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Reate avança a passos largos no Brasil e chega ao Espírito Santo

Espírito Santo conta com 39 campos terrestres e 11 campos em mar, responsáveis pela produção de mais de 200 mil barris de petróleo e cerca de 6 milhões de metros cúbicos de gás natural/dia.
Publicado em 30/03/2021 18h38
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Ministro Bento Albuquerque participa da Mesa Reate Espírito Santo - Foto: Bruno Spada

Destaque na produção de petróleo e gás natural no Brasil, o Espírito Santo sediou nesta terça-feira (30/03) a terceira edição do Programa de Revitalização das Atividades de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres (Reate). A Mesa Reate ES foi realizada de forma virtual pelo Ministério de Minas e Energia (MME) em parceria com a Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O encontro contou com a participação de representantes de empresas e órgãos governamentais, além da indústria e de produtores de petróleo e gás natural onshore.

Ao abrir o evento, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, destacou a importância do Espírito Santo no setor de petróleo e gás natural do País, contando com 39 campos terrestres e 11 campos em mar, responsáveis pela produção de mais de 200 mil barris de petróleo e cerca de 6 milhões de metros cúbicos de gás natural/dia. “Nos últimos anos, a Bacia do Espírito Santo vem atraindo muito interesse dos agentes privados”, destacou o ministro.

Ele enfatizou que o processo de transferência de ativos da Petrobras para empresas de menor porte traz para a indústria local oportunidades de novos negócios, aumento da produção, maior arrecadação e geração de emprego e renda. “Em terras capixabas estão oportunidades de refinarias de pequeno porte, para processar e agregar valor ao petróleo produzido localmente”, destacou Bento Albuquerque. O ministro destacou a nova refinaria na cidade de Presidente Kennedy, que terá capacidade total de processamento de 50 mi barris por dia, produzindo GLP, gasolina, diesel e bunker marítimo.

Bento Albuquerque também destacou o engajamento dos órgãos envolvidos na implementação de ações no setor de petróleo e gás natural. “Devolveremos à sociedade local os benefícios dessa importante atividade econômica na forma de participações governamentais, tributos, desenvolvimento regional, emprego e renda para a população”, acrescentou. “Reafirmo o compromisso do MME para promover a melhoria contínua do ambiente de negócios para o setor, não só no estado do Espírito Santo, mas, em todo o Brasil”, concluiu.

O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, falou sobre a relevância do Reate para o estado. “O nosso estado tem um enorme potencial para a produção de petróleo e gás. As empresas capixabas precisam atuar diretamente na produção e na exploração, trazendo oportunidades para o povo do estado”, disse.

O secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do MME, José Mauro Coelho, apresentou a dinâmica e o funcionamento da Mesa Reate, e afirmou que a indústria onshore é rica em geração de emprego e criação de uma cadeia de fornecedores de bens e serviços que é fundamental para o desenvolvimento local e regional. “Essa indústria abre oportunidades para empresas de pequeno e médio portes atuarem no setor de petróleo e gás natural”, declarou o secretário.

Dirceu Amorelli, diretor da ANP, apresentou um panorama sobre a indústria do petróleo e do gás do Espírito Santo e reforçou a importância do Reate para a ANP, especialmente por se tratar de uma indústria intensiva, que gera emprego e renda para o estado.

A diretora da EPE, Heloísa Borges, destacou o trabalho que a empresa tem desenvolvido no setor petrolífero do estado, lembrou que o ES responde por 9% das reservas de gás natural do Brasil e falou sobre a relevância das refinarias: “a cada 1 bilhão de reais investidos em construções de refinarias são gerados cerca de 14 mil empregos diretos e indiretos”.

Ao encerrar o evento, o secretário José Mauro lembrou que o Espírito Santo possui características importantes, principalmente pelo volume de produção. “O estado vem se preparando para implementar atratividade e competitividade para as atividades onshore, buscando chegar próximo da grande produção de petróleo offshore e, também, do grande mercado consumidor de derivados do Brasil”, destacou o secretário. “O sucesso do Reate está nessa transparência, nesses muitos agentes envolvidos em prol do desenvolvimento do onshore brasileiro”, finalizou.

REATE

O Reate foi instituído em 2019 pela Resolução nº 27 do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), sob a coordenação do Ministério de Minas e Energia (MME). O programa foi criado com o propósito de buscar avanços na implementação de uma política nacional que fortaleça a atividade de exploração e produção de petróleo e gás natural em áreas terrestres. O objetivo é estimular o desenvolvimento de uma indústria forte e competitiva, com produção crescente e pluralidade de operadores e fornecedores de bens e serviços. O encontro no Espírito Santo acontece na sequência dos estados do Rio Grande do Norte e da Bahia, dando prosseguimento à agenda Reate, iniciada no ano passado.

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