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Minha Casa, Minha Vida realiza o sonho da casa própria e impulsiona geração de emprego no Brasil
Construção de empreendimento em Camaçari (BA). Crédito: Gabriel Oliveira.
Brasília (DF) - O programa Minha Casa, Minha Vida do Ministério das Cidades não só facilita o acesso à moradia digna para pessoas de baixa renda, como também movimenta a economia ao impulsionar o setor da construção civil.
De acordo com um levantamento realizado pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), o Minha Casa, Minha Vida, apenas no primeiro semestre de 2026, injetou R$ 145,9 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) nacional e gerou cerca de R$ 39 bilhões em arrecadação de impostos.
Além disso, o programa se configura como um dos principais motores do mercado imobiliário do Brasil, sendo responsável por 49% das vendas no primeiro trimestre de 2026. É o que aponta um estudo realizado em 221 cidades pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).
Com o programa, milhões de famílias brasileiras ganham a oportunidade de deixar o aluguel ou casa de parentes, muitas vezes em situações precárias, para serem donos de sua primeira moradia. Desde 2023, quando o Ministério das Cidades foi recriado, já foram contratados mais de R$ 2,7 milhões de moradias.
"O Minha Casa, Minha Vida é um programa importantíssimo para o Brasil. Ele não apenas realiza o sonho da casa própria para milhões de famílias, mas também gera emprego e renda", diz o ministro das Cidades, Vladimir Lima.
Empregos
O número de trabalhadores com empregos formais no setor de construção tem batido recordes mês após mês, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Em agosto, mês mais recente com resultados divulgados, foram registradas 3,150 milhões de pessoas com carteira assinada no setor, cerca de 21 mil postos a mais que o mês anterior. No ano até agosto, mais de 200 mil empregos foram criados.
Ao mesmo tempo, engenheiros, arquitetos, pedreiros, mestres de obras, encanadores, eletricistas e tantos outros profissionais conseguem empregos por meio de empreendimentos do programa. A pesquisa da ABRAINC indica ainda que o Minha Casa, Minha Vida gerou, no primeiro trimestre, 697 mil empregos diretos e indiretos em todo o país.
Em algumas ocasiões, inclusive, os dois benefícios, de ter acesso à casa própria e ser empregada por meio do programa, podem estar associados, como é o caso de Valdeir Brites dos Passos que trabalha como pedreiro há um ano no Residencial Renascer I em Goiânia. “O Minha Casa, Minha Vida representa para mim a oportunidade de trabalho e também a oportunidade da primeira residência”, afirma.
Ele será um das 1.048 pessoas beneficiadas com moradias do empreendimento que faz parte do programa Minha Casa, Minha Vida. Ao lado da esposa, Valdeir deixará de pagar o aluguel que consome boa parte de sua renda e destinará o dinheiro para as despesas de sua filha recém-nascida. “É uma economia de R$ 1.200 por mês”, contou.
O Residencial Renascer I conta com 262 unidades habitacionais, do tipo apartamento, e possui investimento da União de R$ 18,6 milhões oriundos do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS). O empreendimento dispõe de escola e creche em um raio de 500 metros de distância, além de hospitais e áreas comerciais nas proximidades.
Ansiedade
Adriana Francisca Rodrigues é uma das 736 pessoas que serão beneficiadas com a construção de 184 unidades habitacionais no Residencial Renascer III em Goiânia.
O empreendimento, que faz parte do programa Minha Casa, Minha Vida, vem mudando a vida da goiana antes mesmo de estar concluído. A razão para isso é que Adriana trabalha lá como vigia há dez meses. Assim, ela sustenta sua família com o salário que recebe na obra enquanto espera a conclusão de sua moradia.
Atualmente, Adriana não tem condições de pagar aluguel, e, por isso, mora com seus quatro filhos na casa da mãe. Para ela, poder colocar seus filhos debaixo de um teto que será só dela é a realização de um sonho.
“É um sonho. Principalmente para as mães solo, porque muitas das vezes a renda é pouca, não tem condições de pagar um aluguel com uma moradia decente. Porque junta aluguel e as despesas das crianças.”
Além da alegria, para Adriana, o sentimento que descreve a situação é a ansiedade. Trabalhando no empreendimento, ela tem a oportunidade de ver de perto o andamento das obras, e a intimidade que possui com a equipe de construção permite até que ela cobre agilidade.
“Chega a ser interessante, porque a ansiedade de ver pronto é maior do que de quem não está aqui todo dia. Você fica tipo assim: vamos, vamos fazer, vamos fazer logo!”, conta descontraída.
O Residencial Renascer III em Goiânia recebeu investimento federal de R$ 27,3 milhões, provenientes do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS).
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