
Criado em 1999, com o objetivo de reunir ministros de finanças e presidentes dos bancos centrais das vinte maiores economias do mundo, o G20, inicialmente, tinha caráter eminentemente técnico, voltado à regulação de mercados, à prevenção de crises cambiais e à estabilidade financeira. Entretanto, a crise financeira global de 2008 levou à elevação do fórum para nível de chefes de Estado e de Governo, transformando-o em importante espaço de coordenação macroeconômica internacional.
A energia tornou-se um tema central a partir de 2009, com a implementação de reuniões de ministros da área e a criação de grupos de trabalho temáticos. Desde então, o debate energético está estruturado em quatro eixos: segurança energética, transição energética, acesso universal e financiamento e investimento.
O Brasil exerceu a presidência rotativa do G20 em 2024. O ministro de Minas e Energia do Brasil, Alexandre Silveira, presidiu a reunião ministerial no âmbito do Grupo de Trabalho de Transições Energéticas do G20 (ETWG) em 04/10/2024. Naquela ocasião, o ETWG aprovou a declaração conjunta que prevê o apoio à implementação de esforços para triplicar a capacidade de energia renovável e dobrar a taxa média global anual de melhorias na eficiência energética globalmente por meio de metas e políticas existentes, além de apoiar de forma semelhante a implementação com respeito a outras tecnologias de emissão zero e baixa emissão, incluindo tecnologias de redução e remoção, de acordo com as circunstâncias nacionais até 2030.
O ETWG 2024 também aprovou os princípios para uma transição energética justa e inclusiva, propostos pelo Brasil, e que, agora, se tornam compromissos globais dos países do G20. Entre os principais pontos, estão o combate à pobreza energética em todas as suas formas, com foco em garantir o acesso universal à energia elétrica e a tecnologias limpas para cozinhar.