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Marinha do Brasil apoia transporte de fontes entre unidades da CNEN
O Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN), unidade da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) em Belo Horizonte, recebeu, na última quarta-feira, dia 12 de fevereiro, cinco fontes de Cobalto-60 fora de uso para acondicionamento no Depósito de Rejeitos Tratados e Fontes Fora de Uso da instituição. O material é proveniente do Instituto de Radioproteção e Dosimetria (IRD), unidade da CNEN na cidade do Rio de Janeiro.
As fontes dos equipamentos recebidos foram categorizadas, conforme as normas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), e travadas para transporte. O deslocamento foi organizado e realizado por via terrestre entre as cidades do Rio de Janeiro e Belo Horizonte, e contou com o apoio da Marinha do Brasil e do Corpo de Fuzileiros Navais.
O comboio que participou da operação de transporte das fontes contou com 20 militares da Marinha e sete profissionais do IRD, das áreas de emergência, mecânica, proteção radiológica, infraestrutura e logística e transporte.
Pelo CDTN, as fontes foram recebidas por servidores da área de Proteção Radiológica e do Serviço de Gerência de Rejeitos Radioativos. A diretora do CDTN, Amenônia Ferreira, e o diretor do IRD, André Quadros, acompanharam a chegada dos equipamentos ao Centro.

Os oficiais da Marinha trabalharam na segurança física dos equipamentos e, em contrapartida, receberam treinamento dos técnicos da área de proteção radiológica do IRD durante a operação. Os equipamentos ficarão armazenados no depósito do CDTN por tempo indeterminado, enquanto aguardam a etapa seguinte no ciclo de vida de fontes radioativas: deposição definitiva em uma futura instalação dedicada, repatriação ou requalificação para outros usos.
“Vale ressaltar que depósitos intermediários de rejeitos radioativos, operados pelo CDTN e demais institutos da CNEN, são um elo na cadeia de uso das radiações para fins pacíficos. Eles permitem que rejeitos radioativos, sejam fontes seladas usadas principalmente na medicina e na indústria, sejam rejeitos em outras formas, como aqueles gerados nos próprios laboratórios de pesquisa da CNEN, sejam armazenados com segurança fora das instalações dos geradores, permitindo que estes se dediquem integralmente a suas atividades fim”, destacou Rogério Mourão, chefe do Serviço de Gerência de Rejeitos do CDTN.
Alice Queiróz
Assessoria de Comunicação CDTN