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Realizada a segunda fase da Operação Santa Maria

A operação prepara o lançamento do VS-50, projeto de foguete de sondagem desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE)
Publicado em 10/06/2021 13h25 Atualizado em 10/06/2021 17h09

A operação prepara o lançamento do VS-50, projeto de foguete de sondagem financiado pela AEB e desenvolvido pelo IAE
Em 9 de junho de 2021, foi realizada com sucesso, no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), a segunda fase da Operação Santa Maria, que trata da logística de lançamento do VS-50, veículo de sondagem financiado pela Agência Espacial Brasileira e desenvolvido em conjunto pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e pela Agência Espacial Alemã (DLR).

A segunda fase da Operação teve por objetivo realizar as adaptações na mesa de lançamento da Torre Móvel de Integração (TMI), a montagem e testes do sistema pneumático de fixação do veículo e a realização de testes de integração do motor S50 (que corresponde ao primeiro estágio do VS-50 e do VLM-1).

Além disso, a Operação consistiu também em executar testes e exercícios operacionais para recebimento e verificação de equipamentos de suporte em solo (Mechanical Ground Support Equipaments - MGSE) do motor S50, como o dispositivo de transporte, a carreta rodoviária e a carreta industrial de integração, além de operação com embarque e desembarque de aeronaves. Por fim, também foi realizada a movimentação do motor inerte nos diversos setores do CLA. Ao final da Operação, o motor S50 inerte é transportado de volta para São José dos Campos.

Em março deste ano, a Fase 1 da Operação Santa Maria foi concluída e consistiu em realizar a adaptação mecânica nas plataformas dos níveis 2 e 3 da Torre Móvel de Integração (TMI) do CLA ao veículo VS-50. Os equipamentos foram transportados de São José dos Campos para Alcântara, onde foram realizadas as adaptações das interfaces mecânicas.

Após a conclusão da Fase 2 da Operação Santa Maria, outras campanhas serão executadas com vistas ao lançamento do VS-50:
•    Fase 3 - instalação e testes do Sistema Linha de Fogo do VS-50, atividade cuja finalidade é acionar os Dispositivos Mecânicos de Segurança (DMS) remotamente e realizar a ignição do 1º estágio; e


•    Fase 4 - operação de lançamento do VS-50 V01 propriamente dito, previsto para março de 2023.
No que se refere à preparação para as atividades operacionais, a Operação Santa Maria foi idealizada em fases e etapas com o objetivo de mitigar riscos e evitar problemas que adiem, estendam ou até interrompam as futuras operações de lançamento do VS-50.


Em relação ao projeto, o Veículo Lançador de Microssatélites - 1 (VLM-1) visa atingir os objetivos previstos no Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) para o segmento de veículos lançadores, dentre eles: "assegurar por completo o ciclo de acesso ao espaço". O veículo é um lançador de satélites, que terá a capacidade de colocar carga úteis (10 a 100 kg) em Órbita Terrestre Baixa (LEO, na sigla em inglês).


O VS-50 tem como objetivo o teste, em voo, do motor S50 e de outros subsistemas, que serão empregados no VLM-1, mitigando os riscos técnicos do projeto de maneira semelhante à estratégia da família SONDA.

 

Atualmente, o projeto VS-50 encontra-se em fase de desenvolvimento com atividades sendo realizadas no IAE, no DLR e na indústria nacional. A empresa Avibras é responsável pelo fornecimento de 6 motores S50 carregados: um motor S50 inerte para ensaios de manipulação e transporte, dois motores S50 para ensaios de queima em banco de provas e dois motores S50 para ensaios em voo do VS-50, assim como os meios mecânicos de solo de manuseio e transporte do motor. Além disso, a Avibras também assinou contrato para absorção da tecnologia de fabricação e integração do veículo de sondagem VSB-30 e poderá fornecê-lo para os voos do Programa Microgravidade da Agência Espacial Brasileira e de outras Agências Espaciais.

Sobre a AEB

A Agência Espacial Brasileira, órgão central do Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (SINDAE), é uma autarquia pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), responsável por formular, coordenar e executar a Política Espacial Brasileira.

Desde a sua criação, em 10 de fevereiro de 1994, a Agência trabalha para viabilizar os esforços do Estado Brasileiro na promoção do bem-estar da sociedade, por meio do emprego soberano do setor espacial.

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