Com participação da Funasa, Painel 10 do Seminário da Aesbe debate inovação e tecnologia no saneamento rural
Representada pelo diretor do Densp, fundação mostra trabalho articulado com outros entes governamentais e o trabalho exitoso na atuação em desastres neste ano. SALTA-z, tecnologia desenvolvida pela Funasa, é referência no abastecimento de água na Região Norte, servindo como iniciativa pelo governo estadual do Amazonas

O painel 10, realizado no último dia do Seminário Nacional Universalizar - Aesbe 40 anos, abriu os debates do dia com o tema "Inovação e tecnologia para o saneamento em áreas rurais", reunindo especialistas para discutir desafios e apresentar soluções para um dos setores mais críticos do país. Moderado por Antonio Gouveia Junior, presidente da Agência Tocantinense de Saneamento (ATS), o encontro contou com as participações de Helder Cortez, especialista em Saneamento Rural; José Antônio Ribeiro, diretor de Engenharia de Saúde Pública da Fundação Nacional de Saúde (Funasa); Deninson Gama, presidente da Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama); e Mônica Bicalho, coordenadora da Câmara Temática de Saneamento Rural da Abes.
Um dos destaques do painel foi a apresentação do diretor do Departamento de Engenharia de Saúde Pública (Densp) da Funasa, José Antônio Ribeiro, sobre sua atuação em situações de desastres naturais, em parceria com outros entes governamentais, na inundação na Região Sul e na estiagem de chuva na Região Norte, no primeiro semestre. "Dentro da nossa estrutura hoje, de buscar cooperação, a primeira missão que a Funasa teve no seu retorno foi encarar as emergências climáticas que aconteceram no Estado do Rio Grande do Sul, com as enchentes e na Região Norte e fazer chegar água em comunidades completamente isoladas pelo momento que se vive", disse.


Ribeiro ressaltou a importância da assistência técnica e da articulação entre entes governamentais para levar saneamento às comunidades mais distantes. "Todos os nossos esforços se não tiverem suporte técnico e não tiverem um ente que faça essa união, fica mais distante", afirmou. Reforçou que a Funasa não se limita ao financiamento de projetos, mas atua oferecendo suporte técnico e estratégico, buscando soluções sustentáveis para o setor.
Durante a apresentação, destacou ainda a complexidade de levar saneamento a áreas rurais, muitas vezes marcadas por dificuldades de acesso e pela falta de recursos locais para manutenção das estruturas. Nesse contexto, apontou que o papel da Funasa vai além do financiamento, buscando oferecer suporte técnico e estratégico para garantir que as soluções implementadas sejam sustentáveis a longo prazo.
Ademais, foram apresentados cases de sucesso, como o Sistema Integrado de Saneamento Rural (Sisar), da Companhia de Águas e Esgotos do Ceará (Cagece). Helder Cortez destacou o impacto do projeto, que beneficiou mais de um milhão de pessoas. "Esse é um projeto que deve servir de exemplo para outras empresas. Com a implantação do Sisar, mais de um milhão de pessoas foram beneficiadas", ressaltou.
Deninson Gama trouxe ao debate as experiências no Amazonas, estado marcado por desafios logísticos e regiões de difícil acesso, enquanto Mônica Bicalho enfatizou a necessidade de valorizar o usuário nos sistemas de saneamento. "As pessoas não cuidam do que não pagam, logo não existe um beneficiário e sim um usuário", destacou.
