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WORKSHOP DISCUTE MONITORAMENTO DE GASES DE EFEITO ESTUFA
Foto: Divulgação/Inpe – Equipamentos para análise de GEE semelhantes ao do Noaa.
Brasília, 18 de novembro de 2015 – Termina amanhã (19) no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP) o workshop Construção da Rede Brasileira de Monitoramento de Gases de Efeito Estufa (GEE), que discute a criação da Rede.
Acompanhar a evolução das concentrações atmosféricas de GEE é essencial para aprimorar modelos de previsões climáticas. Recentemente, o Inpe recebeu o único laboratório da América do Sul capaz de realizar medidas de GEE de acordo com os padrões internacionais.
“Este laboratório é igual ao melhor do mundo, que está na Agência Oceânica Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa). Temos a infraestrutura e grupos que coletam dados e realizam pesquisas sobre gases poderão estabelecer procedimentos comuns e adequados a suas necessidades, atendendo, também, aos padrões da Rede Global de GEE”, diz Luciana Gatti, pesquisadora do Centro de Ciência do Sistema Terrestre (CCST) do Inpe, responsável pelo laboratório e coordenadora do workshop.
Segundo ela, a densidade de estações de monitoramento de GEE no globo terrestre é insatisfatória e não há representatividade homogênea de todas as regiões. A faixa tropical e hemisfério sul estão mal representados e há carência de dados sobre o Brasil.
“O Brasil tem enorme área geográfica e população, como também representa 50% da floresta tropical no globo. Nossas emissões – assim como absorções – podem fazer muita diferença no Balanço Global de GEE”, explica Luciana.
Para estabelecer a Rede Brasileira de Monitoramento de GEE, o workshop discutir os tipos de medições a serem realizadas e formas de aprimorar as coletas e o controle de qualidade dos dados produzidos.
O evento também é uma oportunidade para a apresentação das atividades de diversos grupos de pesquisas que atuam na área. Os participantes ainda conhecerão o laboratório instalado no CCST, que trabalha com os parâmetros da Noaa para medidas de alta precisão de gases de efeito estufa.
Fonte: Inpe