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INOVAÇÃO E SAÚDE
Instituições públicas de ensino são selecionadas para desenvolver transformação digital do SUS
O Laboratório InovaSUS Digital foi criado para estimular a cooperação entre governo, instituições de ensino, centros de pesquisa e setor produtivo no desenvolvimento de tecnologias aplicadas à saúde. Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
O Governo do Brasil selecionou, em resultado preliminar, 75 instituições públicas de ensino para integrar o Laboratório InovaSUS Digital. A iniciativa, parceria entre o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação, busca fortalecer a transformação digital no Sistema Único de Saúde (SUS) e está conectada às estratégias dos programas SUS Digital e Agora Tem Especialistas. A seleção foi realizada por meio do Edital n° 1/2026 e o resultado está disponível para consulta.
Ao todo, foram recebidas 657 propostas de diferentes organizações interessadas em contribuir com soluções tecnológicas inovadoras para a saúde pública. Desse total, 383 proponentes foram habilitados, incluindo 16 institutos federais e 59 instituições públicas de ensino superior, além de instituições privadas de ensino, empresas, startups e outros perfis institucionais.
A participação das instituições públicas de ensino reforça a contribuição das universidades federais e da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica no desenvolvimento de pesquisas, tecnologias e soluções inovadoras que podem ser incorporadas às políticas públicas. As propostas selecionadas passarão a integrar o ambiente colaborativo do Laboratório InovaSUS Digital, criado para estimular a cooperação entre governo, instituições de ensino, centros de pesquisa e setor produtivo no desenvolvimento de tecnologias aplicadas à saúde.
QUALIDADE DO ATENDIMENTO — De acordo com o ministro da Educação, Leonardo Barchini, a participação das instituições públicas de ensino contribui com material de excelência no aprimoramento da transformação digital do SUS. “Com a expertise de nossas instituições públicas de educação superior e da Rede Federal de Educação Profissional, poderemos colaborar com a transformação digital do SUS para melhorar a eficiência e a qualidade do atendimento aos cidadãos. Nosso objetivo, junto ao Ministério da Saúde, é contribuir com iniciativas que impactem diretamente a vida dos brasileiros”, destacou.
PRÓXIMA FASE — Após a publicação do resultado preliminar, a próxima fase do processo prevê o aprofundamento das propostas habilitadas. O objetivo é transformar as iniciativas apresentadas em soluções capazes de gerar impacto concreto na organização e na oferta de serviços do SUS. As propostas selecionadas poderão, futuramente, subsidiar parcerias estratégicas e processos de compras públicas de inovação, conforme avaliação técnica, jurídica e de conveniência do Governo do Brasil.
CRITÉRIOS DE SELEÇÃO — Para participarem o edital, as propostas tiveram que estar alinhadas a eixos estratégicos como interoperabilidade e padrões de dados; telessaúde e serviços digitais ao paciente; dispositivos médicos e internet das coisas; gestão da informação em saúde; medicina de precisão; e aplicação de inteligência artificial.
Entre os critérios considerados na avaliação estavam relevância institucional, urgência do problema apresentado, potencial de escalabilidade, viabilidade técnica e grau de inovação. As propostas precisam alcançar pontuação mínima de 60 pontos para serem habilitadas.
As instituições participantes também deveriam demonstrar capacidade técnica e experiência em saúde digital, além de atender a requisitos jurídicos e fiscais e apresentar compromisso com princípios éticos, governança, segurança da informação e proteção de dados pessoais, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).