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INTEGRAÇÃO DO CONTROLE DE TRÁFEGO AÉREO COMPLETA 40 ANOS
Brasília, 27 de janeiro de 2016 – Há 40 anos, em 1976, a Aeronáutica tornou realidade uma das inovações mais marcantes da sua história. Entrava em operação o Primeiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta 1). Foi a primeira organização do mundo a integrar o controle de operações aéreas civis e militares.
Uma das principais vantagens do sistema é a economia porque uma mesma rede de radares e centros de controle espalhados geograficamente pelo país fornecem, em tempo real, o posicionamento de todas as aeronaves voando.
O Cindacta 1, sediado em Brasília (DF) e com área de atuação sobre a região central do país, foi complementado pelo Cindacta 2, em Curitiba (PR); Cindacta 3, no Recife (PE), e Cindacta 4, em Manaus (AM). O último entrou em operação e 2006, proporcionando cobertura radar sobre todo o Brasil.
O sistema de controle ampliou a segurança das operações aéreas. “Até então, o nosso tráfego era feito somente com o controle sob responsabilidade dos pilotos entre as áreas terminais dos aeroportos ou bases aéreas, tendo em vista que não havia cobertura radar no espaço aéreo até essa época”, explica Aparecido Camazano Alamino, pesquisador aeronáutico e coronel da reserva da Força Aérea Brasileira (FAB).
Os estudos para tornar o Sistema Integrado de Controle do Espaço Aéreo começaram em 1969, ao mesmo tempo em que o Ministério da Aeronáutica buscava adquirir um caça supersônico para missões de interceptação aérea. Em 1972, chegou à Anápolis (GO) o primeiro jato Mirage 3.
Hoje, os quatro Centros estão subordinados ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), unidade com instalações em centenas de municípios. Além dos quatro centros integrados, a estrutura do Decea envolve um Serviço Regional de Proteção ao Voo (SRPV), cinco Centros de Controle de Área (ACC), 47 Controles de Aproximação (APP), 59 Torres de Controle de Aeródromo (TWR), 79 Destacamentos de Controle do Espaço Aéreo (DTCEA), além das mais de 90 Estações de Telecomunicações Aeronáuticas e diversas divisões de apoio por todo o país.
Fonte: FAB