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AEB participa de Simpósio de pesquisa com foguetes e balões estratosféricos
Gerente do Programa Microgravidade e coordenador do Segmento Solo da Agência Espacial Brasileira, Carlos Eduardo Quintanilha no Simpósio. Foto: AEB.
Nos dias 1º a 5 de junho, uma delegação da Agência Espacial Brasileira (AEB) e da Universidade Federal do Tocantins (UFT) participaram do 27º Simpósio de Pesquisa com foguetes e balões da Agência Espacial Europeia (ESA), como parte do processo de implantação do Centro de Operações com Balões da Região Amazônica (COBRA).
O evento ofereceu uma plataforma para cientistas e engenheiros que utilizam foguetes de sondagem e balões em suas pesquisas, além de promover avanços em áreas científicas correlatas, contribuindo para uma melhor compreensão dos fenômenos da alta atmosfera e do ambiente geoespacial.
A programação abordou temas relacionados a técnicas e infraestruturas para foguetes de sondagem e balões, o uso dessas plataformas na educação espacial, infraestruturas de lançamento e demonstrações tecnológicas. O COBRA esteve representado em trabalhos desenvolvidos pela Universidade Federal do Tocantins (UFT), pela Agência Espacial Brasileira (AEB) e pela Universidade de São Paulo (USP), além de um estudo sobre as parcerias científicas e os avanços esperados do projeto, apresentado pela Dra. Natalie Huret, do Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS), da França.
A equipe da UFT acompanhou as sessões sobre infraestruturas de outros centros de lançamento, plataformas (gôndolas) e seus processos de integração de experimentos, bem como procedimentos de segurança operacional e de garantia do sucesso das missões. Os conhecimentos adquiridos poderão ser aplicados imediatamente às atividades do COBRA.
Para o coordenador do projeto, Prof. Marcelo Leineker Costa, a visibilidade do COBRA no evento foi importante para aproximar a equipe técnica de parceiros internacionais, contribuindo para o aumento da cadência de lançamentos voltados à coleta e à distribuição de dados em diferentes níveis da atmosfera equatorial. Esses dados são fundamentais para a integração e o aprimoramento dos modelos matemáticos de previsão do tempo e do clima.
Esses modelos são responsáveis pela geração de alertas sobre eventos extremos, como chuvas intensas, tempestades e riscos de queimadas, permitindo que a sociedade se proteja e adote medidas para mitigar possíveis danos. Em suma, a ciência apoiada pelos balões lançados no COBRA busca melhorar a qualidade de vida da população, além de aumentar a produtividade e a segurança das propriedades rurais.
Além das atividades relacionadas ao COBRA, o gerente do Programa Microgravidade e coordenador do Segmento Solo da Agência Espacial Brasileira, Carlos Eduardo Quintanilha, apresentou o calendário das operações previstas no País, tanto com foguetes suborbitais quanto com balões estratosféricos. Também destacou como programas e pesquisadores de outros países poderão integrar seus experimentos à Plataforma Suborbital de Microgravidade e às gôndolas que serão lançadas nos próximos anos.
Sobre a AEB
A Agência Espacial Brasileira (AEB), órgão central do Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (SINDAE), é uma autarquia pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), responsável por formular, coordenar e executar a Política Espacial Brasileira.
Desde a sua criação, em 10 de fevereiro de 1994, a Agência trabalha para viabilizar os esforços do Estado Brasileiro na promoção do bem-estar da sociedade, por meio do emprego soberano do setor espacial.