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IMAGENS DA AMÉRICA DO SUL VOLTAM A SER GERADAS A CADA 15 MINUTOS COM GOES-12
O Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Cptec/Inpe) voltou a receber imagens do continente sul-americano a cada 15 minutos e de todo o globo a cada três horas. Interrompidos em dezembro do ano passado, com o fim da vida útil do satélite Goes-10, da Administração Nacional do Oceano e Atmosfera (NOAA), dos Estados Unidos, os serviços foram restabelecidos no mês passado.
A geração das imagens nesta frequência foi restabelecida com o deslocamento de outro satélite norte-americano, o Goes-12, para a órbita antes ocupada pelo Goes-10 (Longitude 60º – Oeste), que privilegia a cobertura da região. Com essa mudança, os serviços do satélite não serão interrompidos mesmo na possibilidade de furacões sobre o Atlântico Norte, próximos à costa dos Estados Unidos, como costuma ocorrer no segundo semestre do ano.
O Goes-12 vem gerando imagens de forma operacional desde o dia 18 de maio, tendo ocorrido algumas interrupções para ajustes no processamento dos dados recebidos do satélite. Entre as melhorias introduzidas, inclui-se a maior resolução espacial do canal de vapor d´água (banda 3), que passou de 8 para 4 quilômetros, como destaca Carlos Frederico Angelis, chefe da Divisão de Satélites e Sistemas Ambientais do Cptec/Inpe. As imagens meteorológicas do Goes-12 estão disponíveis na página http://http://www.cptec.inpe.br
O deslocamento orbital destes dois satélites faz parte de plano da NOAA de melhorar a cobertura da América do Sul. “Somos gratos à NOAA pelo esforço em prover esse serviço a América do Sul”, afirma Luiz Augusto Machado, coordenador do Cptec. “Foi graças a esse plano que se tornou possível, pela primeira vez, o uso totalmente dedicado de satélites meteorológicos à cobertura da América do Sul”, destaca Machado.
Desde o início destas operações, ampliou-se significativamente a frequência de imagens e o volume de dados meteorológicos sobre o continente, resultando em maior qualidade das previsões ambientais, de tempo e clima do Cptec, além de um melhor acompanhamento de fenômenos meteorológicos extremos de curta duração.
A concessão, no entanto, não deverá se prolongar por muito tempo. A NOAA antecipou que não haverá outro satélite de reposição após o fim da vida útil do Goes-12, cuja operação poderá durar até, no máximo, três anos. No decorrer deste período, a probabilidade de ocorrer um problema com os sensores do satélite aumenta progressivamente, já que o Goes-12 foi lançado em 2001.
O coordenador do Cptec frisa que o País precisa buscar novas soluções para suprir a necessidade de tais imagens e dados. Uma destas iniciativas, ainda em fase de estudos de viabilidade, é o desenvolvimento de um satélite nacional geoestacionário. Outra alternativa seria a participação efetiva do Brasil no novo programa de satélites geoestacionários da NOAA, da série Goes-R