretora de Políticas de Ações Afirmativas, Marcilene Garcia, o encontro ganhou força como espaço de articulação. “Nosso objetivo é impactar diretamente a formulação de políticas de ações afirmativas para a população negra, quilombola e outros grupos, seja no tema das cotas ou em outras frentes essenciais”, defendeu. E complementou ao reforçar o caráter contínuo dessas políticas: “as políticas de ações afirmativas caminham lado a lado com o combate diário ao racismo e com a garantia da vida da juventude negra.”
Reforçando a integração entre áreas, Rosimery Santos, coordenadora-geral de Atenção à Saúde da População Negra do Ministério da Saúde (MS), também comentou a relevância do Fórum. "É uma oportunidade de consolidar propostas dos movimentos sociais negros e incorporá-las ao nosso plano operativo na saúde da população negra", disse.
Ao final das atividades, o Documento Final do Fórum foi aprovado e será disponibilizado após consolidação e diagramação, reunindo as propostas construídas ao longo dos debates.
Entregas – O segundo dia do Fórum foi dedicado aos Grupos de Trabalho (GTs) de Educação, Trabalho, Saúde, Cultura e Política, nos quais participantes analisaram desafios, sistematizaram contribuições e fortaleceram diretrizes para o aprimoramento das políticas de ações afirmativas no país.
A coordenadora-geral de Ações Afirmativas no Trabalho e na Política do MIR, Rosana Machado, destacou o avanço coletivo alcançado nas discussões. “Os grupos de trabalho reconheceram os avanços das ações afirmativas neste governo e no Brasil, construindo propostas a partir dos dados e debates apresentados no Fórum”, afirmou.
Nos debates sobre educação, a coordenadora de Políticas para Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana e de Terreiros, Sarah Nascimento, explicou o foco das contribuições consolidadas: “estamos conduzindo o GT de ações afirmativas em educação e consolidamos propostas em três eixos: fortalecimento do orçamento, permanência estudantil e ampliação da presença de docentes negros na rede federal.”
Além disso, foi apresentado o Relatório Anual 2025 do Comitê Gestor do Programa Federal de Ações Afirmativas (PFAA), documento que reúne análises e orientações para o fortalecimento das ações afirmativas no serviço público federal, com base no trabalho de sete ministérios e da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), que compõem o comitê.