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INOVAÇÃO
CNEN participa do Fórum Econômico FGV durante a Rio Innovation Week
Da esquerda para a direita: Antonio José Roque, diretor-geral do CNPEM; Francisco Rondinelli, presidente da CNEN; Luiz Davidovich, professor da UFRJ e membro da ABC; Samuraí Brito, da Quantum e gerente executiva de Ciência de Dados do Itaú; Alessandro Facure, diretor-presidente da ANSN; Yuri Saporito, coordenador da Pós-Graduação em Matemática Aplicada e Ciência de Dados da FGV EMAp; André Barcaui, coordenador de programas de MBA da FGV e professor da UFRJ e da FGV.
A CNEN participou, nesta quinta-feira, dia 6 de agosto, do 1º Fórum Econômico FGV, realizado dentro da programação do Rio Innovation Week 2026. O presidente da autarquia, Francisco Rondinelli, foi um dos debatedores do painel "Novas rotas e o catching up tecnológico'". Ele apresentou sobre a estruturação setor nuclear brasileiro e pesquisas em desenvolvimento.
Entre os temas em debate no painel, como o Brasil pode acelerar a inovação e reduzir sua defasagem tecnológica, destacando a importância da tríplice hélice - cooperação entre universidades, empresas e governo -, do fortalecimento de ecossistemas de inovação e de políticas estatais de pesquisa e desenvolvimento. Participaram também Alessandro Facure, diretor-presidente da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN); Antonio José Roque, diretor-geral do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM); Samuraí Brito, da Quantum e gerente executiva de Ciência de Dados do Itaú; Yuri Saporito, coordenador da pós-graduação em Matemática Aplicada e Ciência de Dados da Escola de Matemática Aplicada FGV; André Barcaui, coordenador de programas de MBA da Fundação Getúlio Vargas e professor da UFRJ e da FGV; e o físico Luiz Davidovich, professor da UFRJ e membro da Academia Brasileira de Ciências.
Durante o encontro, o presidente da CNEN, Francisco Rondinelli, abordou a tecnologia nuclear como uma plataforma transversal de inovação, com aplicações que vão além da geração de energia elétrica. Ressaltou contribuições do setor nuclear para a saúde, destacou o projeto do Reator Multipropósito Brasileiro (RMB), instalação que vai possibilitar a produção de radioisótopos para a área da saúde, da indústria, da pesquisa. Também trouxe contribuições históricas de Álvaro Alberto, o ex-presidente da Hervásio Guimarães de Carvalho e o professor Alcídio Abraão, personagens fundamentais para o desenvolvimento científico no país.
Ao abordar a transição energética, Rondinelli frisou a importância de que as decisões sobre a matriz energética sejam baseadas em evidências e atributos do sistema, como baixo carbono, confiabilidade, custo total, segurança, prazo de implantação, resíduos, resiliência e capacidade industrial. O presidente também ressaltou que o setor nuclear demonstra capacidades construídas ao longo de décadas. As discussões trouxeram uma visão estratégica sobre os desafios e oportunidades do desenvolvimento tecnológico brasileiro.
Realizado nos dias 5 e 6 de agosto, o fórum reuniu especialistas do setor público, da academia e da iniciativa privada para discutir os principais desafios e oportunidades da economia brasileira diante das transformações globais. Ao longo dos dois dias, a programação contou com oito painéis dedicados a temas como economia, tecnologia, trabalho, empreendedorismo, infraestrutura, inovação, energia, defesa e segurança, além de abordar os impactos das mudanças tecnológicas, climáticas e do cenário geopolítico sobre o desenvolvimento e a competitividade do país.
O fórum também dedicou atenção especial aos fatores de resiliência produtiva, com debates sobre recursos estratégicos, segurança energética, infraestrutura, qualificação profissional e o fortalecimento dos empreendedores e profissionais da nova economia.