REESTRUTURAÇÃO DA AGÊNCIA NACIONAL DE MINERAÇÃO (ANM)
O Ministério de Minas e Energia (MME) lidera um processo de reestruturação da Agência Nacional de Mineração (ANM), entidade responsável por regular, outorgar e fiscalizar as atividades de mineração no Brasil, gerenciando os recursos minerais da União de forma sustentável, desde a pesquisa até a extração e o aproveitamento, incluindo garimpos, água mineral e barragens.
Nessa perspectiva, o reforço das capacidades institucionais da agência é visto como fundamental para o desenvolvimento de uma mineração segura e sustentável.
O objetivo é tornar a ANM mais moderna, técnica e eficiente, com melhor uso de tecnologia e melhores práticas para cumprir sua missão, bem como mais ágil para analisar processos, em fiscalizar, cuidar da segurança de barragens, combater a mineração ilegal e apoiar iniciativas alinhadas aos interesses do Brasil.
Para isso, o MME trabalha com outros órgãos do governo, em diversas frentes, como equiparação salarial, concursos públicos e criação de cargos, entre outras ações.
A reestruturação da ANM traz avanços importantes para o setor de mineração como:
- Agenda regulatória moderna, observando as melhores práticas nacionais e internacionais
- Mais agilidade e transparência na análise de processos e tomada de decisão
- Combate mais efetivo à mineração ilegal
- Regras mais claras e previsíveis, dando segurança ao poder público e aos investidores
- Fiscalização e regulação mais eficientes e transparentes, com uso de dados e tecnologia
- Melhor controle e arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem), garantindo que os recursos cheguem a quem tem direito
- Gestão mais responsável dos recursos minerais, que pertencem a todos os brasileiros.
BENEFÍCIOS
Com a reestruturação, no âmbito da sua atuação, a ANM contribui para o esforço que visa:
- Gerar emprego e renda para as famílias nos municípios onde há mineração, em particular mediante criação de postos de trabalho de maior qualificação e remuneração
- Proporcionar mais oportunidades para micro e pequenas empresas nas atividades mineradoras
- Garantir mais recursos para as prefeituras e governos estaduais aplicarem em saúde, educação, moradias e mobilidade urbana, por meio do aumento da arrecadação municipal e estadual
- Ampliar a inclusão social e melhorar a vida nas comunidades
- Mais segurança para as pessoas que vivem próximas a barragens e áreas de mineração.
COMO FUNCIONA
1. Medidas estruturantes
Reforço de pessoal e valorização de carreira
O MME conduziu e articulou a aprovação da Lei nº 14.875/2024, que promoveu a equiparação salarial dos servidores da ANM às demais agências reguladoras federais, corrigindo uma defasagem histórica e garantindo isonomia remuneratória no Sistema Federal da Regulação.
Essa conquista foi resultado de um trabalho conjunto entre o MME e a ANM, com apoio da Casa Civil e do Ministério da Gestão, integrando um plano de valorização institucional mais amplo, que inclui:
- A nomeação de 216 novos servidores concursados, representando um incremento de aproximadamente 30% no quadro funcional da agência
- A implantação do Programa de Capacitação e Formação Continuada, em parceria com a Escola Nacional de Administração Pública (Enap) e universidades federais, com foco em análise de risco, governança de barragens, geoprocessamento e regulação econômica
- Publicação do Decreto n° 12.505/2025, ampliando o quadro da ANM de 254 para 318 cargos. A medida, articulada pelo MME, eleva em 43% as unidades de Cargos Comissionados Executivos (CCE), de 333,06 para 478,15).
Essas ações fortalecem a capacidade técnica e operacional da ANM, tornando a carreira atrativa, estável e de alta qualificação – condição indispensável para o pleno funcionamento do órgão regulador e para o desenvolvimento sustentável do setor mineral brasileiro.
2. Sustentação orçamentária e recursos
No âmbito do Novo Acordo do Rio Doce, está prevista a alocação gradual de R$ 1 bilhão para o financiamento das ações enquadradas no Anexo 14 (“reforço das atividades fiscalizatórias do poder público na prevenção e mitigação de riscos na mineração").
Sob a governança do MME, esse anexo busca robustecer as estruturas federais ligadas à mineração, com o firme propósito de assegurar que não se repitam desastres. Os recursos a serem disponibilizados reforçarão ações já em curso para o fortalecimento da ANM, suportando sua reestruturação administrativa, tecnológica e fiscalizatória, além de garantir a sustentabilidade financeira e a continuidade de projetos estruturantes no médio prazo.
Os recursos destinam-se a:
- Digitalização integral de processos e sistemas regulatórios
- Modernização da infraestrutura de Tecnologia da Informação (TI) e integração de bases de dados – Sistema de Informações Geográficas da Mineração (Sigmine), Relatório Anual de Lavra (RAL), Cadastro Mineiro, Sistema de Controle e Autuação da Cfem (Sicaf)
- Reforço das ações de fiscalização e monitoramento de barragens, pilhas de rejeitos e estruturas associadas.
Essa agenda de reestruturação reforça o papel do MME como indutor da governança pública mineral, garantindo que os recursos advindos da reparação ambiental se revertam em fortalecimento institucional permanente e mitigação de riscos.
3. Modernização regulatória e inovação institucional
O MME tem liderado um processo contínuo de modernização regulatória, buscando equilibrar segurança jurídica, eficiência administrativa e inovação tecnológica na atuação da ANM. Entre as iniciativas recentes destacam-se:
- Portaria MME nº 70/2023 – Autorizou o uso do modelo de Inspeção Acreditada, permitindo que entidades técnicas independentes, previamente credenciadas, auxiliem a ANM nas atividades de fiscalização. Essa inovação aumenta a cobertura e a confiabilidade das inspeções, reduz custos operacionais e fortalece a inteligência regulatória da agência
- Aprimoramento da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem) – Por meio do Decreto 11.659/2023, o MME regulamentou o repasse de Cfem a municípios limítrofes impactados por empreendimentos minerários, promovendo justiça distributiva e melhor governança local dos recursos minerais.
Essas medidas demonstram o compromisso do MME em reposicionar a ANM como uma agência de Estado, e não apenas de governo, dotada de autonomia técnica, previsibilidade regulatória e estabilidade institucional – pilares de uma mineração segura, sustentável e alinhada à transição energética.
MAIS INFORMAÇÕES
A ANM é uma autarquia federal vinculada ao MME, responsável pela gestão e regulação das atividades de mineração no Brasil.
Substituiu o antigo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) com o objetivo de modernizar a regulação minerária, assegurando a outorga de direitos minerários, fiscalização, controle do uso de recursos minerais, fiscalização de barragens e a aplicação de normas técnicas e ambientais em todo o território nacional.
Tem personalidade jurídica de direito público, autonomia administrativa, financeira e patrimonial. Foi criada pela Lei nº 13.575, de 26/12/2017.
NÚMEROS
- Nomeação de 216 novos servidores concursados na ANP
- Aumento de cerca de 30% no quadro funcional
- Mais cargos na ANM: de 254 para 318
- Aumento de 43% nas unidades de CCE, de 333,06 para 478,15
DATAS
- 09/10/2023 – Portaria MME nº 70/2023, autorização do uso do modelo de Inspeção Acreditada
- 23/08/2023 – Decreto nº 11.659/2023, aprimoramento da Cfem
- 28/11/2024 – Abertura das inscrições do concurso da ANM
- 13/06/2025 – Decreto nº 12.505/2025, que amplia o quadro da ANM
- 21/08/2025 – Resultado final do concurso homologado
- 01/10/2025 – Nomeação dos aprovados

Finalizado em fevereiro/2026
