
Pacto Nacional por Mais Mulheres na Energia
Lançado em 04/09/2024, o Pacto Nacional por Mais Mulheres na Energia e na Mineração busca promover estratégias para equidade de gênero e ações para a formação e capacitação técnica e gerencial do sexo feminino no setor, no contexto da transição energética.
Atualmente, segundo dados da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena, sigla em inglês), apenas 32% da força de trabalho nessas áreas é ocupada por mulheres. Esse número se reduz para 28% nas profissões da área STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática). O objetivo é mudar esse cenário, uma vez que as mulheres são essenciais para o desenvolvimento da economia do futuro.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e a ministra das Mulheres, Aparecida Gonçalves, firmaram o pacto, que teve apoio da primeira-dama Janja Lula da Silva, contendo as seguintes atribuições comuns:
- Incentivar ações para a formação e capacitação técnica e gerencial de mulheres no setor energético e mineral, em especial para as mulheres jovens em situação de vulnerabilidade social
- Promover estratégias para a equidade de gênero em cargos de liderança e gestão
- Estabelecer políticas de fomento ao cuidado e à parentalidade no setor
- Fomentar estratégias para o combate a qualquer tipo de violência no trabalho, pautadas na prevenção e enfrentamento das discriminações, assédios e desigualdades de gênero
- Contribuir para a redução da pobreza e da desigualdade de gênero, em especial a partir da ampliação do acesso à energia e do acesso a tecnologias limpas para a cozinha.
As iniciativas do pacto aumentam as chances de mais mulheres conquistarem e sustentarem carreiras promissoras na economia verde. As jovens precisam de oportunidades de empregos adequadas; as mulheres necessitam trabalhar sem medo do assédio; e a maternidade deve ser tratada como uma dádiva e não como fardo para as empresas.
O compromisso se insere na Política de Governança do Ministério de Minas e Energia e no seu Programa de Diversidade, Equidade e Inclusão. No Planejamento Estratégico Participativo do MME, estão definidos o valor “sustentabilidade” e os objetivos estratégicos “combater a pobreza energética” e “efetivar retornos sociais das riquezas energéticas e minerais”. O tema é uma preocupação do Governo Federal, em sintonia com o 5º Objetivo do Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas, dedicado à Igualdade de Gênero.
INTEGRAÇÃO
Em 19/05/2025, houve divulgação do estudo “Integração do Componente de Gênero nas Políticas do Setor de Energia nos Países do G20”, durante o III Seminário de Gestão Estratégica de Diversidade, Equidade e Inclusão do MME e Entidades Vinculadas. O trabalho foi desenvolvido no âmbito da Parceria Energética Brasil-Alemanha, conduzido pela Secretaria Nacional de Transição Energética e Planejamento do Ministério de Minas e Energia (SNTEP/MME).
A publicação apresenta um panorama das políticas públicas dos países do G20, com recomendações de medidas que podem ser adotadas em quatro áreas: empoderamento econômico; acesso à energia; representação política e setorial; e integração e transversalização de gênero.
O estudo revela que, apesar de avanços relevantes nas políticas de igualdade de gênero no setor de energia, ainda há desafios para a participação efetiva de mulheres. De acordo com os dados, nos países do G20, menos de uma em cada quatro pessoas empregadas no setor de energia é mulher. Dessas, apenas uma em cada cinco ocupa cargos de alta gestão. As mulheres ganham 11% a menos do que os homens.
NÚMEROS
- 32% da força de trabalho apenas é ocupada por mulheres nos setores de energia e mineração, segundo a Agência Internacional de Energia Renovável (Irena),
- 28% é a porcentagem nas profissões da área STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática)
DATAS
- 04/09/2024 – Lançamento do Pacto Nacional por Mais Mulheres na Energia e na Mineração, em Brasília
Publicado em 12/11/2025
Foto (crédito): Petrobras