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Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica tem número recorde de inscritos na edição de 2021

Tema desperta ainda mais interesse dos estudantes, com realização de atividades em formato híbrido (presencial e virtual)
Publicado em 01/06/2021 10h10 Atualizado em 01/06/2021 11h08

A edição deste ano da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), realizada nos dias 27 e 28 de maio, teve formato diferente dos anos anteriores. Os alunos realizaram as provas tanto de forma presencial como virtual. Foram mais de 900 mil inscritos, o maior número desde o lançamento da OBA, em 1998. Destes, cerca de 450 mil participaram por meio do formato digital. Mais de duas mil cidades estiveram representadas. Paralelamente, foi realizada também a Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG), que comemora 15 anos de existência.

“Vencemos as dificuldades e acreditamos que tivemos um bom desempenho com a participação de mais de dez mil escolas”, conta o coordenador nacional da OBA, professor João Batista Garcia Canalle. A Olimpíada Brasileira de Astronomia conta com uma comissão formada por membros da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e da Agência Espacial Brasileira (AEB), além de ter apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Universidade Paulista (UNIP).

 

 

Prof. Canalle, coordenador da OBA

 Na edição deste ano, além da aplicação das provas em formato digital, algumas escolas realizaram os testes presencialmente seguindo protocolos de segurança, com distanciamento social e marcação de horário. O formato digital também foi aprimorado, com o aperfeiçoamento da plataforma de gerenciamento das provas, a MOBTEX. É a mesma usada pela Olimpíada Nacional de Ciência, disponível também por meio de aplicativo. “Algumas escolas pediram a mudança, pois existem muitos alunos sem acesso à internet, principalmente em áreas rurais”, revela Canalle.

Em mensagem de vídeo enviada aos alunos inscritos, o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Moura, ressaltou a importância do projeto para inspirar novos talentos: “Tenho certeza que vocês se motivam por algo extremamente valoroso, que é o conhecimento, a oportunidade de ser desafiado e de conhecer mais sobre a atividade tecnológica, o que nos permite fazer uma ligação melhor com aquilo que a gente aprende na escola”, destacou.

A primeira edição da OBA ocorreu em 1998, com o objetivo de despertar o interesse pela Astronomia. As provas são distribuídas em quatro níveis de dificuldade, com a duração de duas horas para o nível fundamental e de três horas para o nível médio. Além dos simulados dentro do próprio aplicativo da OBA, houve também o lançamento de outro aplicativo, chamado OBA SIMULADO, por meio do qual os alunos puderam fazer provas de edições passadas. Foram mais de 44 mil downloads realizados, de materiais usados em edições anteriores.

Ao longo das edições da OBA já realizadas, também foi possível fazer visitas simuladas a um planetário, utilizando a plataforma Zoom. Desde 1998, pelo menos 22 painelistas participaram de 500 simulações por semana, com uma média de 30 a 40 alunos em cada uma. Um total de 25 mil participantes desde o início do projeto. O recorde de inscritos na edição deste ano levou o professor João Canalle a considerar a possibilidade de manter a opção de formato híbrido para as próximas. “Vai ficar muito a critério das escolas, mas acredito que devemos manter o formato”, completou.

Há 15 anos, a OBA criou, dentro da programação da Olimpíada, a Mostra Brasileira de Foguetes, a MOBFOG. Também nasceram as Jornadas Espaciais, as Jornadas de Foguetes, os Acampamentos Espaciais e os Encontros Regionais de Ensino de Astronomia (EREA). Este último, promovido desde 2009, já capacitou mais de 10 mil professores, passando por mais de 80 cidades brasileiras. O EREA é realizado por meio de parcerias regionais e com recursos obtidos junto ao CNPq.

A Mostra Brasileira de Foguetes também teve que se adaptar, oferecendo a possibilidade da construção de foguetes em plataforma virtual. Com base nas especificações fornecidas pelos alunos, um programa de computador calcula o apogeu do foguete nas simulações. Algumas escolas também realizam lançamentos reais de foguetes experimentais. Prefeituras de algumas cidades ofereceram espaços destinados especificamente aos lançamentos físicos dos foguetes experimentais, especialmente foguetes de propulsão sólida, que adquirem maior tração e necessitam de área maior para serem lançados.

A MOBFOG é uma olimpíada inteiramente experimental. Consiste na construção e no lançamento de foguetes, a partir de um local específico para realização da atividade. Foguetes e locais de lançamentos devem ser construídos por alunos individualmente ou em equipes de até três componentes. A escola deve informar os alcances dos foguetes junto com os nomes dos participantes previamente inscritos. Ao final, todos, incluindo professores e diretores, recebem um certificado. Os estudantes que alcançarem melhores resultados recebem medalhas.

Sobre a AEB

A Agência Espacial Brasileira, órgão central do Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (SINDAE), é uma autarquia pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), responsável por formular, coordenar e executar a Política Espacial Brasileira.

Desde a sua criação, em 10 de fevereiro de 1994, a Agência trabalha para viabilizar os esforços do Estado Brasileiro na promoção do bem-estar da sociedade, por meio do emprego soberano do setor espacial.

Coordenação de Comunicação Social - CCS

Fotos: OBA

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