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Polícia Federal realiza operação para combater a prática de garimpos ilegais em terras indígenas no interior do Pará

Mais de 130 servidores, entre agentes e fiscais (da PF, PRF, IBAMA e Força Nacional), participam de ações para conter a prática de crimes na região
Publicado em 26/05/2021 09h38 Atualizado em 26/05/2021 13h45
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Belém/PA - A Polícia Federal deflagrou, desde ontem (25), a Operação Mundurukânia que tem o objetivo de combater a prática clandestina de garimpos nas terras indígenas Munduruku e Sai Cinza, no município de Jacareacanga/PA. Essa prática, além de provocar graves danos ao meio ambiente devido ao uso de produtos químicos altamente nocivos, causando a poluição de rios e lençóis freáticos, também gera uma série de outros problemas sociais na região, como conflitos entre garimpeiros e indígenas.

A operação, coordenada pela Polícia Federal, foi deflagrada em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal, IBAMA e com a Força Nacional.

Ao todo foram empregados 134 servidores entre policiais e agentes de fiscalização, além da utilização de aeronaves e veículos 4x4.

Os crimes investigados são de associação criminosa (art. 288 do Código Penal), exploração ilegal de matéria-prima pertencente a União (art. 2º da Lei 8.176/1991), e delito contra o meio ambiente previsto no art. 55 da Lei 9.605/1998, e outros crimes que venham a ser descobertos ao longo da investigação.

Várias outras ações nesse mesmo sentido vêm sendo deflagradas na região ao longo dos últimos anos, como a “Operação Pajé Brabo”, em 2018, a “Operação Bezerro de Ouro”, em 2020, que teve duas fases, a “Operação Divita 709”, em 2021 e a “Bezerro de Ouro 709”, também neste ano.

As ações fazem parte de uma série de medidas para realizar o enfrentamento e monitoramento da COVID-19 na comunidade indígena. A elaboração de um plano geral de enfrentamento da pandemia está sendo conduzida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, em conjunto com o Ministério da Saúde, FUNAI, SESAI e outros órgãos ligados diretamente a causa.

Povo de tradição guerreira, os Mundurukus dominavam culturalmente a região do Vale do Tapajós, que nos primeiros tempos de contato durante o século XIX era conhecida como Mundurukânia, e daí se extraiu o nome da operação.

 

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