ENERGIA ELÉTRICA: BRASIL 100% CONECTADO E EXPANSÃO DA GERAÇÃO RENOVÁVEL
Na atual gestão, o Ministério de Minas e Energia (MME) realizou importantes conquistas para a infraestrutura energética brasileira, com avanços significativos tanto na expansão da transmissão elétrica quanto no aumento da capacidade de geração de fontes renováveis. Os resultados reforçam o compromisso do Governo do Brasil com a modernização do Sistema Interligado Nacional (SIN) e ampliam a segurança, a confiabilidade e a integração regional do setor elétrico brasileiro.
De 2023 a 2025, o crescimento da transmissão acompanhou o crescimento acelerado da geração no país. No período, foram incorporados 15.576,6 km de novas linhas de transmissão, ampliando expressivamente a capacidade de intercâmbio entre as regiões brasileiras.
O principal marco desse período foi a interligação de Roraima ao SIN, em 2025, por meio da linha de transmissão Manaus-Boa Vista, com 500 kV 725 km em circuito duplo, uma obra aguardada desde o leilão de 2011. Foi a última Unidade da Federação interligada, proporcionando o marco histórico do Brasil 100% conectado.
A conexão elimina a dependência de geração a óleo diesel no estado e assegura padrão nacional de qualidade no fornecimento. Proporciona fornecimento contínuo para hospitais, escolas, comércio e residências, a interligação traz impacto direto na economia nacional. Haverá economia superior a R$ 500 milhões por ano com a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), encargo pago por todos os brasileiros.
Também está prevista a redução de mais de 1 milhão de toneladas de CO₂ anualmente, reforçando o compromisso do país com a transição energética. Com a energização, Roraima passa a ter a mesma qualidade e segurança de fornecimento do restante do país, fortalecendo o desenvolvimento regional e atraindo novos investimentos.
No período, a expansão no Brasil teve ritmo elevado. Em 2023, foram adicionados 5.912,6 km de linhas; em 2024, 4.084 km; e, em 2025, 5.580 km de novas linhas ao SIN.
Nesse contexto, leilões realizados no período 2023-2025 foram fundamentais para assegurar a continuidade da forte expansão da rede de transmissão. Somente os leilões de transmissão de 2023, recordes em porte e investimentos contratados, somaram cerca de R$ 37,4 bilhões em investimentos previstos e 10.655 km de linhas de transmissão contratadas, boa parte em implantação.
No mesmo período, o MME consolidou o maior ciclo de expansão da geração de energia elétrica da história do Brasil, atingindo a marca recorde de 215,9 GW de capacidade instalada.
Impulsionada pelo dinamismo do mercado livre e pelo protagonismo das fontes solar e eólica, que chegaram a representar 97% do crescimento anual, o MME coordenou a entrada em operação de mais de 28.500 MW no período, reafirmando a predominância de matrizes limpas e a atratividade do país para investimentos em energia renovável.
Em 2023, foram incorporados 10.324 MW, superando o recorde anterior, de 2016. Em 2024, esse resultado foi novamente superado, com 10.793 MW adicionados ao sistema, estabelecendo o maior patamar anual de expansão já registrado no país.
Esse crescimento foi fortemente sustentado pelas fontes renováveis, que responderam por 9.332 MW em 2023 (90,4% da expansão do ano) e 10.472,5 MW em 2024 (97,0% da expansão anual), com protagonismo das fontes eólica e solar.
O dinamismo do Ambiente de Contratação Livre (ACL) foi decisivo nesse processo, concentrando a maior parte dos novos empreendimentos e evidenciando a atratividade do mercado brasileiro para investimentos em geração limpa.
Em 2025, a capacidade instalada de geração centralizada alcançou 215,9 GW, dos quais 84,6% provenientes de fontes renováveis. No ano, foram adicionados 7.467 MW em 137 usinas, com destaque para a expansão solar e eólica, reforçando a posição do Brasil como uma das matrizes elétricas mais limpas e diversificadas.
BENEFÍCIOS
- A ampliação e o reforço da infraestrutura de transmissão trazem benefícios diretos à população ao aumentar a confiabilidade do fornecimento de energia elétrica, reduzindo a ocorrência de interrupções e limitações no atendimento ao consumo
- A expansão planejada da transmissão, orientada pelo MME, contribui para a modicidade tarifária no médio e longo prazo, ao evitar congestionamentos na rede, minimizar perdas elétricas e reduzir a necessidade de despacho de usinas mais caras ou menos eficientes
- A interligação entre regiões possibilita o aproveitamento complementar das diferentes fontes de geração, promovendo maior estabilidade do sistema, segurança energética e suporte ao desenvolvimento econômico e social
- A ampliação da capacidade de geração reduz o risco de desabastecimento e de interrupções no fornecimento, contribuindo para a estabilidade do serviço de energia elétrica
- A expansão planejada também favorece a modicidade tarifária, ao evitar soluções emergenciais mais onerosas e ao estimular a concorrência entre fontes e empreendimentos
- A diversificação da matriz elétrica aumenta a resiliência do sistema frente a eventos climáticos e operacionais, promovendo maior previsibilidade para consumidores residenciais, comerciais e industriais, bem como criando condições para o desenvolvimento econômico e a geração de empregos onde os empreendimentos são implantados.
COMO FUNCIONA
EXPANSÃO DA TRANSMISSÃO
A expansão da infraestrutura de transmissão de energia elétrica no Brasil tem como objetivo assegurar o escoamento da energia gerada, a integração das diferentes regiões do país e o atendimento confiável da demanda, acompanhando a expansão da geração e o crescimento do consumo.
Esse processo busca garantir a segurança elétrica do SIN, a modicidade tarifária e a redução de restrições operativas, por meio da implantação planejada de linhas de transmissão, subestações e demais instalações associadas.
Nesse contexto, o MME exerce papel central ao definir as diretrizes de política energética, coordenar o planejamento da expansão da transmissão e monitorar a implantação dos empreendimentos.
O processo de expansão da transmissão tem início na fase de planejamento setorial, conduzida pelo MME com apoio técnico da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Neste momento são identificadas as necessidades de reforços e novas instalações no Sistema Interligado Nacional por meio de estudos detalhados.
Com base nesses estudos, o MME consolida as recomendações no Plano de Outorgas de Transmissão de Energia Elétrica (POTEE), que define os empreendimentos que serão levados à outorga pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), seja por licitação ou por autorização.
A publicação do POTEE leva em conta tanto a visão estratégica de longo prazo do planejamento da EPE quanto as considerações operativas do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), integrando os aspectos de operação e expansão do sistema.
Após a outorga, a fase de implantação das obras demanda um acompanhamento institucional relevante, no qual o MME atua de forma ativa como coordenador e articulador, mantendo diálogo permanente com os agentes de transmissão e demais instituições do setor elétrico.
Nesse contexto, o ministério acompanha a execução dos empreendimentos, participa de reuniões técnicas e institucionais e busca identificar, de forma antecipada, eventuais dificuldades de implantação, como entraves de licenciamento ambiental, questões fundiárias, desafios logísticos de insumos e equipamentos ou ações judiciais.
A partir dessa identificação, o MME atua principalmente na articulação entre os diversos atores envolvidos, com o objetivo de apoiar as transmissoras, mitigar riscos de atraso e contribuir para a entrega tempestiva das obras, em benefício da segurança e confiabilidade do sistema elétrico nacional.
A expansão da oferta de geração de energia elétrica no Brasil tem como objetivo principal assegurar o atendimento contínuo e confiável da demanda, acompanhando o crescimento econômico e populacional do país.
Esse processo busca garantir a segurança do suprimento, a modicidade tarifária e a diversificação da matriz elétrica, por meio da incorporação planejada de usinas de geração centralizada de diferentes fontes, como hidrelétricas, termelétricas, eólicas, solares e nucleares.
O MME exerce papel central ao definir as diretrizes de política energética e coordenar o planejamento setorial, estabelecendo as bases para a expansão ordenada da oferta de energia no Sistema Interligado Nacional.
EXPANSÃO DA GERAÇÃO
O processo de expansão da geração se inicia, em muitos casos, na fase de planejamento setorial, também conduzido pelo MME com apoio técnico da EPE, por meio de estudos como o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE).
A partir dessas diretrizes, os empreendimentos podem ser viabilizados tanto no Ambiente de Contratação Regulada (ACR), por meio de leilões públicos destinados ao atendimento das distribuidoras, quanto no Ambiente de Contratação Livre (ACL), a partir de decisões empresariais, contratos bilaterais ou iniciativas de autoprodução.
Na fase de implantação dos empreendimentos de geração, o MME exerce papel relevante de acompanhamento e articulação institucional, promovendo a coordenação e participando de reuniões periódicas com os agentes de geração e demais órgãos do setor elétrico.
Esse acompanhamento permite ao MME manter-se informado sobre eventuais dificuldades enfrentadas pelos empreendedores, como entraves de licenciamento ambiental, questões fundiárias, desafios logísticos relacionados a insumos e equipamentos ou a existência de ações judiciais.
A partir da identificação desses obstáculos, o ministério atua principalmente como articulador junto às instituições competentes, buscando contribuir para a superação dos entraves e para a adequada execução dos projetos.
NÚMEROS
EXPANSÃO DA TRANSMISSÃO
2023
- Em 2023, foram adicionados 5.912,6 km de linhas de transmissão e 18.361 MVA de capacidade de transformação no SIN
- Destacou-se a entrada em operação das LT 500 kV Xingu-Serra Pelada, circuitos 1 e 2, com 886 km de extensão cada
- Também mereceu destaque a interligação dos sistemas isolados de Juriti (PA) e Parintins (AM) ao SIN, implicando em redução do consumo de óleo diesel como combustível para usinas termelétricas
2024
- Em 2024 foram adicionados 4.084 km de linhas de transmissão e 20.032 MVA de capacidade de transformação no SIN
- Destacou-se a entrada em operação da LT 500 kV Morro do Chapéu II – Poções III, localizada no estado da Bahia, com 359 km de extensão
- A LT 500 kV Campos 2–Mutum, que cruza os estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro, foi uma agregação importante para o sistema elétrico. Com seus 222 km de extensão, ela possibilita o escoamento do potencial termelétrico da região de Campos e parte do Espírito Santo
- Outro destaque foi a entrada em operação da LT 230 kV Feijó – Cruzeiro do Sul, com 277 km de extensão
2025
- Em 2025, foram adicionados 5.580 km de linhas de transmissão e 11.631 MVA de capacidade de transformação no SIN
- Houve entrada em operação de novos empreendimentos, como as linhas de transmissão Arinos 2–Paracatu 4, Poções III–Medeiros Neto II, Gentio do Ouro II–Bom Jesus da Lapa II, Nova Ponte 3–Araraquara 2 e Morro do Chapéu II–Poções III
- O grande destaque foi a interligação do Estado de Roraima ao SIN por meio da linha de transmissão Manaus – Boa Vista com 725 km de extensão em circuito duplo de 500 kV
EXPANSÃO DA GERAÇÃO
2023
- Ao final de 2023, a capacidade instalada de geração centralizada de energia elétrica no Brasil ultrapassou 199,3 GW, representando um crescimento de 5,4% em relação ao encerramento de 2022
- A expansão foi impulsionada, majoritariamente, pelas fontes eólica e solar, preservando a predominância de fontes renováveis na matriz elétrica nacional
- No período, foram incorporados 10.324 MW de nova capacidade de geração centralizada, dos quais 3.349 MW no ACR e 6.975 MW no ACL
- Desse total, 9.332 MW tiveram origem em fontes renováveis (eólica, solar, biomassa e hídrica)
2024
- Em 2024, a capacidade instalada de geração centralizada atingiu 208,5 GW, o que corresponde a um crescimento de 4,6% em relação ao final de 2023
- O aumento decorreu, novamente, da expansão das fontes solar e eólica, reforçando o perfil renovável da matriz elétrica brasileira
- No ano, registrou-se expansão recorde de 10.793 MW na geração centralizada, sendo 1.730 MW provenientes do ACR e do Sistema Isolado (Sisol) e 9.063 MW do ACL
- Desse montante, 10.472,5 MW corresponderam a empreendimentos de fontes renováveis (eólica, solar, biomassa e hídrica)
2025
- Em 2025, a capacidade instalada de geração centralizada no Brasil alcançou 215,9 GW, dos quais 84,6% são de fontes renováveis, evidenciando o caráter limpo, diversificado e sustentável da matriz elétrica nacional
- A expansão da geração centralizada totalizou 7.467 MW, distribuídos em 137 usinas
- Destacou-se a fonte solar, responsável por 2.816 MW do acréscimo, seguida pelas fontes termelétrica, com 2.506 MW, e eólica, com 1.826 MW



Finalizado em fevereiro/2026
