Notícias
Trabalho do marmorista é contado em publicação
Marmorista: profissão cuja atividade é polir, lustrar, cortar ou serrar o mármore. Mas, por trás de uma definição, há um trabalho de subjetividade. Palavra que serviu para que as pesquisadoras da Fundacentro, Leila Cristina Alves e Vanda Deli de Souza Teixeira, sob coordenação de Tereza Luiza Ferreira, descobrissem o mundo subjetivo dos trabalhadores das marmorarias.
De um lado, o trabalho penoso e fatal exercido pelos marmoristas, e de outro, o mesmo trabalho que revela o transformar e o se transformar. Sentimentos de medo, baixa-estima e desmotivação que se misturam com criação, orgulho e esperança.
Compreender como os trabalhadores marmoristas lidam com esses sentimentos fez com que as pesquisadoras colocassem um olhar especial que fosse além da própria atividade, mas o de entender o significado do trabalho, a relação entre a equipe de trabalho e um espaço que fosse capaz de ouvir esses trabalhadores quanto às condições do trabalho nos ambientes das marmorarias.
Para apreender os significados dessa atividade, optou-se por uma pesquisa em que prevaleceu a não rigidez, a diversidade de técnicas e uma relação próxima entre pesquisadores e sujeitos, relatam as pesquisadoras.
Na publicação, lustradores, cortadores, serradores, acabadores, polidores, colocadores, medidores e ajudantes dão depoimentos sobre o perigo no uso das máquinas de lustração, os locais onde as refeições eram realizadas, a ausência de condições de trabalho adequadas e de proteção aos trabalhadores, como, por exemplo, no uso da chapa quente, ou pedra quente, como também relatos de dores e cansaço físico.
Outro capítulo que revela um lado penoso da profissão é o envolvimento dos marmoristas com a bebida alcóolica durante o horário de trabalho. Presente no dia-a-dia da vida desses trabalhadores, especialmente na hora do almoço, o álcool passa a ser visto como um subterfúgio para o trabalho pesado executado.
Como metodologia utilizada, o estudo consiste em uma abordagem qualitativa, descritiva, humanista e do ponto de vista do trabalhador. Foram conduzidas entrevistas individuais e com dirigentes sindicais, levantamento documental e dinâmica de grupo, como forma de aproximar os trabalhadores dos pesquisadores.
A publicação faz também um levantamento histórico da atuação do Sindicato dos Trabalhadores de Mármores e Granitos do Estado de São Paulo (Sitimagran), fundado em 14 de maio de 1907, cuja participação foi ativa para que os trabalhadores participassem da pesquisa e auxilio no fornecimento de infraestrutura.
A cartilha também relata a silicose, doença que acomete trabalhadores de marmorarias. Leia em outras matérias divulgadas pela Assessoria de Comunicação Social citações sobre sílica, silicose, poeira de sílica e marmoraria.
“Trabalho e subjetividade dos marmoristas” é uma publicação de 2018, com base em trabalho de campo realizado de janeiro a setembro de 2009.
Conheça os Programas da Fundacentro Silica e Silicose e EpiClin Poeiras.
Programas e projetos da instituição serão realinhados em 2019
Fundacentro apresenta carta sobre relevância científica e social da instituição
Presidente recebe a visita da Associação dos Técnicos de Segurança do Trabalho de Marília e Região
História em quadrinhos sobre marmorarias é lançada na sede da Feticom
Faça o download da HQ Detetive Ari e o mistério de Poeirópolis.