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ENERGIA ELÉTRICA

CMSE avalia as condições de atendimento ao SIN e iniciativas para a transição para o período seco 2021

O Sistema Interligado Nacional (SIN) registrou a pior afluência dos últimos 91 anos no período de setembro a março.
Publicado em 06/04/2021 18h30
CMSE avalia as condições de atendimento ao SIN e iniciativas para a transição para o período seco 2021

CMSE avalia as condições de atendimento ao SIN e iniciativas para a transição para o período seco 2021 - Foto: Bruno Spada/MME

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) se reuniu nesta terça-feira (6/4) e avaliou, dentre outros assuntos, as condições de suprimento eletroenergético ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Conforme informado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), os armazenamentos nos reservatórios equivalentes aumentaram em todos os subsistemas, com exceção do Sul, devido ao volume de chuvas verificado no mês de março. Entretanto, a exemplo do mês anterior, o cenário ainda merece atenção, fato evidenciado pela permanência de afluências abaixo da média histórica na maior parte do País. Sobre o assunto, foi destacada que, em termos do SIN, registrou-se a pior afluência em 91 anos de histórico para o período dos últimos sete meses, de setembro a março.

Sobre a previsão para os próximos dias, foi indicada a perspectiva de chuvas esparsas na região Sudeste, sem perspectiva de volumes significativos no País, comportamento que tipicamente caracteriza a transição para o período seco.

Diante desse cenário e, portanto, da permanência de condições hidrometeorológicas desfavoráveis e de baixos armazenamentos nos reservatórios das usinas hidrelétricas, destacadamente no subsistema Sudeste/Centro-Oeste, o CMSE manteve a diretriz de adoção das medidas excepcionais para o devido atendimento à carga, para a menor degradação dos armazenamentos dos reservatórios equivalentes das usinas hidrelétricas e manutenção da governabilidade das cascatas hidráulicas, conforme deliberado na reunião do CMSE ocorrida no dia 1º de março de 2021.

Adicionalmente, o colegiado deliberou que o preço máximo de importação de energia elétrica sem substituição a partir da Argentina ou do Uruguai, nos moldes do § 13, do art. 1º da Portaria MME nº 339/2018, permanecerá limitado ao Custo Variável Unitário da Usina Termelétrica Termomacaé, podendo ser adotado novo limite conforme reavaliações a serem realizadas nas reuniões técnicas do CMSE e mediante ampla divulgação das eventuais mudanças aos agentes setoriais.

Além disso, em complementação ao despacho de geração termelétrica fora da ordem de mérito e importação sem substituição a partir da Argentina ou do Uruguai, conforme diretrizes vigentes e com o objetivo de minimizar o custo operacional total do sistema elétrico, o ONS foi autorizado a programar o despacho de usinas termelétricas a Gás Natural Liquefeito (GNL) com antecipação de 2 meses, considerando o CVU proveniente dos contratos assinados no Ambiente de Contratação Regulada.

O ONS destacou também estratégias de atuação para a atual transição entre os períodos tipicamente úmido e seco, contemplando ações diversas que visam, dentre outros aspectos, aumentar a oferta de geração de energia elétrica, reavaliar limites de transmissão e respectivos escoamentos de energia entre subsistemas, melhorar a resposta dos modelos computacionais e aumentar a disponibilidade de importação de energia elétrica.

Na reunião, foram também apresentadas pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) algumas das premissas utilizadas no Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2030 relativas à expansão de energia elétrica, contemplando, dentre outros, a quantificação dos requisitos de energia e potência, conforme critérios de suprimento CNPE, e impactos dos novos paradigmas de operação das usinas hidrelétricas. O trabalho será também apresentado pela instituição em Workshop no próximo dia 14 de abril de 2021.

Por fim, o Comitê reiterou a garantia do suprimento de energia elétrica em 2021 aos consumidores brasileiros, com o compromisso da manutenção da prestação dos serviços pelo setor elétrico brasileiro no cenário atual e futuro.

Informações Técnicas:

Condições Hidrometeorológicas: em relação à Energia Natural Afluente (ENA), foram verificados, em março, valores abaixo da média histórica nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Nordeste e Sul, e acima da média para o Norte. Já a ENA agregada do SIN correspondeu a aproximadamente 82% da Média de Longo Termo (MLT), representando o 17º pior valor para o mês do histórico de 91 anos. Em relação ao período setembro/2020 a março/2021, foi também caracterizada a pior afluência do SIN no histórico dos últimos 91 anos.

Energia Armazenada: em março, foram verificados armazenamentos equivalentes de 35,3%, 61,6%, 68,5% e 77,9% nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte, respectivamente, e a previsão para o fim de abril nesses subsistemas é de 36,0%, 61,3%, 66,9% e 83,0% da EARmáx, conforme Programa Mensal da Operação (PMO/ONS) de abril/2021.

Expansão da Geração e Transmissão: a expansão verificada em março de 2021 foi de aproximadamente 388 MW de capacidade instalada de geração centralizada de energia elétrica, 1.132,8 km de linhas de transmissão e 4.350 MVA de capacidade de transformação. Assim, em 2021, a expansão totalizou 687 MW de capacidade instalada de geração, 2.021 km de linhas de transmissão e 6.378 MVA de capacidade de transformação.

O CMSE, na sua competência legal, continuará monitorando, de forma permanente, as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do País, adotando as medidas para a garantia do suprimento de energia elétrica. As definições finais sobre a reunião do CMSE de hoje serão consolidadas em ata devidamente aprovada por todos os participantes do colegiado e divulgada conforme o regimento.

Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico

 

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