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IPEN 70 ANOS: A produção do primeiro radioisótopo brasileiro
Pesquisadora Constância Pagano, uma das principais responsáveis pelo início da produção de radiofármacos no Instituto, tornando-se destaque na história da medicina nuclear no país, apresenta, em 1974, a Radiofarmácia à comitiva formada pelo governador de São Paulo, ao centro da foto, e pelo presidente da CNEN, o primeiro à esquerda; à direita, Amorim; de óculos, Pieroni. Acervo: IPEN/Comunicação
Em 1959, o então Instituto de Energia Atômica (IEA), atual IPEN, alcançou um marco histórico para a ciência nacional ao produzir, pela primeira vez no Brasil, o iodeto de sódio marcado com iodo-131. O radioisótopo passou a ser utilizado em exames da função tireoidiana, contribuindo para diagnósticos mais seguros e ampliando as possibilidades da medicina nuclear no país.
Inicialmente destinado ao Hospital das Clínicas da USP, o iodo-131 representou muito mais do que um avanço científico pontual. Sua produção abriu caminho para a criação e consolidação da área de radiofármacos do Instituto, que se tornaria uma das mais importantes frentes de atuação da instituição ao longo das décadas seguintes.
Nos anos posteriores, o IEA ampliou a fabricação de radioisótopos para aplicações em diferentes áreas, incluindo a medicina, a agricultura e a indústria. A partir de 1963, essa produção passou a ocorrer de forma sistemática, reforçando a missão do Instituto de promover os usos pacíficos da energia nuclear em benefício do desenvolvimento nacional.
Esse avanço contou com a dedicação de pesquisadores pioneiros, entre eles a cientista Constância Pagano, que teve papel fundamental na implantação da radiofarmácia no Instituto e se tornou uma das principais referências da medicina nuclear brasileira. Sua atuação ajudou a consolidar uma área que, até hoje, impacta milhões de vidas por meio do diagnóstico e tratamento de diversas doenças.
Fontes:
GORDON, Ana Maria Pinho Leite. Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares, 1956-2000: um estudo de caso à luz da ciência, da tecnologia e da cultura brasileira. 2003. Tese (Doutorado em História) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2003.