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CNPE debate eletromobilidade, valorização energética de resíduos e avanços na transição energética do Brasil
Foto: JD Vasconcelos
A transição energética e o desenvolvimento de soluções mais sustentáveis para o Brasil estiveram entre os principais temas da 3ª Reunião Extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), realizada nesta sexta-feira (6), no Ministério de Minas e Energia (MME), em Brasília. O encontro contou com a participação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente, Geraldo Alckmin, e de ministros de Estado, entre eles o ministro das Cidades, Vladimir Lima.
Na reunião, o Conselho aprovou resoluções para a transição energética no Brasil, inclusive as diretrizes para elaborar o mapa do caminho para uma transição energética justa e planejada. O Brasil participará da COP31, em Antália, na Turquia, de 9 a 20 de novembro.
Foi também aprovada a criação de grupos de trabalho voltados à eletromobilidade e à valorização energética de resíduos, além de medidas para fortalecer o planejamento energético nacional e incentivar o uso de combustíveis renováveis.
A participação do Ministério das Cidades reforça a importância da integração entre as políticas de energia e mobilidade urbana, especialmente na modernização do transporte público coletivo e na ampliação de alternativas de baixo carbono para os deslocamentos nas cidades brasileiras.
Eletromobilidade e transporte público mais sustentável
O Grupo de Trabalho de Eletromobilidade terá a missão de reunir diferentes órgãos do Governo Federal para discutir estratégias de expansão dos veículos elétricos no Brasil.
A iniciativa pretende avaliar os desafios e as oportunidades do setor, considerando aspectos como infraestrutura de recarga, desenvolvimento tecnológico, produção de baterias e eletrificação dos veículos, incluindo os utilizados no transporte público coletivo.
Para o Ministério das Cidades, a agenda tem relação direta com os esforços de modernização da mobilidade urbana brasileira. A eletrificação dos ônibus, por exemplo, representa uma alternativa para reduzir a emissão de poluentes, melhorar a qualidade do ar e contribuir para cidades mais saudáveis e sustentáveis.
Nesse contexto, o Ministério atua no fortalecimento das políticas de mobilidade urbana sustentável, com investimentos na renovação da frota do transporte público por meio do Novo PAC, incluindo a aquisição de ônibus elétricos, e investimentos em trens, metros e VLTs, além do desenvolvimento de estudos e instrumentos de planejamento para apoiar estados e municípios na estruturação de projetos.
A ampliação da eletromobilidade também exige planejamento integrado entre os setores de transporte e energia, garantindo infraestrutura adequada e condições para que as novas tecnologias sejam incorporadas aos sistemas de transporte das cidades.
Valorização energética de resíduos
Outro tema importante da reunião aprovado pelo Conselho foi a criação do Grupo de Trabalho de Valorização Energética de Resíduos, que pretende ampliar o aproveitamento do potencial energético dos resíduos sólidos urbanos.
A iniciativa busca aproximar as políticas de energia, meio ambiente e saneamento básico, estimulando soluções que permitam transformar parte dos resíduos em fontes de energia, como o biogás e o biometano.
O Brasil possui grande potencial para aproveitar energeticamente os resíduos produzidos nas cidades. Entre as possibilidades estão a utilização do gás gerado em aterros sanitários e o aproveitamento de resíduos orgânicos por meio de tecnologias específicas.
O Ministério das Cidades tem participação importante nesse debate, considerando sua atuação nas políticas de saneamento básico. Um dos pontos fundamentais é garantir que o aproveitamento energético não comprometa a coleta seletiva, a reciclagem e o trabalho de catadores e catadoras de materiais recicláveis.
A proposta também considera a realidade dos municípios brasileiros, buscando soluções economicamente viáveis, que respeitem a responsabilidade municipal pelos serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos e não provoquem aumento indevido das tarifas para a população.
Planejamento para uma economia de baixo carbono
A reunião também aprovou o Grupo de Trabalho para o Plano Nacional de Transição Energética (Plante), instrumento que reúne iniciativas do Governo Federal para orientar a transformação da matriz energética brasileira e estimular uma economia de baixo carbono.
O Plante tem um horizonte de planejamento de 30 anos e plano de ações previstas para os primeiros quatro anos. Entre as medidas relacionadas às cidades, estão ações para ampliar a eficiência energética nas habitações e nos transportes, incentivar a eletrificação e promover soluções que reduzam o consumo de energia e as emissões de gases de efeito estufa.
Na área de mobilidade urbana, contempla iniciativas voltadas à disseminação de tecnologias mais limpas, ao fortalecimento do transporte público coletivo e ao desenvolvimento de políticas que favoreçam deslocamentos mais eficientes e sustentáveis.
A participação do Ministério das Cidades é estratégica, uma vez que as políticas de mobilidade urbana, habitação e saneamento para a redução das emissões e na qualidade de vida da população.
Integração para cidades mais sustentáveis
As discussões da 3ª Reunião Extraordinária do CNPE reforçam que a transição energética vai além da produção de energia limpa. Ela envolve mudanças na forma como as cidades são planejadas, como as pessoas se deslocam, como os resíduos são tratados e como os recursos naturais são utilizados.
Nesse cenário, o Ministério das Cidades participa da construção de soluções que aproximam a agenda energética das necessidades da população, com atenção especial à modernização do transporte público coletivo, à sustentabilidade urbana e à melhoria dos serviços oferecidos nas cidades brasileiras.
A integração entre os ministérios e os diferentes níveis de governo é fundamental para transformar essas iniciativas em políticas públicas efetivas, promovendo cidades mais eficientes, inclusivas, resilientes e ambientalmente sustentáveis.
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