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ENTREVISTA
CNEN destaca papel estratégico da tecnologia nuclear para o desenvolvimento do Brasil
Promover o desenvolvimento e o uso seguro da tecnologia nuclear no Brasil é a missão da CNEN, instituição que apoia o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) na elaboração da Política Nuclear Brasileira. Para o presidente da autarquia, Francisco Rondinelli, o desafio é ampliar as oportunidades proporcionadas pela tecnologia nuclear e, ao mesmo tempo, garantir que seus benefícios alcancem a população em todo o território nacional. A declaração integra a reportagem “Os bastidores da energia que impulsiona o Brasil”, publicada na edição especial Manchete Energia, da Revista Manchete.
“A CNEN enxerga as oportunidades para o país nesse campo, assim como os desafios a serem superados, para garantir que os benefícios da tecnologia nuclear cheguem à população brasileira em todo o território nacional”, afirma Rondinelli.
Entre as iniciativas da CNEN destacadas pelo presidente da Comissão na reportagem está o Reator Multipropósito Brasileiro (RMB), voltado a aplicações da tecnologia nuclear na medicina e considerado estratégico para a fabricação de radiofármacos empregados no diagnóstico e tratamento de doenças como o câncer. Além disso, Rondinelli aborda a implantação do Centro de Tecnologia Nuclear e Ambiental (Centena), que abrigará o repositório de rejeitos de baixa e média atividade resultantes do uso da tecnologia nuclear.
Outros temas relacionados ao futuro da tecnologia nuclear também foram mencionados na entrevista, como a avaliação do potencial brasileiro para o ciclo do tório, uma alternativa ao urânio, e a viabilidade de instalação dos chamados Accelerated Driven Systems (ADS) para o tratamento de rejeitos nucleares de alta atividade.
A edição especial Manchete Energia reúne entrevistas, reportagens especiais e análises sobre temas estratégicos para o desenvolvimento do país, como energia nuclear, petróleo, gás natural, fontes renováveis, inovação tecnológica, infraestrutura e segurança energética. A publicação aborda ainda a conclusão da usina de Angra 3 e o debate sobre os reatores modulares de pequeno porte (SMRs), reunindo diferentes perspectivas sobre os caminhos para uma matriz energética mais segura, inovadora e sustentável.