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COLETA SELETIVA
Novo caminhão amplia renda de catadores em Tupi Paulista
A Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis de Catupiry (Coopercatupi), em Tupi Paulista (SP), recebeu nessa quinta-feira (12/02) um novo caminhão de coleta seletiva que vai ampliar a capacidade de trabalho, gerar mais renda às famílias cooperadas e reduzir a pressão sobre o aterro sanitário do município. O veículo foi adquirido com recursos de R$ 438 mil repassados pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa), por meio do Termo de Fomento nº 937030.
O caminhão, modelo Mercedes-Benz Accelo 1017, zero quilômetro, é equipado com carroceria tipo gaiola para transporte de recicláveis e atende ao padrão de emissão Proconve P-8 (Euro 6). O recurso foi transferido diretamente à cooperativa no último dia 2 de janeiro.
De acordo com o chefe da Divisão de Engenharia de Saúde Pública e Saúde Ambiental da Funasa em Presidente Prudente (SP), Sérgio Luis Siebra Moreira, o investimento terá impacto direto na produtividade e na sustentabilidade financeira da cooperativa. “A estimativa é de que, com a aquisição do veículo, o aumento da comercialização poderá ser de 10% a 15%, gerando cerca de 70 toneladas a mais de materiais coletados e um acréscimo anual de aproximadamente R$ 100 mil na receita da cooperativa”, afirmou.
Em 2022, ano de apresentação da proposta, a comercialização de recicláveis gerou receita de R$ 959 mil. A projeção é que, com a ampliação da estrutura, os resultados avancem já neste primeiro ano de operação do novo veículo.
Coleta e triagem
Antes da entrega, a Coopercatupi contava com apenas um caminhão de menor porte para realizar as coletas. Isso limitava a rotina de trabalho, pois grande parte do tempo era dedicada às rotas, restando pouco espaço na agenda para a triagem adequada dos materiais recebidos.
Com o segundo veículo, será possível organizar melhor as atividades, destinando dias específicos para a coleta – às terças e quintas-feiras – e os demais para a separação e preparação do material para comercialização, aumentando a eficiência e evitando o acúmulo de recicláveis sem processamento.
A diretora-presidente da cooperativa, Vera Lúcia da Silva, destacou a importância da nova dinâmica operacional. “Não adianta nada ter um monte de material acumulado e o pessoal não conseguir fazer a triagem”, ressaltou.
Além do impacto econômico e social, a ampliação da coleta seletiva traz ganhos ambientais. Com mais materiais sendo reciclados, menos resíduos serão destinados ao aterro sanitário, o que pode ampliar sua vida útil em cerca de dois anos, além de reduzir o descarte irregular no meio ambiente.
Atualmente, 19 famílias integram a cooperativa. No momento da proposta, eram 16, com previsão de ampliação para 18. O número superou a expectativa inicial, fortalecendo a inclusão produtiva e garantindo trabalho e renda para mais pessoas no município.
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