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Importações para pesquisas das universidades federais podem contar com imunidade tributária, anuncia Ministério da Fazenda
Autoridades durante anúncio da imunidade tributária às universidades federais nas importações para pesquisa via fundações de apoio. - Foto: Luara Baggi / Ascom MCTI
A imunidade tributária das universidades federais para realizar importações de insumos e equipamentos destinados à pesquisa científica se estende às fundações de apoio, segundo entendimento do Ministério da Fazenda anunciado pelo ministro Dario Durigan no dia 21 de outubro.
O entendimento resulta de análise técnica realizada pela Receita Federal do Brasil, provocada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e validada pelo Ministério da Fazenda, com contribuições da AGU, do MCTI, da PGF, do CNPq e da Andifes. A conclusão indica que as universidades federais têm direito a contar com imunidade tributária (regra constitucional segundo a qual entes federativos não podem tributar uns aos outros) quando realizam importações para pesquisa com recursos próprios e através das fundações de apoio à pesquisa. A imunidade tributária entre entes federativos está prevista pelo artigo 150 da Constituição Federal.
Essa nova possibilidade passa a ser uma alternativa à modalidade de importação já existente, que se dá através de solicitação de isenção tributária ao CNPq - que dispõe de um valor limitado autorizado anualmente pelo Ministério da Fazenda e que neste ano foi ampliada para US$ 354 milhões. A tendência, portanto, é de que a medida resulte em descompressão da utilização da cota de importações do CNPq, tendo em vista que importações realizadas por universidades atualmente representam cerca de 70% da utilização anual da cota - favorecendo, assim, a aceleração de pesquisas decorrentes do ciclo recente de ampliação dos investimentos em ciência, tecnologia e inovação no país nos últimos anos.
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, explicou que o crescimento dos investimentos resultou em aumento da demanda por importação de equipamentos, peças e insumos científicos, muitos dos quais ainda não são produzidos no Brasil. "Isso representa uma enorme simplificação. Significa menos burocracia, mais agilidade e melhores condições para que nossos pesquisadores façam seu trabalho. E significa também aliviar a pressão sobre a cota do CNPq, permitindo que ela possa atender melhor outras instituições e pesquisadores que continuam dependendo exclusivamente desse mecanismo", afirmou a ministra.