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ACORDO DE COOPERAÇÃO
Fundacentro e Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP firmam parceria para avaliar riscos ocupacionais em postos de combustíveis
A Fundacentro e a Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo - FCF-USP firmaram um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para desenvolver uma etapa do projeto de pesquisa "Avaliação e controle de riscos em postos de revenda de combustíveis". O acordo foi assinado neste mês pelo presidente da Fundacentro, Pedro Tourinho de Siqueira, e pelo diretor da FCF-USP, Joilson de Oliveira Martins.
O estudo tem como foco a exposição ocupacional ao benzeno, substância tóxica classificada pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) como carcinogênica do Grupo 1.
Segundo a Agência para Registro de Substâncias Tóxicas e Doenças (ATSDR), o benzeno ocupa a sexta posição entre as substâncias de maior risco à saúde humana, considerando sua frequência, toxicidade e potencial de exposição. Embora a concentração de benzeno nos combustíveis brasileiros seja inferior a 1% v/v, a exposição contínua aos vapores de combustível pelos trabalhadores exige avaliação criteriosa para garantir a segurança e a saúde ocupacional.
Os postos de revenda de combustíveis (PRC) desempenham um papel relevante na economia nacional e, apesar de serem, em sua maioria, pequenos estabelecimentos com até 50 funcionários, apresentam riscos ocupacionais significativos. Entre os principais perigos estão incêndios, explosões e a inalação de vapores orgânicos, que podem comprometer a saúde dos trabalhadores e das trabalhadoras.
Projeto
O projeto busca preencher lacunas de conhecimento, uma vez que muitos estudos realizados no Brasil sobre a exposição ocupacional a vapores orgânicos em PRCs não adotaram metodologias adequadas para avaliar a exposição ou a eficácia das medidas de controle.
A pesquisa pretende produzir dados consistentes sobre a exposição ao benzeno e seu impacto na saúde dos trabalhadores, por meio da quantificação de biomarcadores de exposição. Essa etapa será conduzida em parceria com a FCF-USP, que dispõe da infraestrutura e expertise necessárias para a realização das análises.
Embora as atividades sejam executadas separadamente por cada instituição, os pesquisadores das duas entidades irão colaborar na análise e discussão dos dados, bem como na elaboração de relatórios técnicos e publicações científicas.
O ACT tem validade de dois anos, com início em 15 de janeiro de 2025, podendo ser prorrogado mediante celebração de aditivo.
Texto:
Débora Maria Santos