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A importância da Inteligência Estratégica
Representantes da Agência Espacial Brasileira (AEB) concluíram o Curso Superior de Inteligência Estratégica (CSIE), promovido pela Escola Superior de Defesa (ESD). A cerimônia aconteceu nesta quarta-feira (17), em Brasília, e contou com a presença do presidente Carlos Moura e de diversas autoridades.
“Avaliar cenários, reconhecer ameaças e oportunidades, qualificar-se para enfrentar desafios de forma soberana, e não a reboque de circunstâncias. Tudo isso faz parte da Inteligência Estratégica empregada na prática. Portanto, participar de processos de qualificação junto à Escola Superior de Defesa (ESD), interagindo com profissionais das mais diversas áreas, é oportunidade singular que agradecemos como instituição e como programa espacial”, disse Carlos Moura.
“Foi motivo de grande satisfação a realização do curso na ESD, visto tratar-se da turma pioneira no Planalto Central. Anteriormente ministrado no Rio de Janeiro, na ESG, superamos o desafio da sua transição para Brasília, conseguindo manter o elevado nível de satisfação, que há 25 anos caracteriza este curso”, disse o vice-almirante Paulo Renato Rohwer Santos, comandante da Escola Superior de Defesa (ESD).
A importância, tanto do conteúdo quanto do contato com colegas dos mais diferentes órgãos estratégicos, foi motivo de elogio. “Muito desenvolvimento advém de investimentos em tecnologia e inovação, então precisamos nos fortalecer enquanto nação. Tratar de forma estratégica e coordenada o Programa Espacial Brasileiro é essencial”, disse a chefe de Gabinete da AEB, Letícia Vilani Morosino, uma das alunas do curso.
O curso tinha o objetivo de desenvolver competências para o exercício de funções na área de Inteligência Estratégica na Administração Pública e, em especial, nos órgãos ligados ao Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN).
Para a consecução do objetivo geral do curso, a estrutura curricular do CSIE foi dividida em 2 (duas) fases: Básica e Específica. A Fase Básica apresentou fundamentos e conceitos básicos sobre o Poder Nacional, Informação em Redes e Metodologia da Pesquisa. A Fase Específica abordou os conceitos de Inteligência Estratégica, com ênfase no SISBIN e seus subsistemas, integrando os conhecimentos de relações internacionais, geopolítica e das atividades de inteligência. Nessa fase, foram desenvolvidos estudos aplicados, particularmente a Elaboração de Cenários e Estimativa de Inteligência, consolidando a sua interdisciplinaridade.
A ESD, oriunda da tradicional Escola Superior de Guerra, funciona como centro de estudos e pesquisas, a ela competindo planejar, coordenar e desenvolver os cursos que forem instituídos pelo ministro de Estado da Defesa. Apesar de seus trabalhos serem de natureza acadêmica, atua como um foro democrático e aberto ao livre debate, que capacita seus alunos em processos decisórios estratégicos e no desempenho da função de formulação ou execução de políticas públicas do país.
Ao término da Segunda Guerra Mundial, em razão das novas ideias trazidas pelos oficiais brasileiros que tomaram parte na Força Expedicionária Brasileira (FEB), o país passou por profundas transformações que resultaram na reestruturação da Política de Segurança Nacional.
Para suprir a falta de pessoal especializado no Serviço Federal de Informações e Contrainformação (SFICI), o primeiro serviço de inteligência do Brasil, o Decreto nº 43.810/58 fundou o Curso de Informações (CI), com funcionamento na Escola Superior de Guerra (ESG), cuja finalidade era cooperar no estabelecimento da doutrina de Segurança Nacional e preparar civis e militares para as funções relacionadas com tais informações estratégicas.
“Como informação é conhecimento, organização e atividade, é fundamental que os profissionais, tanto do campo militar quanto das altas esferas da Administração Pública, detenham conhecimento de inteligência para salvaguardar o bem-estar nacional”, afirmou o diretor de Planejamento, Orçamento e Administração, Aluísio Camargo, também participante do curso.
Desde então, a atividade de ensino para o uso mais adequado de dados e informações, para atingir o máximo de eficiência e eficácia, tem sido primordial para a criação de políticas públicas de qualidade. O CSIE se insere dentro de um legado extenso, que vem desde a Segunda Guerra Mundial e é primordial para a boa gestão pública e, cada vez mais, pelo meio privado, já que a inteligência se coloca como um recurso importante também às corporações no mercado competitivo.
Sobre a AEB
A Agência Espacial Brasileira, órgão central do Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (SINDAE), é uma autarquia vinculada ao MCTI, responsável por formular, coordenar e executar a Política Espacial Brasileira.
Desde a sua criação, em 10 de fevereiro de 1994, a Agência trabalha para viabilizar os esforços do Estado Brasileiro na promoção do bem-estar da sociedade, por meio do emprego soberano do setor espacial.
Coordenação de Comunicação Social - CCS