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Revisão de Aceitação do satélite Catarina-A2 é concluído com sucesso
Revisão ocorreu no Instituto SENAI de Inovação em Florianópolis. Foto: Nathalia Barros (SENAI).
Na última sexta-feira (13/03), o nanossatélite Catarina-A2, desenvolvido pelo Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados, foi aprovado na Acceptance Review (AR), processo de avaliação conduzido por uma banca externa que atesta a prontidão do equipamento para o lançamento em órbita. Com a aprovação, o nanossatélite está apto para avançar para a fase de preparação para o lançamento e operação em órbita.
O resultado confirma a conclusão de uma série de etapas técnicas rigorosas, incluindo os ensaios de aceitação realizados no Laboratório de Integração e Testes (LIT), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos.
O satélite integra o Programa Constelação Catarina da Agência Espacial Brasileira (AEB) e iniciativa estruturante do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) 2022-2031, que recebeu aporte de R$ 5 milhões provenientes de emendas parlamentares de Santa Catarina. O projeto nasceu após o ciclone-bomba que atingiu o Sul do Brasil em junho de 2020, quando instituições nacionais e catarinenses passaram a discutir soluções espaciais para monitorar eventos meteorológicos extremos.
"Simular as condições extremas do lançamento e da órbita é um dos maiores desafios de qualquer projeto espacial. O Catarina-A2 enfrentou cada um desses testes e saiu aprovado. Agora estamos prontos para o próximo passo", afirma Paulo Violada, pesquisador-chefe do Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados.
Os ensaios aprovados incluíram o fit-check, que verificou se as dimensões e interfaces do satélite seguem as normas estabelecidas; vibração, que simulou as condições mecânicas durante o lançamento; e termovácuo, que reproduziu condições semelhantes a do espaço, alternando entre temperaturas extremas positivas e negativas em ambiente de alto vácuo.
“Para a Agência Espacial Brasileira, o Catarina‑A2 representa um avanço concreto na capacidade nacional de monitoramento ambiental. Ele reforça o Sistema Integrado de Dados Ambientais (SINDA), operado pelo INPE, ao ampliar a coleta de dados essenciais para previsão hidrometeorológica e gestão de riscos, especialmente em Santa Catarina, região que motivou a criação do programa após eventos climáticos extremos. A aprovação na AR demonstra que o país está consolidando competência em desenvolver, testar e operar satélites de forma cada vez mais autônoma e confiável”, afirma Felipe Ferreira Fraga, Coordenador de Satélites e Aplicações da AEB.
Aplicações
O nanossatélite tem dimensões de cerca de 10cm x 10cm X 34cm, similar a uma caixa de sapato, e será inserido em órbita a cerca de 500 quilômetros do solo terrestre. O equipamento visa coletar dados e estabelecer a comunicação com estações em terra para órgãos meteorológicos, como o Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Ciram), ligado à Secretaria de Estado da Agricultura.
Mas o projeto não se limita a meteorologia e defesa civil, podendo atender às áreas de agricultura de precisão, clima, monitoramento de tempestades, meio ambiente, saúde, indústria 4.0, energia, mídia, educação, aviação e cidades inteligentes.
Com informações do SENAI.
Sobre a AEB
A Agência Espacial Brasileira (AEB), órgão central do Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (SINDAE), é uma autarquia pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), responsável por formular, coordenar e executar a Política Espacial Brasileira.
Desde a sua criação, em 10 de fevereiro de 1994, a Agência trabalha para viabilizar os esforços do Estado Brasileiro na promoção do bem-estar da sociedade, por meio do emprego soberano do setor espacial.

