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Programa sobre nanotecnologia é inédito no Brasil e no exterior
Foto: Da esq.p/dir.: Paulo Martins; Peter Schulz; Arline Arcuri; Sebastião Neto; Vivian Machado; Ana Yara Paulino; Gabriel Dayoub e Richard Dulley
O Programa Nanotecnologia do Avesso, criado em 2009, pela Rede de Pesquisa em Nanotecnologia, Sociedade e Meio Ambiente (Renanosoma), em parceria com a Fundacentro, se destaca como o único programa a abordar o tema nanotecnologia, seus impactos na saúde dos trabalhadores e meio ambiente, no Brasil e no exterior.
Seu ineditismo, não só pelo tema, como também por ser o Brasil, o único país a implementar o programa, reúne, em um ambiente virtual, especialistas da Austrália, Europa, América Latina e América Central, México, Estados Unidos e Canadá, e tem como objetivo compartilhar informação científica entre os diferentes países e a sociedade.
Em encontro realizado na segunda (21), na Casa do Professor no Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), a celebração do programa de número 480, que neste ano comemora 10 anos de veiculação, reuniu especialistas de instituições do Brasil, Portugal, Holanda, Espanha , Suiça, Peru e Costa Rica.
Para os pesquisadores e acadêmicos que participaram da comemoração presencialmente, por Skype e vídeos gravados, o programa Nanotecnologia do Avesso foi um instrumento importante de disseminação não só da nanotecnologia, como também de novas tecnologias que ocupam o mundo do trabalho.
O coordenador do programa e mediador do encontro, Paulo Martins, falou sobre o caminho percorrido para encontrar parcerias, especialmente um local que pudesse receber os entrevistados duas vezes por semana. Atualmente, o programa Nanotecnologia do Avesso é exibido no Intercâmbio, Informações, Estudos e Pesquisas (IIEP), com a possibilidade de ser retomado na sede da Apeoesp, com caráter de programa de auditório.
Algumas contribuições em vídeo de outros especialistas não foram apresentadas durante o encontro, em razão das limitações de tempo de execução do programa que tem duração de 4 horas.
Acompanhe o que os convidados do encontro disseram sobre o programa Nanotecnologia do Avesso.
“Elogio a persistência do Paulo em dar continuidade ao programa, pois ele tem sido um dos responsáveis pela divulgação da nanotecnologia. A parceria entre o Renanosoma e a Fundacentro tem sido muito proveitosa e conseguimos produzir muitas coisas”.
Arline Sydneia Abel Arcuri, pesquisadora da Fundacentro e a primeira entrevistada do programa Nanotecnologia do Avesso
“Fui convidado em 2004 para pesquisar sobre nanotecnologia. Desde então, tenho o tema nanotecnologia como meu principal compromisso”.
Richard Dulley, doutor em Ciências Sociais pela Universidade de Campinas
“Estou contente em fazer parte desta comemoração, mas também de poder contribuir com informações que envolvem questões éticas em nanotecnologia”.
Ineke Malsch, membro da Comissão Européia e autora de projetos sobre Nanociências, nanotecnologias, material e nova produção – desenvolvimento na América Latina
“É importante que o público esteja atento às discussões da nanotecnologia. Todas as iniciativas foram ótimas”.
José Manoel Cozar, professor de Filosofia da Universidade de La Laguna, Tenerife, Espanha
“Interessante ver a forma como o Brasil se engajou no tema. O nível de seriedade, sem os exageros que muitos fazem foi muito interessante. O Nanotecnologia do Avesso sempre foi um espaço plural para falarmos de nanotecnologia”.
Rui Vieira da Cruz, Universidade do Minho, Portugal
“Temos como ética debater o impacto da nanotecnologia na saúde e no meio ambiente. Desejo energia e vitalidade para a ciência brasileira como um todo”.
Peter Schulz, secretário de Comunicação da Unicamp e Professor da faculdade de Ciências Aplicadas da Unicamp, Campi Limeira
“Foi uma oportunidade única saber o que os colegas fazem para se aproximar desse assunto. Esse programa foi uma oportunidade enriquecedora para os desafios globais”.
David Azoulay, diretor do Programa de Saúde Ambiental da CIEL (Center for International Environmental Law)
“Os jovens precisam desta informação, pois serão os grandes artífices do futuro”.
Jorge Pontes, Fundacentro
“O Ministério Público do Trabalho está com a Fundacentro. Hoje, temos um domínio das normas regulamentadoras dentro do ministério da Economia. As políticas de proteção do trabalhador estão seriamente comprometidas”.
Patrick Maia Merísio, procurador do Trabalho – MPT 2ª. Região
“Sem o Paulo não estaríamos aqui hoje. Manter um projeto não é fácil”.
Ana Yara Paulino, aposentada do Dieese e doutoranda na Faculdade de Saúde Pública da USP
“O Paulo Martins conseguiu manter essa proeza e somente o Brasil possui essa divulgação dos programas de nano”.
Sebastião Neto, diretor do IIEP
“Nos últimos dez anos, a nanotecnologia tem sido muito normalizada. Na Europa, se faz um grande esforço para alcançar a normalização. Hoje, podemos ter melhor compreensão sobre os materiais que fabricamos e parabenizo o programa”.
Luis Liz-Marzán, pesquisador da Universidade de Santiago de Compostela, Espanha
“Desde o momento da criação do programa Nanotecnologia do Avesso, ele já tinha um grande mérito que era o de trazer uma abordagem diferenciada, uma abordagem crítica da nanotecnologia. Uma abordagem que não se encontrava e continua não se encontrando na grande mídia. Outro grande mérito do programa é a sua continuidade, porque 10 anos de programa, e programa semanal é um grande desafio”.
Maria Fernanda Marques Fernandes, jornalista da Fiocruz