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Prêmio Destaque ICT
Projeto pretende tornar monitoramento ambiental mais acessível, tanto em termos de custo quanto de compreensão
Pesquisador Kauã Felipe Nazario Dos Santos - Foto: Arquivo pessoal/Divulgação
O projeto de Kauã Felipe Nazario Dos Santos, do INPE, surgiu da necessidade de tornar o monitoramento ambiental mais acessível - tanto em termos de custo quanto de compreensão - e, com isso, promover uma maior conscientização da população sobre os riscos à saúde decorrentes da exposição contínua à poluição, em especial ao material particulado fino (MP2,5). O trabalho "Pesquisa, monitoramento e análise das concentrações de MP2,5 aplicada em sensores de baixo custo: impactos na qualidade do ar e na saúde pública em áreas urbanas", que tem orientação de Antonio Marcos Vianna Campos, foi agraciado no Prêmio Destaque na Iniciação Científica e Tecnológica do CNPq, na área Ciências Exatas e da Terra e Engenharias, categoria Bolsista de Iniciação Científica Júnior. É o primeiro prêmio da carreira acadêmica de Kauã.
A premiação ocorre no dia 10 de agosto, na abertura da 8ª Reunião de Trabalho dos RICs e Coordenadores(as) de Iniciação Científica e Tecnológica - Edição 2026, a ser realizada na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), nos dias 10 e 11.
O projeto tem como finalidade principal o monitoramento, a análise e a divulgação das concentrações de material particulado fino (MP2,5) em áreas urbanas, utilizando sensores de baixo custo conectados a sistemas de rede, de forma a permitir o acesso público às informações sobre a qualidade do ar. Ele surge porque a poluição atmosférica é um dos principais problemas enfrentados pelas grandes cidades, especialmente pela presença de MP2,5, pois representa um risco direto à saúde pública, já que penetra profundamente no sistema respiratório humano, podendo causar doenças cardiovasculares, respiratórias e até mesmo neurológicas.
Para a realização do trabalho foram adquiridos sensores específicos de MP2,5 que foram integrados ao sistema Arduino, e permitiram a coleta, o armazenamento e a transmissão dos dados em tempo real. Inicialmente, foi escolhido um local para testes, com o objetivo de verificar a funcionalidade, a sensibilidade e a precisão do equipamento em condições reais. As análises preliminares indicam que o sistema está funcionando conforme o esperado, o que possibilita o avanço para futuras etapas do projeto, como a ampliação da rede de sensores e a geração de mapas de concentração.
"Esperávamos identificar o material particulado e alertar/conscientizar a população sobre os riscos da exposição diária. A pesquisa começou com o estudo sobre os poluentes (CO2 e material particulado (MP)) e também consultas em artigos sobre os sensores que queríamos utilizar, para o monitoramento. Após alguns testes e calibrações, colocamos o sensor para rodar ininterruptamente por alguns dias na estação meteorológica do CEFET-RJ (Maracanã)e com os dados, fizemos gráficos para identificar a variação do MP ao longo do dia", explicou Kauã.
A expectativa é contribuir para a construção de uma base sólida de dados ambientais que possa auxiliar na formulação de políticas públicas, além de incentivar a população a adotar atitudes preventivas diante dos níveis de poluição identificados em seu cotidiano, tornando a ciência mais próxima da realidade urbana e dos desafios da saúde coletiva.
Prêmio
Kauã disse que receber o Prêmio Destaque na Iniciação Científica e Tecnológica é muito importante. "Se estou onde estou hoje, devo muito aos professores que sempre confiaram em mim. Receber essa honraria me faz lembrar de tudo o que sonhei conquistar e me motiva a buscar ainda mais durante a graduação. Fico muito feliz por toda a minha trajetória no ensino médio, e essa conquista estará para sempre na minha memória , afirmou. Ele é técnico em meteorologia no Cefet-RJ e, neste ano, começou a graduação, também em meteorologia, na USP.