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Fundacentro revisa recomendação para instalações elétricas em obras
Os engenheiros eletricistas Maurício Viana e Swylmar Ferreira, da Fundacentro, estão revisando a RTP 05 (Recomendação Técnica de Procedimentos) – Instalações Elétricas Temporárias em Canteiros de Obras. O objetivo é orientar empresários, profissionais de segurança e saúde no trabalho, eletricistas, dirigentes sindicais e trabalhadores da indústria da construção quanto aos riscos e medidas preventivas. “Temos que evitar acidentes com choque elétrico”, afirma Viana.
Duas ações neste sentido foram finalizadas. Uma delas foi a revisão do item 18.21 da NR 18, Norma Regulamentadora voltada para as condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção, publicada pela Portaria n° 261, de 18 de abril de 2018. O item aborda a questão das instalações elétricas e entra em vigor em 19 de outubro deste ano. A outra foi a cartilha “Proteção contra choques elétricos em canteiros de obras”, publicada pela Fundacentro.
“A NR 10 [Segurança em instalações e Serviços em Eletricidade] e a NR 18, no item 18.21, apontam o mínimo que deve ser feito. A Fundacentro participa das revisões da norma, e o papel da instituição é transmitir esse conhecimento. Então, fizemos a cartilha para proteção contra choque elétrico na indústria da construção, para que seja usada nos treinamentos com os trabalhadores”, explica Swylmar Ferreira.
A nova RTP deve aprofundar este conhecimento. Para tanto, os pesquisadores da Fundacentro, juntamente com o auditor fiscal da SRT/SP (Superintendência Regional do Trabalho) Antonio Pereira, visitaram uma obra em São Paulo/SP, no mês passado. A ideia foi conhecer a realidade do trabalho, especialmente em relação às instalações elétricas.
“As RTPs são ricas em informação. Os serviços do eletricista não se resumem à parte elétrica, pois há outros riscos inerentes ao próprio canteiro, como queda de pessoa e de material. O resultado desta visita será repassado para outras obras. A ideia das publicações é socializarmos as melhores práticas”, aponta Antonio Pereira.
Uma das medidas defendidas é o aterramento, definido pela cartilha como “ligação intencional com a terra (solo) de instalações e equipamentos elétricos por onde a corrente elétrica pode fluir e se difundir”. O sistema de aterramento deve ser dimensionado observando-se a sensibilidade dos equipamentos de proteção e os limites de segurança das pessoas.
Segundo a NR 18, “as instalações elétricas devem possuir sistema de aterramento elétrico de proteção e devem ser submetidas a inspeções e medições elétricas periódicas, com emissão de respectivo laudo por profissional legalmente habilitado, em conformidade com o projeto das instalações elétricas temporárias e com as normas técnicas nacionais vigentes”.
Todas essas questões foram apresentadas aos técnicos da obra, que também puderam mostrar as ações que realizam. O supervisor de instalações elétricas da Sanhidrel Engekit, por exemplo, mostrou aos profissionais da Fundacentro as orientações utilizadas para fazer um quadro de instalação elétrica, plano de ação, plano de gestão e medidas para evitar o choque elétrico. Já o coordenador dos técnicos de segurança do trabalho da Even, Adriano Rodrigues, viabilizou a visita e o contato com os engenheiros e demais profissionais da obra.
Esse debate será utilizado para o aperfeiçoamento da RTP 05. Para levantar mais subsídios, os engenheiros da Fundacentro também visitaram a Steck, fabricante de equipamentos elétricos, que cedeu artes de alguns equipamentos para serem usadas na nova publicação.