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WiCade conecta estudantes aos desafios reais da defesa da concorrência
Começou, nesta quarta-feira (4/11), a 6ª edição do WiCade, competição acadêmica promovida pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em parceria com a Rede Women in Antitrust (WIA), que acontece até sábado (7/11). A iniciativa visa proporcionar aos estudantes a vivência, na prática, com os desafios relacionados à defesa da concorrência por meio da análise de um caso fictício que exige pesquisa, construção de argumentos e trabalho em equipe.
Durante a abertura, a conselheira do Cade Camila Cabral Pires Alves destacou o crescimento da área antitruste e convidou os participantes a enxergar qual o papel que desejam exercer ao representar o sistema da autarquia. Camila também celebrou a parceria do Cade com a WIA e a importância da diversidade e abrangência dos trabalhos produzidos por mulheres.
O superintendente-geral interino do Cade, Felipe Roquete, por sua vez, descreveu o evento como “fundamental” no cenário antitruste. “Quando estamos em um lugar que reconhece a existência de desigualdades e cria um ambiente para ampliar as oportunidades é um dever apoiá-las sempre que possível.”
Roquete ainda ressaltou a importância do trabalho em equipe durante a competição e a oportunidade da entrada no trabalho da defesa da concorrência proporcionada pela participação na WiCade. A abertura também contou com a participação de Denise Junqueira, que é sócia do Cascione Advogados e vice-presidente da WIA.
Na sequência, Amanda Athayde, professora de Direito da UnB; Cristiane Landerdahl, Subsecretária de Acompanhamento Econômico e Regulação do Ministério da Fazenda; Eric Jasper, Sócio-Fundador do HD Advogados; Silvia Fagá, Sócia-Fundadora da Ecoa; debateram sobre o caso fictício de 2026 - que aborda concorrência no mercado de esportes -, com mediação de Giovana Porto, advogada sênior do Pinheiro Neto Advogados.
A competição
Criada em 2021, a WiCade é realizada em duas etapas: escrita e oral. Na primeira fase, as equipes elaboram memoriais a partir do caso proposto. Na segunda, apresentam oralmente seus argumentos diante de especialistas acadêmicos que simulam a atuação de conselheiros do Tribunal do Cade.
O trabalho coletivo também integra a experiência. As equipes precisam distribuir tarefas, discutir diferentes interpretações para o caso e chegar a uma estratégia em comum.
Networking
Além do aprendizado técnico, a competição aproxima os estudantes de profissionais atuantes no setor. A participação de especialistas, acadêmicos e profissionais da área proporciona contato com diferentes perspectivas sobre a defesa da concorrência e permite aos competidores conhecerem melhor o campo de atuação que, muitas vezes, ainda é pouco explorado durante a graduação.
Representatividade feminina
A iniciativa também busca ampliar a participação feminina na área concorrencial. Para isso, o regulamento estabelece que pelo menos 50% dos integrantes de cada equipe sejam mulheres. A medida tem como objetivo estimular a representatividade feminina no setor.
WiCade em números
O crescimento do WiCade nos últimos anos evidencia o interesse cada vez maior de estudantes e instituições de ensino pela temática concorrencial. Em 2025, a competição reuniu 106 competidores distribuídos em 13 equipes de diferentes regiões do país, além de 72 voluntários que atuaram como conselheiros e secretários das sessões de julgamento. Entre as equipes participantes, a USP Ribeirão Preto e o IDP chegaram à final, e a universidade paulista venceu a competição.
Já em 2026, o número de equipes participantes saltou para 16, com um total de 129 participantes inscritos e 83 voluntários, ampliando o alcance nacional da iniciativa e reforçando o papel do WiCade como espaço de formação prática em defesa da concorrência.