Notícias
SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
CNEN participa do Exercício Guardião Cibernético 8.0
A CNEN participa do Exercício Guardião Cibernético 8.0, realizado de 21 a 25 de setembro, simultaneamente, em Brasília, e em Belém, Manaus, Curitiba, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Coordenado pelo Comando de Defesa Cibernética do Ministério da Defesa, o exercício promove simulações construtivas e virtuais voltadas ao enfrentamento de incidentes cibernéticos. O objetivo é fortalecer a capacidade de prevenção, resposta e recuperação diante de ataques complexos e coordenados que possam afetar infraestruturas críticas e a continuidade de serviços essenciais.
A CNEN participa do EGC desde a primeira edição. Este ano, representantes da autarquia integram as atividades realizadas em Brasília. “Para a Comissão, a participação nesse exercício é estratégica e indispensável devido à possibilidade de simular a proteção de infraestruturas críticas nacionais, testar a resiliência, fortalecer a gestão de crises, simular ataques híbridos e Engenharia Social, além de aperfeiçoar o alinhamento com Normas Internacionais e Regulatórias”, afirma Pedro Maffia, Diretor de Gestão Institucional da CNEN.
Ao longo do evento, um grupo de trabalho do setor nuclear discute os cenários trabalhados durante o encontro, buscando explorar diferentes contextos e preparar as equipes para lidar com variadas possibilidades. Segundo Aléxis França, chefe da Divisão de Segurança Cibernética da CNEN, o evento também contribui para fortalecer a articulação entre diferentes instituições e áreas envolvidas na resposta a incidentes cibernéticos. “O Exercício é estratégico para a CNEN por diversos motivos. Ele permite estabelecer relações e contatos de confiança entre os diferentes entes do setor nuclear e com outras autoridades competentes do governo. Ao mesmo tempo, é uma oportunidade de exercitar e ampliar nossa capacidade de resposta a incidentes cibernéticos, em articulação com as diferentes unidades da autarquia”, afirma.
Neste ano, a Comissão está sendo representada por 11 pessoas, de diferentes institutos. Para Aléxis, a participação também permite exercitar uma resposta que vai além dos aspectos técnicos. “O exercício não testa apenas a resposta técnica a incidentes cibernéticos, mas também a coordenação e o gerenciamento de crise. Nesse sentido, é uma oportunidade importante para exercitar uma resposta integrada, envolvendo diferentes áreas da instituição, como Comunicação Social, Jurídica, Alta Gestão e Tecnologia da Informação.”
O EGC 8.0 permite testar e validar planos de contingência, prevenindo impactos sociais, ambientais, econômicos, políticos e à segurança do Estado. As atividades também possibilitam identificar vulnerabilidades, aperfeiçoar processos e desenvolver soluções para aumentar a resiliência cibernética das organizações.
Entre as instituições do setor nuclear que participam do encontro estão o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), a CNEN, a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), a Eletronuclear, a Amazul, a Nuclep, a Indústrias Nucleares do Brasil (INB), a Secretaria de Estado de Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro, a Diretoria-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha (DGDNTM) e a Secretaria Naval de Segurança Nuclear e Qualidade (SecNSNQ).
O Exercício Guardião Cibernético 8.0 reúne mais de 380 instituições e cerca de 4 mil participantes, entre órgãos governamentais, Forças Armadas, instituições parceiras, órgãos reguladores, operadores de infraestruturas críticas, setores estratégicos, indústria, entre outros. É considerado o maior treinamento de simulação cibernética do Hemisfério Sul.