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MME participa de encerramento do 10º Congresso Brasileiro de Minas (CBMINA) 2021

“Em razão da atividade minerária, os municípios também são beneficiados pelo recebimento dos valores da CFEM, que, em 2020, distribuiu aproximadamente 4,5 bilhões de reais a cerca de quatro mil municípios”, afirmou o secretário.
Publicado em 01/05/2021 19h23
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MME participa do 10º Congresso Brasileiro de Minas (CBMINA) 2021 - Foto: Bruno Spada

O Secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia, Alexandre Vidigal, participou nesta quinta-feira, 29/04, do encerramento do 10º Congresso Brasileiro de Minas a Céu Aberto e Minas Subterrâneas (CBMina) 2021, realizado pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) e pelo Departamento de Engenharia de Minas (DEMIN), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

O CBMina tem por objetivo debater os desafios e oportunidades para a mineração brasileira, e abre um importante e qualificado espaço para a promoção e o intercâmbio de ideias, projetos e visões entre estudantes, professores, pesquisadores, autoridades, executivos e profissionais da área de mineração.

Ao longo de dois dias, cerca de 60 temas foram debatidos. A diversidade e a riqueza temática foram destacadas pelo secretário em sua mensagem de encerramento. Vidigal pontuou dois aspectos marcantes no contexto dos “desafios” e “oportunidades” objetivados pelo evento. Como “desafio” importante e inadiável para o setor, destacou a necessidade de serem adotados esforços para que a Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) seja efetivamente revertida em prol da sociedade e mostre resultados eficazes para o desenvolvimento e bem estar da população.

Sobre esse tema, o secretário acentuou que, além dos tributos municipais e da renda que movimenta a economia local em razão da atividade minerária, os municípios também são beneficiados pelo recebimento dos valores da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), que, em 2020, distribuiu aproximadamente 4,5 bilhões de reais a cerca de quatro mil municípios. “Assim como são observados índices satisfatórios de desenvolvimento em cidades que concentram outras importantes atividades econômicas, como a do agronegócio, as cidades com mineração deveriam também passar a mostrar resultados de prosperidade e bem-estar às suas populações”, enfatizou o secretário.

Neste enfoque sobre os “desafios” da mineração no Brasil, Alexandre Vidigal destacou que um dos trabalhos apresentados no CBMina2021 tratou exatamente sobre essa questão da “Influência da CFEM no Município Minerador”, de autoria de Fernanda da Fonseca Diniz, pelo IETEC, e de Aline Pereira Leite Nunes, pelo IBRAM.

Ao falar de “oportunidades”, ele lembrou que “o mundo está em pleno curso da 4ª revolução industrial, que é marcada pela adoção de recursos de alta e sofisticada tecnologia, principalmente no campo da eletroeletrônica e eletromobilidade e dos compromissos globais de redução da emissão de carbono”.

Para Vidigal, o Brasil precisa aproveitar a excepcional oportunidade que está se abrindo, especialmente na fabricação de veículos, para também se inserir nesse mercado. “O Brasil tem que deixar de ser apenas mero fornecedor de insumos dos nossos minerais como o lítio, o vanádio, o cobre, cobalto, nióbio, tungstênio, grafite, terras raras, dentre outros”, observou o secretário. “É preciso agregar valor a esses minerais, e ficar não somente limitado a uma escala inicial de transformação mineral, mas, também, em toda a cadeia produtiva, desde a extração mineral até a entrega de componentes e produtos aos mercados consumidores”, acrescentou.

Para tanto, segundo Vidigal, a agenda do governo tem buscado a adoção de políticas públicas estratégicas que levem ao aproveitamento dessa oportunidade histórica e global. De acordo com o secretário, o Brasil é dos poucos países do mundo que tem a possibilidade de utilizar considerável consumo de energia limpa para todo o processo de industrialização na medida em que dispõe de uma matriz energética 45% limpa, enquanto a média mundial é de 14%. “E daquela matriz energética, a geração elétrica é 85% limpa, enquanto o mundo tem uma média de 25%”, enfatizou o secretário. “Ou seja – acrescentou -, o Brasil pode entregar ao mundo componentes e produtos eletroeletrônicos e de eletromobilidade em atendimento ao apelo global do consumo de energia limpa e renovável pois podem também ser fabricados com energia limpa e renovável”.

Ao encerrar seu discurso, Vidigal ponderou: “o erro de gestão é contornável, corrigível, mas, o erro histórico, não; esse é irrecuperável e somente deixa para a sociedade e gerações futuras o sentimento de lamentação pela oportunidade perdida”.  “É chegada a hora – concluiu -, de o Brasil dar uma profunda guinada em seu desenvolvimento econômico, entregando ao mundo não mais e apenas seus insumos, mas, também, produtos industrializados aqui no País e que são de grande demanda mundial”.

A mesa de encerramento contou com a presença do presidente do Conselho de Administração do IBRAM, Wilson Brumer, do presidente-executivo do IBRAM, Flávio Penido, de Fernando Lins, do CETEC/MCTI, e de Anna Luiza Madureira Batista, recém-formada em Engenheira de Minas pela UFMG.

O evento encerrou com premiação de trabalhos apresentados. São esses os resultados:

- Categoria: Estudantes de cursos técnicos ou graduação

Avaliação sobre a resistência a compressão de geopolímeros produzidos utilizando resíduos de mineração - Autores: Eduardo L.P. Melo, Ricardo A.M. Figueiredo, Douglas B. Mazzinghy (UFMG)

- Categoria: Estudante de pós-graduação

Modelagem matemática de desmonte de rochas visando a otimização das etapas de britagem na mina de Pitinga da Mineração Taboca - Autores: Renato J. Costa, Renan C. Candia, Douglas B. Mazzinghy (UFMG)

- Categoria: Profissional

Perda de produtividade e redução de utilização de equipamentos de produção devido ao aprofundamento de minas subterrâneas – Estudo de caso Mina Cuiabá - Autores: Giovanni Rubinich Moraes, Leonardo Augusto Figueiredo, Felipe de Brito Pereira (AngloGold Ashanti).

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