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Embaixador Antônio da Costa e Silva participou de debate sobre economia circular e descarbonização das cidades, nesta segunda-feira (19), em São Paulo
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O Ministério das Cidades destacou a importância dos investimentos em infraestrutura e da cooperação internacional para modernizar a gestão de resíduos sólidos e contribuir para os compromissos climáticos brasileiros. O tema foi abordado nesta segunda-feira (19), em São Paulo, pelo chefe da Assessoria Internacional da pasta, embaixador Antônio Francisco da Costa e Silva Neto, durante evento preparatório para a COP31, realizado na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).
“A Política Nacional de Resíduos Sólidos estabeleceu a visão de que resíduo não é simplesmente aquilo que queremos tirar da nossa frente. É uma questão ambiental, de saúde pública, econômica e social. É desenvolvimento urbano”, destacou o representante do Ministério das Cidades.
Por meio do Novo PAC, a pasta soma cerca de R$ 1,2 bilhão em investimentos selecionados para projetos de resíduos sólidos, destinados à ampliação e à qualificação da infraestrutura de coleta, tratamento e destinação adequada. Segundo dados do Sinisa de 2024, a cobertura dos serviços de coleta alcança 92,63% da população brasileira, mas apenas 40,56% é atendida pela coleta seletiva.
O Ministério das Cidades também apoia o Programa Nacional de Encerramento Humanizado de Lixões, iniciativa que busca conciliar a destinação ambientalmente adequada dos resíduos com a inclusão social e produtiva dos catadores e a redução das emissões de metano.
“Não podemos resolver um problema ambiental criando um problema social. Por isso, o projeto é humanizado e parte da premissa de que ninguém pode ser deixado para trás”, ressaltou o embaixador.
Agenda climática
Promovido pela Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (ABREMA), pelo Instituto Valoriza Resíduos (IVR) e pela USP, o encontro discutiu oportunidades de financiamento climático, cooperação internacional e mobilização de investimentos para o setor, além da continuidade da agenda de resíduos construída durante a COP30, realizada em Belém.
O embaixador participou do painel “Do lixão à descarbonização: o papel estruturante dos resíduos na economia circular das cidades”, ao lado do presidente da ABREMA, Pedro Maranhão; do secretário nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental, Adalberto Maluf; e do promotor de Justiça Augusto Matos.
O debate destacou a necessidade de articulação entre União, estados, municípios e iniciativa privada para transformar os compromissos climáticos em projetos concretos de infraestrutura, economia circular e desenvolvimento urbano sustentável.