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CURSO
Operadores das usinas de Angra 1 e Angra 2 recebem treinamento no Reator Argonauta do IEN/CNEN
Entre os dias 14 e 25 de setembro, o Instituto de Engenharia Nuclear (IEN/CNEN) recebeu um total de 12 profissionais da Eletronuclear para realizarem o Curso Introdutório para Operadores de Reatores de Pesquisa (CIORP), realizado pelo segundo ano consecutivo na Instituição. Esse é um treinamento faz parte do processo de qualificação e requalificação visando a obtenção das licenças de operadores das usinas nucleares de Angra 1 e 2.
O curso consistiu em experimentos práticos realizados nas instalações do Reator Argonauta, que foi construído na década de 1960 e exerce a função de reator-escola, formando e capacitando profissionais que irão operar equipamentos desta natureza.
Além de acompanharem como se dão as operações no Argonauta, os treinandos do CIORP se debruçaram sobre os seguintes conteúdos programáticos ministrados:
· Descrição da Instalação e procedimentos operacionais;
· Instrumentação nuclear, faixa fonte, intermediária e de potência;
· Instrumentação nuclear e deteção gama;
· Curva 1/M e previsão de criticalidade;
· Calibração de barras de controle;
· Medida do coeficiente de reatividade de temperatura do moderador;
· Medida do coeficiente de reatividade de vazio;
· Mapeamento de fluxo neurônico;
· Medidas de Excesso de reatividade para diferentes arranjos.
Essas temáticas foram abordadas em aulas conduzidas pelo corpo docente desse curso, formado pelo chefe do Serviço do Reator Argonauta (SEREA/IEN), Dr. André Luís Nunes Barbosa, pelo chefe da Coordenação de Serviços e Tecnologias Nucleares (COSTN/IEN), Dr. Francisco José de Oliveira Ferreira, e pelos servidores João Alberto Gadelha, Júlio Cezar Suita, Rogério Chaffin, Marcos Santana e a atual bolsista Silvia Velásquez.
A qualidade dos aparatos tecnológicos disponíveis para esse treinamento, assim como o know-how dos professores que lecionaram as aulas foram bem avaliadas pelos alunos desta edição do CIORP:
“O curso realizado aqui no IEN/CNEN foi uma grata oportunidade de aprofundar os conhecimentos na área de física nuclear. E isso nos permite manter um alto nível de operação, cada vez mais seguras em nossas unidades. É notório o zelo de todo o corpo docente relacionado ao Reator Argonauta, assim como a condição das instalações foi muito satisfatória para que nosso aprendizado pudesse acontecer de maneira muito agradável”, afirmou Bruno Pereira, Engenheiro de Treinamento da Eletronuclear, que representou a opinião dos alunos nesta reportagem.
Vale destacar que o Curso Introdutório para Operadores de Reatores de Pesquisa é considerado um primeiro passo para que esses técnicos obtenham a licença necessária para operarem uma usina nuclear, algo que requer um rigoroso processo de formação, de três a cinco anos.
A Eletronuclear explica que estão inclusos nessa jornada do curso treinamentos teóricos, aulas práticas em reatores de pesquisa e em simuladores próprios da instituição, no município fluminense de Angra dos Reis, construídos como réplicas idênticas às salas de controle das usinas. A grade curricular é complementada por avaliações teóricas, orais e prático-orais realizadas pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).
Após já ter sido sediado por outras unidades técnico-científicas da CNEN, como o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN/CNEN), em São Paulo, e o Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN/CNEN), em Belo Horizonte, essa importante formação técnico-profissional dentro do setor público nuclear brasileiro está sendo conduzida pelo IEN/CNEN em uma parceria firmada com a Eletronuclear com duração prevista de cinco anos:
“Para o IEN/CNEN, isso é muito importante porque demonstra a capacidade técnica dos seus servidores, bem como a capacidade e qualidade de nossos equipamentos, como o Reator Argonauta, que é a principal ferramenta desse curso. Para o pessoal da Eletronuclear é de grande importância essa capacitação porque eles podem ver aqui, na prática, aquilo que eles só conhecem na teoria.”, afirma André Nunes Barbosa.
Escrita por: José Lucas Brito (Serviço de Comunicação Social do IEN/CNEN).