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Funasa promove oficina de formação de novos profissionais de saneamento
Metodologia proposta para o programa busca inovação, organizando a capacitação em três campos: Estação do Conhecimento, Empreendimentos Funasa e Percurso FormativoFoto: Edmar Chaperman/Funasa

- Metodologia proposta para o programa busca inovação, organizando a capacitação em três campos: Estação do Conhecimento, Empreendimentos Funasa e Percurso FormativoFoto: Edmar Chaperman/Funasa
Ministrado pela engenheira e consultora da ACT OPAS/Funasa, Berenice de Souza Cordeiro, a oficina tem como objetivo principal apresentar e aprimorar a proposta preliminar do Programa de Capacitação da Funasa, que se baseia em três pilares centrais: oferecer oportunidades de formação em diversos conteúdos de saneamento básico e saúde ambiental, customizar a capacitação dos Empreendimentos Funasa e otimizar os recursos da instituição.
"O que a gente evidenciou foi a necessidade de sistematizar as atividades de capacitação, que a instituição já realiza sozinha ou com parceiros, usando a capilaridade nas Superintendências Estaduais da Funasa (Suests), estruturar em um programa. Sistematizar ações em um programa de capacitação sob o guarda-chuva do Departamento de Saúde Ambiental (Desam), mas sustentado por uma perspectiva muito importante, muito relevante, de integração das várias áreas da Funasa, porque nós vamos trabalhar com um temário tanto da saúde ambiental, do saneamento básico, mas também do desenvolvimento institucional", ressaltou Berenice.
A metodologia proposta para o programa busca inovação, organizando a capacitação em três campos: Estação do Conhecimento, Empreendimentos Funasa e Percurso Formativo. A oficina teve um formato participativo, com o objetivo de colher dúvidas, questionamentos e contribuições dos participantes para aprimorar a proposta do programa. Ao final do evento, foi elaborada uma proposta final a ser submetida à avaliação do grupo diretivo da Funasa.
Para o presidente da Funasa, Alexandre Motta, a iniciativa resgata uma característica histórica da instituição e impulsiona a produção técnico-científica. "A Funasa sempre esteve ligada à formação, qualificação, preparo e estímulo de novos conhecimentos para o saneamento. Nos últimos anos, distanciou-se dessa trajetória, e agora o desafio é retomar esse papel, de lapidar essa ideia, e eventos como este são fundamentais. Ficou evidente, nas conversas que tive (em eventos pelo país), que a Funasa era vista apenas como repassadora de recursos, uma interpretação muito pobre e equivocada. Precisamos destacar exatamente o que vai além disso. É pontuar fortemente a qualificação, o estímulo ao conhecimento, estímulo a fusão do conhecimento e a criação de condições para a sobrevivência futura da Fundação Nacional de Saúde", enfatizou.
Motta também mencionou um projeto em estruturação para criar polos de capacitação de saneamento da Funasa em todo o país. "Mas nós estamos aqui, pensando em termos de construção, e aí eu vou ser ousado, que é isso que eu quero, na discussão de um centro de formação de saneamento para dialogar com o setor no Brasil. A Funasa sempre foi e ainda é uma grande referência. Todo o material produzido, que está em PDF na nossa biblioteca virtual, e que está na nossa biblioteca física, não me deixa mentir. Foi isso mesmo que nós sempre fizemos. Preparamos manuais, referências técnicas para diversas áreas do saneamento. Continuaremos esse trabalho, mas com uma postura mais ousada".
O diretor do Desam, Carlos Henrique, endossou a proposta do presidente, destacando a oportunidade de capacitar profissionais em todo o país para enfrentar os desafios do setor. "Se a gente ficar olhando apenas os nossos problemas e definir as nossas ações com base nas restrições que a Funasa ainda tem, nós vamos fazer muito pouco. Acho que é nessa hora que se encaixa essa questão de criar uma escola, um centro de formação, que tente reproduzir o que o Ministério da Fazenda tinha, que acabava atendendo vários outros órgãos, mas para o saneamento. Atualmente, a atuação é fragmentada, com cada organização realizando esforços isolados, mas não tem ninguém se preparando para potencializar isso. Eu diria que essa iniciativa transforma nossa realidade e reposiciona a Funasa dentro deste conceito", complementou.