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Brasil e Essuatíni avançam em projeto de saneamento com apoio da Cooperação Sul-Sul Trilateral
A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) participou nesta semana de uma missão de prospecção da Cooperação Sul-Sul Trilateral Brasil-Essuatíni-Unicef, encerrada nesta sexta-feira (21/11). A missão consolidou os fundamentos técnicos e institucionais para o futuro projeto de melhoria do saneamento no Reino de Essuatíni, na África Austral (antiga Suazilândia), com uma proposta de construção coletiva e direcionamento sistêmico das soluções.
Coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC/MRE), a agenda reuniu representantes do governo local, Unicef e especialistas do Brasil, incluindo a Funasa, que apresentou experiências e alternativas adequadas a contextos rurais e periurbanos de baixa renda. O encontro desta sexta contou também com a presença de Sua Alteza Real, o Príncipe Lonkhokhela.
Durante a plenária de encerramento, o coordenador de Saneamento da Funasa, Cícero Oliveira de Paula, reforçou que esta etapa foi destinada a consolidar caminhos de adaptação das soluções brasileiras ao contexto local. "Eles já estiveram no Brasil, com outros países - Burundi, Etiopia, Malaui, Namibia, Madagascar, Moçambique, Angola -, e naquela ociasião apresentamos o que a Funasa faz. Agora, apresentamos uma proposta de gerenciamento e direcionamento das soluções, a partir das alternativas que a Funasa oferta", explicou.
Desafios de saneamento
A missão técnica se concentrou na região de Kwaluseni, área-piloto do projeto, marcada por desafios de esgotamento sanitário, gestão de resíduos e vulnerabilidades ambientais. Ao longo da semana, a delegação realizou visitas de campo, avaliações de viabilidade técnica e reuniões multissetoriais com ministérios, autoridades locais e a Eswatini Water Services Corporation. As atividades permitiram compor uma visão integrada sobre infraestrutura, governança e necessidades de capacitação.
A Funasa contribuiu com sua expertise em saneamento simplificado, educação em saúde ambiental, gestão de resíduos sólidos e sustentabilidade de serviços WASH (água, saneamento e higiene), destacando práticas brasileiras baseadas na participação comunitária, tecnologias de baixo custo e modelos de gestão adequados a territórios vulneráveis.
Para Cícero de Paula, essa abordagem reforça a cooperação horizontal entre países em desenvolvimento: "Nossa proposta foi direcionar alternativas que dialogam com as necessidades daqui, considerando o que já mapeamos e o que discutimos juntos ao longo da missão".
Iniciativa estratégica
A representante do Unicef Essuatini, Amina Mohammed, destacou a relevância estratégica da iniciativa, que está sendo desenvolvida em um momento em que o Governo de Essuatini e seus parceiros estão realizando uma revisão abrangente de seus marcos legais e
regulatórios, buscando expandir a cobertura dos serviços de WASH em áreas rurais e periurbanas.
"Embora investimentos e esforços importantes estejam sendo feitos em Eswatini em torno dos serviços de WASH, ainda existem importantes desafios que precisam ser enfrentados, para garantir que os serviços de água potável e saneamento estejam disponíveis para todas as crianças e suas famílias, especialmente para as mais vulneráveis. A cooperação com o Brasil será de grande valor nesse sentido, no sentido de fornecer assistência técnica e exemplos de soluções que podem ser adaptadas ao contexto de Eswatini", afirmou
A partir de agora, os países parceiros avançarão na matriz preliminar de resultados do projeto e no planejamento dos próximos passos. O objetivo é consolidar o desenho final da iniciativa apoiada pelo Fundo IBAS (Índia, Brasil e África do Sul), que pretende implementar um modelo integrado de esgotamento sanitário e gestão de resíduos em Kwaluseni, com potencial de expansão para outras regiões do país.
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