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MODERNIZAÇÃO

Transformação digital supera 500 novos serviços em um ano

Carteira estudantil e carteira de trânsito foram alguns dos últimos que passaram a ter acesso online
Publicado em 10/12/2019 16h04 Atualizado em 17/01/2020 13h55
Moisés Maciel

Moisés Maciel é usuário de serviços do INSS e do passe livre interestadual digital

O governo federal já superou em 30% a meta da transformação digital de serviços públicos neste ano. A Secretaria de Governo Digital do Ministério da Economia, responsável pelo trabalho no governo federal, acaba de contabilizar novos 515 serviços com acesso online desde janeiro de 2019. Carteira de trabalho, solicitação de aposentadoria por tempo de contribuição, certificado internacional de vacinação e profilaxia, carteira estudantil e carteira de trânsito são alguns de maior impacto entre a população brasileira. Estes dois últimos, começaram a funcionar nas últimas semanas via digital.

A aceleração da digitalização de serviços neste ano transforma cada vez mais a vida do cidadão, que atualmente já consegue retirar a carteira de trabalho, por exemplo, no mesmo dia do pedido - até então, tinha de esperar 17 dias, em média. Já a aposentadoria por tempo de contribuição pode ser obtida agora no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em poucas horas.

"Entrei no serviço online do INSS, verifiquei que já tinha tempo de contribuição suficiente para que eu realizasse meu requerimento de aposentadoria e assim o fiz. Para minha surpresa, passadas umas três horas, recebi um e-mail com a confirmação da minha aposentadoria. Realmente, foi um serviço muito bem feito, de muito resultado para nós, contribuintes", opina o engenheiro Bernardo Bahia, de Juiz de Fora (MG), que se aposentou este ano via online. "Fiquei muito surpreso porque o serviço público estava muito distante desse mundo digital que hoje nós vivemos".

Com os resultados da transformação digital desde janeiro, R$ 1,7 bilhão deixa de ser gasto anualmente pelo governo e pela sociedade. Quem mais poupa é o cidadão - o equivalente a R$ 1,38 bilhão - por não perder mais tempo de trabalho nem pagar pelo deslocamento ou por despachantes para agilizar a prestação do serviço.

A redução da burocracia é outro indicador que passou este ano a ser contabilizado pela Secretaria de Governo Digital. A estimativa é de que 146,8 milhões de horas/ano deixam de ser gastas pelas pessoas para obter serviços do governo federal. É o equivalente a mais de um dia inteiro de trabalho de toda a população economicamente ativa na Grande São Paulo. Os serviços transformados este ano representam 19 milhões de demandas anuais.

"Eu uso muito os serviços digitais para fazer os agendamentos no INSS sem ter mais de ir lá na agência. Todas as vezes em que tentei, deu certo. Facilitou muito a minha vida não ter de sair do Riacho Fundo, onde moro, e perder duas horas de ônibus só para marcar o serviço que preciso. Agora, em dois minutos, no máximo cinco, já consigo agendar eles no celular", conta o auxiliar administrativo no Hospital de Base de Brasília Moisés Augusto Maciel, 40 anos, que é cadeirante e usuário também do passe livre interestadual digital, do Ministério da Infraestrutura.

Acesso pelo celular

O governo federal oferece quase 3,3 mil diferentes serviços à população - isso inclui toda a administração direta, autarquias e fundações. Neste momento, 53% já são acessados via online. Estão agrupados no portal gov.br . A aceleração da transformação digital aproveita a cultura de utilização massiva do aparelho celular pela população brasileira. A meta até 2022 é ter 100% dos serviços do governo federal transformados em digitais, o que deve representar uma economia anual de R$ 7 bilhões.

"70% dos brasileiros acima de 10 anos de idade acessam a internet frequentemente. Isso soma 126 milhões de pessoas. Entre os jovens de 16 a 24 anos, 9 a cada 10 acessam a internet todos os dias - ou seja, 90%. De todo o acesso, 96% é por celular. Por isso, na transformação digital, todos os serviços têm de ter a concepção digital e são primeiro desenhados para dispositivos móveis", ressalta o secretário de Governo Digital do Ministério da Economia, Luis Felipe Monteiro. "Tem de ser um serviço visualizável e fácil de interagir, porque esse é o canal que a população está usando".