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Evento marca os dez anos da Rede Brasileira de Comitês Tuberculose
A ampliação de unidades em todo o país e o fortalecimento da sociedade civil com a participação de novos integrantes foram destaques da abertura da Assembleia de 10 anos da Rede Brasileira de Comitês Tuberculose na quinta-feira (30), que contou com a participação de membros e parceiros da Rede, profissionais de saúde e da assistência social, gestores, pesquisadores e sociedade em geral.
A Rede Brasileira de Comitês Tuberculose foi criada a partir da continuidade de um projeto financiado pelo Fundo Global, entre os anos de 2007 e 2012, em parceria com o Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT), atual Coordenação Geral de Vigilância das Doenças de Transmissão Respiratória de Condições Crônicas do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis (CGDR/DCCI).
“Vamos angariar mais membros, engajar mais atores e ampliar as açõescontra a tuberculose no Brasil”, destacou o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, que participou à distância. Atualmente, a Rede conta com representação em 13 estados: Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. A região centro-oeste é a única sem nenhum comitê instalado.
“Precisamos montar mais comitês pois a tuberculose é uma importante causa de mortes no país. Temos que verificar a questão social que envolve o tratamento dessa doença e para isso é preciso atuar em conjunto com os movimentos sociais com quem eu gosto de trabalhar”, afirmou o diretor do DCCI, Gerson Pereira.
Arnaldo Medeiros lembrou, ainda, que o Brasil é líder mundial no combate à tuberculose “por ter um Sistema Único de Saúde que oferece o rastreamento, diagnóstico e tratamento da tuberculose a toda população, além de ofertar os medicamentos sem custo direto”. O secretário da SVS também citou a participação do Brasil, em maio, na 35ª Reunião do Conselho de Parceria Stop TB, em Genebra, na Suíça, que busca eliminar a tuberculose como problema de saúde pública. “O nosso país tem uma resposta robusta para retomar o caminho rumo ao alcance das metas pactuadas para a eliminação da tuberculose como problema de saúde pública até 2035”.
A coordenadora substituta da CGDR, Patricia Bartholomay, destacou que a partir do Fundo Global, dois pontos foram fundamentais para a atenção à tuberculose no Brasil. “Houve o fortalecimento das ações da sociedade civil e as atividades de avaliação que nos mostraram onde temos que melhorar e buscar nos aperfeiçoar”, disse.
Também participaram da mesa de abertura do evento Neusa Heinzelmann, do Segmento da Sociedade Civil da Rede Brasileira de Comitês da Tuberculose, e Ludmila Tavares, do Segmento da Gestão da Rede.
Durante a programação foram apresentados o site, o vídeo institucional e a publicação que registra a criação da Rede e sua organização atual. O material contém orientações para a criação de novos Comitês Estaduais e experiências dos coletivos existentes, demonstrando como os Comitês podem contribuir para o enfrentamento da TB nos seus estados. Ao final do evento foi feita homenagem aos membros que viabilizaram a criação da Rede e lembrados os integrantes já falecidos.
Números – Em 2021, foram notificados 68.271 casos novos de tuberculose no Brasil, com redução do coeficiente de incidência de 32,6 casos para 100 mil habitantes, no mesmo ano, em relação a 2019 (37,1). Em 2021, ainda, houve aumento de 12,9% da realização de exames para diagnóstico da tuberculose em comparação com o ano de 2020, e mais de 420 mil cartuchos de teste rápido molecular, utilizados para o diagnóstico da doença, foram distribuídos pelo Ministério da Saúde.
PCDT atualizado da Transmissão Vertical para HIV, sífilis e hepatites virais está disponível
Já está disponível para consulta a atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Prevenção da Transmissão Vertical de HIV, Sífilis e Hepatites Virais (PCDT-TV 2022), que traz orientações sobre o manejo das mulheres quanto às Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). O documento também trata das questões relacionadas à prevenção, ao diagnóstico e tratamento das IST, especialmente da sífilis, das hepatites virais B e C e da infecção pelo HIV em gestantes e crianças expostas.
Os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) são documentos oficiais do Sistema Único de Saúde (SUS) para estabelecer os critérios para o diagnóstico de uma doença ou agravo à saúde; o tratamento preconizado, com os medicamentos e posologias recomendadas e o acompanhamento e verificação dos resultados terapêuticos a serem seguidos pelos gestores do SUS.
Dentre as atualizações do PCDT-TV está a mudança na recomendação do esquema preferencial de terapia antirretroviral em gestantes vivendo com HIV em início de tratamento. Outra alteração refere-se à mudança na classificação dos estágios da sífilis e intervalo de aplicação de doses de penicilina em gestante no tratamento da sífilis. Já na prevenção de transmissão vertical das hepatites virais, a mudança está na recomendação de rastreio para hepatite C durante o pré-natal e na recomendação sobre o momento do uso da terapia profilática para hepatite B (HBV).
Acesse o PCDT.
Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis
Luta contra Hepatites Virais: Ministério da Saúde lança campanha de conscientização e novo boletim epidemiológico
Para marcar o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, celebrado nesta quinta-feira (28), o Ministério da Saúde lançou, em Brasília/DF, a campanha nacional de prevenção e conscientização contra a doença e atualizou os dados na nova edição do Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais de 2022.
O boletim, que consolida as notificações das hepatites A, B, C e D, tem o objetivo de contribuir para as tomadas de decisões e definições de estratégias de enfrentamento em todo o País.
De 2000 a 2021, foram notificados 718.651 casos confirmados de hepatites virais no Brasil. Destes, 168.175 (23,4%) são referentes aos casos de hepatite A, 264.640 (36,8%) aos de hepatite B, 279.872 (38,9%) aos de hepatite C e 4.259 (0,6%) aos de hepatite D. Os óbitos por hepatite C são a maior causa de morte entre as hepatites virais. De 2000 a 2020, foram identificados 62.611 óbitos associados à hepatite C (76,2% do total de óbitos por hepatites virais). Em todos os casos, as notificações de casos representaram queda nos últimos anos. A Hepatite A, por exemplo, apresentou redução de 95,6% entre 2011 e 2021.
Existem maneiras efetivas de diagnosticar precocemente e tratar com antivirais, segundo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. "Hepatite C é causa de hepatocarcinoma, de necessidade transplante e é causa de óbitos. Por meio do SUS, é possível reduzir esse importante problema de saúde pública", afirmou.
As hepatites B e C são as principais causas de doença hepática crônica, cirrose hepática e carcinoma hepatocelular (câncer). Dessa forma, a carga de doenças resultante das hepatites virais representa uma questão importante para o Sistema Único de Saúde (SUS).
A maioria dos casos não apresenta sintomas até que a doença esteja em estágio mais avançado, o que pode levar décadas para acontecer. O SUS disponibiliza amplamente os testes rápidos para hepatite B, que, por meio de uma gota de sangue, conseguem identificar a presença da infecção. Ainda não há medicamentos capazes de curar a infecção pelo vírus da hepatite B, mas os fármacos atualmente disponíveis corroboram para o controle da carga viral e da evolução da doença.
Durante o evento, o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, lembrou que o Brasil é signatário da estratégia global para a eliminação das hepatites virais como um problema de saúde pública até 2030. "Ao longo de 20 anos, vários desafios foram superados, especialmente acerca das tecnologias, tanto para o diagnóstico, como fortalecimento da rede de assistência e dos fármacos, que possibilitam maior qualidade de vida aos pacientes", explicou.
Como prevenir hepatite B ou C
• Não compartilhar com outras pessoas objetos perfurocortantes (seringas, agulhas, alicate de unha, agulhas etc.);
• Não passar por procedimentos invasivos (hemodiálise, cirurgias, tratamentos dentais, confecção de tatuagem) sem os devidos cuidados de biossegurança;
• Não compartilhar escovas de dentes ou lâminas de barbear/depilar, que são materiais de uso individual;
• Ao colocar piercing, realizar tatuagem ou utilizar serviços como barbearias, manicures/pedicures e podólogos, certificar-se de que os materiais sejam descartáveis e sejam esterilizados adequadamente;
• Usar camisinha nas relações sexuais, a fim de evitar a transmissão por via sexual e, no caso de gestação, evitar a transmissão da doença para o feto.
A hepatite C tem maior taxa de detecção em indivíduos acima dos 40 anos de idade, ou que apresentem fatores de risco, como:
• Ter sido submetido a procedimento de hemodiálise;
• Ter diabetes ou hipertensão;
• Ter realizado procedimentos invasivos (estéticos ou cirúrgicos) sem os devidos cuidados de biossegurança;
• Ter realizado transfusões sanguíneas antes de 1993;
• Compartilhar objetos para o uso de drogas;
• Estar privado de liberdade, dentre outros.
Vacinas disponíveis no SUS
A melhor estratégia de prevenção da hepatite A e B é a vacina – as doses estão disponíveis nas salas de vacinação de todo país. Elas são altamente eficazes, e devem ser realizadas com esquema completo para ter a máxima eficiência. Saiba o esquema recomendado pelo Calendário Nacional de Vacinação:
CRIANÇAS
• Hepatite B recombinante: 1 dose ao nascer
• DTP + Hib + HB (penta - entre outras doenças, protege contra a Hepatite B) / 3 doses recomendadas: 1ª aos 2 meses; 2ª aos 4 meses; 3ª aos 6 meses
• Hepatite A (HA): 1 dose recomendada aos 15 meses
ADOLESCENTES, ADULTOS E GESTANTES
• Hepatite B: 3 doses recomendadas (iniciar ou completar o esquema de acordo com a situação vacinal). Intervalo recomendado: 2ª dose deve ser aplicada 1 mês após a 1ª dose e a 3ª dose deve ser aplicada 6 meses após a 1ª dose.
A promoção do diagnóstico é uma das estratégias de prevenção para evitar a transmissão da infecção, neste sentido, é importante intensificar o diagnóstico de todas as pessoas acima de 20 anos, assim como no caso de teste negativo para hepatite B, realizar a vacinação. As vacinas seguem disponíveis no SUS para atualização da carteirinha mesmo na vida adulta.
Não existe vacina contra a hepatite C, mas existe tratamento e cura. Os medicamentos disponibilizados no SUS conferem a cura em mais de 95% dos casos, com tratamentos que duram, em média, 12 semanas e estão disponíveis para qualquer pessoa com a infecção pelo vírus.
Link dos materiais de campanha aqui:
https://www.gov.br/saude/pt-br/campanhas-da-saude/2022./hepatites
Ministério da Saúde seleciona servidores para estagiar na França
O Ministério da Saúde torna público o resultado preliminar do edital de seleção para bolsas de estágios de curta duração na França. A iniciativa faz parte do Programa de Cooperação Técnica Brasil-França que, este ano, oferta três vagas para projetos nas áreas temáticas de Prevenção Combinada, Vigilância e Assistência, Economia da Saúde e Laboratório.
Os projetos classificados foram:
- Implementação de programas de prevenção combinada do HIV para populações-chave: melhores práticas e estratégias utilizadas na França;
- Elastrografia hepática: entendendo suas indicações, sua aplicação na prática clínica e no acompanhamento das complicações hepáticas nos portadores de hepatites B e C crônicas e coinfectados com o vírus da imunodeficiência humana (HIV). Como aplicar esses conhecimentos na realidade brasileira;
- Ferramentas de tradução do conhecimento como indutoras da incorporação de tecnologias para o enfrentamento ao HIV/aids na Atenção Primária à Saúde.
Os candidatos podem apresentar recurso sobre o resultado preliminar de hoje (8) até o dia 12 de maio por meio do endereço eletrônico cooperacao.br-fr@aids.gov.br. O Ministério da Saúde, por meio do Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis, responderá aos questionamentos até o dia 17 do mesmo mês.
Os autores dos projetos classificados receberão bolsas no valor de 1.704 euros por mês para cobrir despesas com hospedagem, transporte local e alimentação do Ministério das Relações Exteriores da França. O Ministério da Saúde do Brasil, por meio do Dathi, cobrirá despesas com passagens aéreas de ida e volta.
Ministério da Saúde divulga resultado final de seleção de bolsistas para estágio na França
Vive la science! O Ministério da Saúde divulgou o resultado final da seleção de servidores para bolsas de estágios de curta duração na França. A iniciativa faz parte do Programa de Cooperação Técnica Brasil-França que, este ano, ofertou três vagas para projetos nas áreas temáticas de Prevenção Combinada, Vigilância e Assistência, Economia da Saúde e Laboratório.
Os autores dos projetos classificados receberão bolsas no valor de 1.704 euros por mês para cobrir despesas com hospedagem, transporte local e alimentação do Ministério das Relações Exteriores da França. O Ministério da Saúde do Brasil, por meio do Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (Dathi), cobrirá despesas com passagens aéreas de ida e volta.
Os projetos aprovados foram:
- Implementação de programas de prevenção combinada do HIV para populações-chave: melhores práticas e estratégias utilizadas na França;
- Elastrografia hepática: entendendo suas indicações, sua aplicação na prática clínica e no acompanhamento das complicações hepáticas nos portadores de hepatites B e C crônicas e coinfectados com o vírus da imunodeficiência humana (HIV). Como aplicar esses conhecimentos na realidade brasileira;
- Ferramentas de tradução do conhecimento como indutoras da incorporação de tecnologias para o enfrentamento ao HIV/aids na Atenção Primária à Saúde.
Relação entre aids avançada e mpox é tema de encontro nacional em São Paulo
Representantes de coordenações estaduais e municipais, profissionais de saúde, especialistas e representantes da sociedade civil se reuniram nesta segunda-feira (24), em São Paulo, para dialogar a respeito de ações para o controle da mpox no Brasil. A atividade ocorreu no primeiro dia do 1º Encontro Nacional para o Fortalecimento da Resposta à epidemia de mpox e aids avançada.
O evento é uma realização do Ministério da Saúde – por meio do Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (Dathi/SVSA/MS) – em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas Brasil). O sanitarista e consultor técnico do Dathi, Matheus Spinelli, apresentou atualizações do cenário epidemiológico da mpox no país. Os dados apontam que, desde 2022, foram registrados 13.770 casos da doença que afeta majoritariamente pessoas do sexo masculino (91,8%), sendo 76, 6% na faixa etária de 19 a 39 anos.
Durante a abertura, o diretor do Dathi/MS, Draurio Barreira, explicou que, em comparação a outros países economicamente similares, o Brasil registrou um número menor de óbitos. No entanto, ele ressaltou que dos 16 casos, 15 foram em pessoas vivendo com aids avançada, por isso a necessidade de conciliar as estratégias sobre resposta a ambas as doenças. “Estamos conseguindo cumprir as metas de expansão de prevenção e diagnóstico do HIV que estabelecemos no início da gestão. No ano passado, alcançamos a meta de diagnosticar 95% das pessoas vivendo com HIV e de ampliar a oferta de PrEP [profilaxia pré-exposição ao HIV]”, destacou.
A presidente da International Aids Society (IAS) e renomada pesquisadora brasileira, Beatriz Grinsztejn, elogiou o trabalho brasileiro na resposta ao HIV frente ao panorama internacional. “Temos que comemorar a soberania do governo brasileiro e a existência do SUS [Sistema Único de Saúde], que possui autonomia para a realização de tratamento de pessoas vivendo com HIV”. Grinsztejn ressaltou, ainda, a importância da recente incorporação do fostensavir para o cuidado de pessoas com multirresistência aos antirretrovirais já existentes no SUS.
Representando a sociedade civil, Sylvia Loyola explicou que, apesar dos avanços, o diagnóstico precoce permanece um desafio. “A aids avançada é um reflexo das desigualdades sociais existentes no Brasil”, afirmou. Ela também alertou para a necessidade de valorização da sociedade civil na elaboração de estratégias e para o alcance de populações mais vulnerabilizadas ao HIV e à mpox.
Sistema de monitoramento de pessoas vivendo com HIV ou aids
Também durante o evento foi realizada a oficina de multiplicadores estaduais do Simc, o Sistema de Monitoramento Clínico das Pessoas Vivendo com HIV e Aids. O objetivo foi mostrar e incentivar gestores presentes sobre a ferramenta que permite identificar as pessoas que vivem com HIV, mas não iniciaram o tratamento, possibilitando a busca ativa aos serviços de saúde.
A realização do tratamento adequado é crucial para a qualidade de vida e para evitar que pessoas vivendo com infecção pelo HIV desenvolvam a aids. Essa também é uma importante estratégia para o controle da mpox, uma vez que pessoas com aids avançada estão mais vulnerabilizadas à doença.
Lorany Silva
Ministério da Saúde
Conitec aprova incorporação de medicamentos contra infecção oportunista em pessoas vivendo com HIV ou aids
A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) aprovou, por unanimidade, a incorporação de dois medicamentos para o tratamento do citomegalovírus – infecção oportunista que pode afetar a saúde e a qualidade de vida das pessoas vivendo com HIV ou aids. A inclusão dos remédios ganciclovir e valganciclovir foi solicitada pelo Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (Dathi).
A infecção por citomegalovírus atinge, principalmente, a retina e o aparelho digestivo, podendo também afetar os pulmões, fígado, vias biliares e o sistema nervoso central. Embora o ganciclovir seja um antiviral utilizado há muito tempo, ainda não fazia parte da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename), instrumento orientador do uso de medicamentos e insumos no SUS.
Já o valganciclovir constitui um importante avanço no tratamento e profilaxia secundária da retinite por citomegalovírus, pois é possível fazer uso oral. Assim, a pessoa vivendo com HIV ou aids pode ser tratada em seu próprio domicílio, sem necessidade de internação hospitalar para a realização de medicamento intravenoso. Além disso, a medicação pode melhorar a adesão à profilaxia secundária, evitando a reincidência da doença, e reduz o risco de efeitos adversos relacionados à punção venosa.
Para o coordenador-geral de Vigilância de HIV e Aids do Dathi (CGHA/Dathi), Artur Kalichman, essa é uma importante estratégia para a melhoria na qualidade de vida da população que vive com HIV ou aids. “O compromisso da atual gestão é se apropriar das ferramentas adequadas para garantir que as pessoas com HIV possam viver mais, e viver de forma saudável”.
Lorany Silva e Ádria Albarado
Ministério da Saúde
05.10.23 - Diagnostico, tratamento e prevenção de infecções sexualmente transmissíveis são debatidos em congresso.jpeg
MS comemora 20 anos de parceria entre CDC e Fiocruz
Desde que o Brasil passou a distribuir a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), em 2018, cerca de 134 mil pessoas já tiveram acesso à medicação. Nos últimos 12 meses, esse número é de quase 95 mil. Esses dados foram apresentados pela analista de políticas sociais do Ministério da Saúde, Tatianna Alencar, em evento recente de comemoração dos 20 anos da cooperação internacional entre a Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) e os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos da América (CDC), em parceria com a Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec).
Segundo a embaixada dos Estados Unidos no Brasil, ao longo dessas duas décadas, foram investidos mais de 37 milhões de dólares em programas para a redução de doenças no Brasil, dos quais mais da metade em resposta ao HIV e à aids, sendo os recursos provenientes do Plano de Emergência do Presidente dos EUA para Alívio da Aids (Pepfar). A cooperação também investiu em abordagens inovadoras, prevenção e cuidados voltados para tuberculose (TB), malária, vírus da Zika e outras doenças transmitidas por vetores, além da covid-19.
No evento, o pesquisador científico Alexandre Grangeiro (FM/USP) afirmou que estamos diante de uma mudança comportamental, em que as novas gerações apresentam números de casos de HIV maiores que as anteriores. O pesquisador explicou, ainda, que o tempo oportuno para evitar o aumento das taxas de incidência de HIV e aids são os três primeiros anos da vida sexual. Em consonância com essas informações, Tatianna Alencar trouxe a importância da atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de PrEP, em 2022, que ampliou a oferta da profilaxia para adolescentes a partir de 15 anos.
A profissional também ressaltou a necessidade de analisar o contexto social para oferecer um serviço constante e efetivo. “A descontinuidade tem raça, tem cor, tem escolaridade, tem orientação sexual. As inequidades também se mostram no acesso à PrEP; então, quando vemos as taxas, são as pessoas pretas e pardas, as mais novas e também as mulheres trans e mulheres cis as que menos permanecem em PrEP”, afirmou. Atualmente, os usuários de PrEP estão distribuídos em 1.932 munícipios brasileiros, dos quais apenas 112 possuem mais de 100 pessoas fazendo uso da profilaxia.
Ainda durante o painel, a coordenadora-geral de Vigilância da Tuberculose, Micoses Endêmicas e Micobactérias Não Tuberculosas, do Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (CGTM/Dathi/SVSA/MS), Fernanda Dockhorn, alertou que, de todos os avanços ao longo dos anos, a área de coinfecção TB-HIV foi a que menos progrediu no Brasil. Em 2022, 24 pessoas morreram com tuberculose por dia, totalizando cerca de nove mil por ano. Destas, cinco foram a óbito diariamente pela coinfecção. “Infelizmente, as pessoas vivendo com HIV e aids não se beneficiam da maneira que deveriam das ações de cuidado da tuberculose. Quando a gente olha nos nossos bancos, apenas quatro mil pessoas vivendo com HIV e aids estão se prevenindo da TB”, lamentou Fernanda.
Avaliação e monitoramento
A consultora Ana Roberta Pascom, da área de monitoramento e avaliação do Dathi/SVSA/MS, apresentou um panorama histórico das contribuições do CDC no fomento ao ensino e à pesquisa nesse campo. Segundo ela, ações como a criação do Sistema de Monitoramento de Indicadores do Programa Nacional de DST e Aids (Monitoraids) e a oferta de oficinas de capacitação, mestrado profissional e curso na modalidade de Ensino a Distância (EaD), focos da parceria já no início do projeto, foram fundamentais para o desenvolvimento das estratégias de monitoramento e avaliação usadas atualmente no Departamento.
Para o consultor da Coordenação-Geral de Vigilância do HIV, da Aids e das Hepatites Virais (CGAHV/Dathi/SVSA/MS) do Dathi, Artur Kalichman, um grande desafio é utilizar os dados para formular conhecimentos estratégicos que sirvam de suporte tanto para o cuidado individual quanto para os serviços de saúde. “A gestão de cuidado não deve ser pensada apenas no nível federal, mas precisamos produzir e dar informações em nível estadual e municipal, principalmente porque muitas dessas bases de dados são federais. É como o imposto de renda: se o dinheiro chegar até aqui e não voltar como benefícios, políticas públicas, e não ajudar as pessoas, não adianta”, explicou.
Durante todo o evento, foram realizadas diversas menções e homenagens a Aristides Barbosa Júnior, um dos principais responsáveis pelo Acordo de Cooperação entre a ENSP/Fiocruz e o CDC, e parceiro de grande importância para a implementação de projetos inovadores na temática de HIV e aids no país.
06.10.23 - Ministério da Saúde promove a prevenção ao HIV e às ISTs de forma lúdica e divertida.jpeg
Mpox é tema de webinar com representantes do Ministério da Saúde e especialistas
Na última sexta-feira (2), assessores técnicos da Coordenação Geral de Vigilância de HIV, Aids e Hepatites Virais (CGAHV/Dathi/SVSA/MS) e especialistas da saúde se reuniram em evento para dialogar a respeito de recomendações técnicas e manejo clínico da Mpox, doença incorporada ao Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (Dathi).
O webinar Mpox: Atualizações e Recomendações para a Rede Assistencial contou com a participação das assessoras técnicas Maria Clara Gianna e Romina do Socorro Marques – responsáveis pela abertura e moderação, respectivamente – o infectologista do Hospital Universitário Oswald Cruz e da Universidade de Pernambuco/PE Demetrius Montenegro, e a oftalmologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp/SP) Luciana Finamor.
A doença, que ganhou destaque após o aumento de casos em 2022, é causada pelo vírus mpox, pertencente à família do vírus causador da varíola. Os sintomas geralmente envolvem lesões na pele, podendo aparecer nas mãos, rosto, boca ou região genital. Febre, dores musculares, gânglios linfáticos inchados são alguns dos outros sintomas comuns.
Ao iniciar a apresentação, Maria Clara apontou que o Brasil não se encontra atualmente em um cenário de surto de Mpox, porém o Ministério da Saúde está atento à situação da doença em território nacional. Sobre a incorporação da doença ao Dathi, a assessora destaca que a totalidade de óbitos (16) que ocorreram em pacientes com Mpox até 30 de janeiro, acometeu pessoas imunossuprimidas, parte delas entre Pessoas Vivendo com o HIV (PVHA), o que justifica a articulação das ações do Departamento na resposta a ambos os vírus.
O infectologista Demetrius Montenegro lembrou o histórico da Mpox, desde sua descoberta na África Ocidental e Central durante a segunda metade do século XX até os casos de infecção epidêmica em 2022. Ao destacar as diferenças entre os casos de infecção endêmica – ou seja, com incidência em um espaço limitado – em regiões isoladas da África e a situação enfrentada recentemente em grandes áreas urbanas, o infectologista destacou que ainda há muitas perguntas sem resposta sobre a doença (como evolução de mutações virais, todas as formas de transmissão e tratamento).
Em meio às orientações de diagnóstico e tratamento, Demetrius lembro que há uma “via de mão dupla” entre a prevenção do HIV e demais ISTs e da Mpox. Como estratégia em serviços de Saúde na rede, o mesmo reforçou a importância do momento de atendimento de um paciente com suspeita de infecção por Mpox como uma oportunidade de incentivo aos métodos de prevenção de outras ISTs, como a Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP), como estratégia de Prevenção Combinada às ISTs.
O combate aos estigmas e ao preconceito também foi destaque durante a apresentação do infectologista. Segundo Demetrius, os profissionais de saúde têm o papel de desmitificar as infecções sexualmente transmissíveis, pois esses estigmas criam barreiras para o acesso da população aos serviços de saúde.
Já a oftalmologista Luciana Finamor destacou a conexão entre a oftalmologia e a pesquisa de doenças infecciosas, citando casos em que pacientes com Mpox apresentaram lesões oculares como sintomas que precediam, inclusive, as lesões na pele características da doença.
Luciana explica que o olho é um órgão com imunoprivilégio, o que permite que agentes infecciosos estabeleçam latência nos tecidos oculares, transformando-os em reservatórios potenciais para infecções latentes. Órgãos com essas características não são facilmente acessados pelo sistema imunológico, tornando-se esconderijos para alguns vírus.
A especialista destaca a vigilância epidemiológica e a cultura viral como fortes aliados no controle da Mpox e demais doenças infecciosas. Assim como Demetrius, Luciana Finamor trouxe recomendações para o diagnóstico de pacientes e chamou a atenção para a importância das notificações em âmbito municipal, estadual e federal; assim como o reconhecimento dos sinais de gravidade clínica para o manejo adequado dos casos.
Para informações/solicitações das coordenações/gestões estaduais e municipais de IST/HIV, as equipes Assistenciais e de Vigilância Epidemiológica estaduais, o Dathi reforça o seguinte e-mail de contato: mpox@aids.gov.br
Julho
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Outubro
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CNPq divulga resultados de chamada para pesquisas sobre HIV, aids, tuberculose, ISTs e hepatites virais
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) divulgou, na última semana, os resultados finais da Chamada Nº 34/2024, voltada para pesquisas em ações de vigilância e prevenção para eliminação do HIV, da aids, da tuberculose, das infecções sexualmente transmissíveis, das hepatites virais e das micoses endêmicas.
Ao todo, foram selecionadas 20 propostas de pesquisa. Os projetos, que contam com um investimento superior a R$ 6 milhões, têm início previsto para 2025 e devem apresentar seus resultados até 2027. O objetivo é apoiar projetos que venham a subsidiar a tomada de decisões em políticas públicas por meio da inovação e do desenvolvimento científico-tecnológico.
A iniciativa contou com a parceria e financiamento do Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Decit/Sectics) e do Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (Dathi/SVSA/MS).
O diretor do Dathi, Draurio Barreira, elogia a parceria e aponta que, em 2024, os investimentos em editais de pesquisa, realizados em parceria com o CNPq, já superam R$ 230 milhões. “As pesquisas selecionadas se destacam não apenas pelo mérito técnico-científico e caráter inovador, mas também pelo impacto social”, avalia. “Há um forte compromisso com a inclusão de jovens pesquisadores(as), além da valorização de pesquisadores(as) negros(as), pardos(as) e indígenas”.
Draurio também observa que as propostas promovem o engajamento de comunidades afetadas por essas infecções e doenças, refletindo os objetivos do Programa Brasil Saudável. “É importante destacar que a eliminação do HIV, da aids e demais infecções e doenças de responsabilidade do Dathi é uma construção coletiva. A participação social e da academia é um componente vital na nossa estratégia”, declara.
Clique aqui para conferir o resultado da chamada.
Junio Silva
Ministério da Saúde
Abril
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Agosto
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Outubro
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Dezembro
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Ministério da Saúde convida sociedade civil para consulta pública das atualizações de recomendações da PrEP
Na última semana, o Ministério da Saúde tornou pública a consulta para manifestação da sociedade civil na atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) Oral à Infecção pelo HIV.
A consulta se refere à atualização do PCDT de PrEP, que aborda temas como a simplificação na coleta de exames para início e seguimento da PrEP, inclusão da vacina contra o papilomavírus humano (HPV), utilização do autoteste de HIV, ampliação entre os intervalos das consultas. Estas e outras informações estão disponibilizadas no Relatório preliminar de Recomendações.
As atualizações foram propostas pelo Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (Dathi/SVSA/MS) em parceria com o Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde (Dgits/Sectics).
A sociedade civil poderá apresentar contribuições ao documento até 18 de setembro. Para participar, é necessário preencher o formulário da consulta pública com os dados de pessoa física ou jurídica, além das sugestões de alterações no texto do PCDT. Clique aqui para acessar o formulário.
O coordenador-geral de Vigilância do HIV e Aids do Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (CGHA/Dathi), Artur Kalichman, incentiva a participação popular no processo. “A nossa estratégia de resposta ao HIV, bem como às demais infecções e doenças de responsabilidade do Dathi, é construída coletivamente”, enfatiza. “As contribuições dos movimentos sociais e da sociedade civil organizada são essenciais para nossa luta pela eliminação de doenças e infecções”.
Junio Silva
Ministério da Saúde
Ministério da Saúde disponibilizará antifúngicos para tratar micoses endêmicas em pessoas vivendo com HIV/aids
O Ministério da Saúde será responsável pela aquisição de antifúngicos para o tratamento de micoses endêmicas – de implantação, sistêmicas e oportunistas – em pessoas vivendo com HIV/aids (PVHA). A decisão foi anunciada durante a 11ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Tripartite realizada em novembro. Até então, a pasta era responsável pela aquisição e liberação de antifúngicos para tratamento da população em geral, enquanto estados e municípios eram encarregados de adquirir e distribuir para as PVHA.
Até 2020, o Ministério da Saúde detinha o complexo lipídico de anfotericina B e o itraconazol para tratamento das infecções fúngicas na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename). Desde então, houve um esforço para ampliar o conjunto terapêutico para micoses endêmicas, qualificando a assistência aos usuários do SUS com as mais diversas infecções fúngicas.
Em 2021, flucitosina em associação com anfotericina B, foram incorporadas ao SUS e estão disponíveis para o tratamento da meningite criptocócica. Recentemente, também foram incorporados anidulafungina, voriconazol e isavuconazol, usados para tratamento de candidíase sistêmica e candidemias, diferentes formas da aspergilose e mucormicose, respectivamente. Os medicamentos estão em processo de aquisição e deverão ser disponibilizados aos estados e municípios no segundo semestre de 2023.
Ainda em 2021, diante da suspensão da produção do complexo lipídico de anfotericina B, foi solicitada à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) a ampliação do uso da anfotericina B lipossomal para o tratamento das infecções fúngicas. A aquisição desta formulação lipídica é exclusiva para o tratamento das leishmanioses no SUS.
Prioridades - Devido às dificuldades na aquisição descentralizada desses medicamentos, além de uma série de problemas relacionados ao estigma e preconceito relacionados às PVHA, o Ministério da Saúde tem buscado contemplar também esse grupo de usuários do SUS, com a dispensação de antifúngicos para o tratamento das infecções fúngicas oportunistas.
Com a nova pactuação, os antifúngicos adquiridos de forma centralizada também serão disponibilizados para PVHA, incluindo tratamentos para paracoccidioidomicose; histoplasmose; criptococose e coccidioidomicose; aspergilose; candidíase sistêmica; mucormicose; fusariose e outras hialohifomicoses; feohifomicose; tricosporonose; cromoblastomicose; micetomas; lobomicose; e esporotricose.
Levando-se em conta os estoques atuais de medicamentos, o Ministério da Saúde está priorizando a disponibilização de medicamentos para tratamento da histoplasmose. Para as demais micoses, a disponibilidade ocorrerá em 2023.
De acordo com a coordenadora-geral de Vigilância das Doenças de Transmissão Respiratória de Condições Crônicas (CGDR/DCCI/SVS/MS), Fernanda Dockhorn, a pactuação em CIT e as novas incorporações são um grande avanço para a qualidade de vida das PVHA. “Com essa pactuação estamos garantindo a implementação dos princípios do SUS de universalidade, integralidade e equidade. A disponibilização desses medicamentos de maneira centralizada dá possibilidades melhores de tratamentos e de qualidade de vida para PVHA”, afirmou.
Dados - O Ministério da Saúde estima que 56% dos casos de histoplasmose no Brasil ocorrem em PVHA, ou seja, 160 casos por ano. Já cerca de 6% das internações por esporotricose, 40 casos por ano, envolvem pacientes com infecção pelo HIV. A paracoccidioidomicose afeta 1,5% dos casos de aids no Brasil, cerca de 20 casos por ano.
De modo geral, os medicamentos para o tratamento das micoses endêmicas listados na Rename são adquiridos de forma centralizada. A disponibilização é feita mediante avaliação prévia, caso por caso, da equipe responsável pelas micoses endêmicas conforme demanda. As solicitações para tratamentos para PVHA devem ser enviadas junto à comprovação laboratorial de reagente para HIV.
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