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Agência Espacial Brasileira conta a evolução dos satélites nacionais

Do SCD-1 ao Amazonia 1: AEB lança série de conteúdos para contar a trajetória do setor espacial brasileiro, a partir dos lançamentos de satélites
Publicado em 19/02/2021 10h03 Atualizado em 19/02/2021 10h17

O Brasil está a poucos dias de um novo marco histórico. No dia 28 de fevereiro, será lançado o satélite Amazonia 1, o primeiro artefato de observação da Terra completamente projetado, integrado, testado e operado em solo brasileiro. Para chegar a este resultado, o Programa Espacial Brasileiro (PEB) passou por mudanças institucionais, redirecionamentos estratégicos e pela busca de novas parcerias comprometidas com a evolução do país no setor.

O trabalho tem sido conduzido, ao longo de décadas, sob a coordenação da Agência Espacial Brasileira (AEB) e por meio do Sistema Nacional de Desenvolvimento de Atividades Espaciais (SINDAE). As iniciativas têm o objetivo de levar à sociedade o conhecimento sobre as transformações de ambientes, como o do agronegócio e o da indústria, por meio da ciência e tecnologia. A melhoria no uso mais racional de nossos recursos, com base em informações provindas do espaço, é um dos ganhos com a entrada em operação do satélite Amazonia 1. Por isso, de forma mais ampla, o projeto tem o foco na qualidade de vida de cada cidadão.

Para apresentar a história do Programa Espacial Brasileiro, a AEB inicia hoje uma série de publicações, tanto aqui no portal quanto nas redes sociais, com informações sobre as missões, parcerias, descrições técnicas e alcance dos satélites. A Agência detalha, ainda, outros eventos que marcaram a trajetória do setor espacial brasileiro, como os históricos Sistema de Coleta de Dados Brasileiro e o Programa CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite - Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres).

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Série Amazonia 1: satélites de coleta de dados

Os serviços oferecidos pelos satélites são variados - do monitoramento da superfície terrestre às atividades que impactam o dia a dia da população, tais como: o acesso a uma melhor comunicação e, consequentemente, à educação, telemedicina e informação em tempo real; obtenção de informações precisas sobre o tempo e o clima; obtenção de informações sobre os recursos naturais do solo e monitoramento dos recursos hídricos (prevenção de desastres e controle de queimadas); dentre outros.

Ao nosso redor, é até difícil encontrar algo que não tenha alguma participação de sistemas espaciais, mesmo que não os vejamos. Desde aplicativos para entregas com base em sistemas de localização, passando pela vigilância de fronteiras, até chegarmos em aplicações específicas para setores como o agronegócio. Por isso, o aprimoramento contínuo da expertise para a construção dos próprios satélites dá ao Brasil relevante presença em um setor no qual poucas nações estão incluídas. Nesse seleto rol, estão os tradicionais Estados Unidos, China, Rússia, França, Japão, e, mais recentemente, novos entrantes, como os Emirados Árabes Unidos.

No início das atividades satelitais do Brasil, nos anos 90, foram produzidos dois artefatos: Satélites de Coleta de Dados 1 e 2, mais conhecidos pelas siglas SCD-1 e SCD-2. Ambos foram projetados e construídos por meio do Programa Missão Espacial Completa Brasileira (MECB), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). 

O primeiro satélite de aplicações brasileiro, o SCD-1, foi lançado com sucesso em 9 de fevereiro de 1993, a partir do Cabo Canaveral, nos Estados Unidos. O translado para fora da órbita da Terra foi feito pelo foguete Pegasus. Anos depois, a tecnologia do satélite SCD-1 evoluiu, acrescentando-se ao SCD-2 painéis solares montados com tecnologia desenvolvida no Rio Grande do Sul.  

Em 1998, para o lançamento do segundo satélite brasileiro pelo foguete Pegasus (SCD-2), usou-se um avião de passageiro - o jato Lockheed L-1011 Tristar. O artefato foi colocado sob a asa da aeronave, que o projetou a 13 km de altitude, rumo a uma órbita circular equatorial, da ordem de 750 km de altitude e 25 graus de inclinação em relação ao plano do Equador da Terra.

Com o êxito das missões, houve mais demanda por alternativas que dessem condição de observar a Terra. Ainda que tenha havido aprimoramento de pesquisa e desenvolvimento de satélites de sensoriamento remoto, o domínio das tecnologias e o custo de construí-los e lançá-los são muito altos. Sem capacidade de conduzir projetos autônomos, o Brasil ficou dependente de imagens fornecidas por outros países. Daí o motivo pelo qual a parceria com outras nações é tão desejável quanto necessária no setor espacial. Uma dessas alianças em favor do Programa Espacial Brasileiro foi firmada com a China. Saiba mais sobre o Programa CBERS no próximo texto da série Amazonia 1.

Sobre a AEB

A Agência Espacial Brasileira, órgão central do Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (SINDAE), é uma autarquia vinculada ao MCTI, responsável por formular, coordenar e executar a Política Espacial Brasileira.

Desde a sua criação, em 10 de fevereiro de 1994, a Agência trabalha para viabilizar os esforços do Estado Brasileiro na promoção do bem-estar da sociedade, por meio do emprego soberano do setor espacial.

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