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ASTEROIDE DE 80 MIL TONELADAS PASSA PRÓXIMO DA TERRA NO SÁBADO (5)
Brasília, 1º de março de 2016 – De acordo com modelos orbitais um asteroide pode cruzar a alta atmosfera da Terra abaixo da linha dos satélites geoestacionários esta semana. A distância de aproximação máxima é tão pequena que a rocha pode até ser vista a olho nu em locais de céu limpo.
Batizado de 2013 TX68, o asteroide, que passou a cerca de dois milhões de quilômetros do planeta há dois anos, atingirá o ponto de menor aproximação da Terra no sábado (5), às 16h15 no horário de Brasília.
Há muitas incertezas sobre sua orbita, o que torna difícil o cálculo da distância exata da aproximação. De acordo com o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), da Agência Espacial Norte-Americana (Nasa), a janela de aproximação varia entre longínquos 14 milhões de quilômetros e perigosos 22 mil quilômetros, sendo que a melhor estimativa aponta 493.350 quilômetros de distância.
O 2013 TX68 tem cerca de 40 metros de comprimento e pesa 80 mil toneladas. Se passar pela Terra no limite inferior da previsão, a 22 mil km, poderá ser visto sem auxílio de binóculos em locais de céu escuro, lembrando que o momento da aproximação máxima será no período da tarde no Brasil.
A velocidade de deslocamento da rocha é de 52 mil km/h. Se atingisse a Terra, liberaria a mesma energia que duas mil toneladas de trinitrotolueno (TNT), suficientes para causar grande estrago sobre uma cidade. No entanto, a distância mínima calculada mostra que os riscos de impacto são diminutos.
Prejuízos – Há três anos um asteroide com tamanho estimado em 20 metros se transformou em uma bola de fogo e provocou uma chuva de meteoritos ao cruzar a atmosfera sobre a cidade russa de Chelyabinsk. Na oportunidade o fenômeno causou grande prejuízo e ferimentos em mais de mil pessoas.
De acordo com a Nasa, no último dia 6 deste mês um asteroide de grande volume desintegrou-se ao entrar na atmosfera sobre o Oceano Atlântico a mil quilômetros da costa brasileira.
Cerca de 30 pequenos asteroides (que medem entre um e 20 metros) entram na atmosfera da Terra anualmente, segundo pesquisas científicas. Como a maior parte da superfície terrestre é coberta por água, a maioria deles cai nos oceanos e não afeta áreas habitadas.
Existem diversas redes ao redor do mundo rastreando e catalogando possíveis ameaças espaciais. O programa NEO, da Nasa, por exemplo, iniciou em 1998 um inventário de rochas espaciais com diâmetro maior que um quilômetro cuja órbita possa aproximá-los da Terra, mas desde 2005 o trabalho passou a englobar também asteroides a partir de 140m. O programa objetiva encontrar 90% deles até 2020.
Uma estratégia já é conhecida para desviar a trajetória de um asteroide ameaçador é atingi-lo com a explosão de uma bomba nuclear transportada por uma nave espacial. O problema neste caso é que a explosão poderia mandar pedaços múltiplos em direção a Terra se algo desse errado.
A Agência Espacial Europeia (ESA) tem um projeto conhecido como Dom Quixote, com o qual planeja colidir uma espaçonave com um asteroide e estudar os efeitos. Mas ainda não há cronograma para nenhuma missão.
Fonte: Com Apolo11, Agência Brasil e BBC Brasil