Notícias
Semana Nacional de Arquivos promove lançamento de obras sobre repressão política e Guerrilha do Araguaia
Como parte da programação da 10ª Semana Nacional de Arquivos (SNA), foi realizada nesta quinta-feira (11/6), no canal do Arquivo Nacional no YouTube, a mesa de lançamento das obras A escrita da repressão e da subversão e Os mortos e desaparecidos da Guerrilha do Araguaia. O encontro reuniu pesquisadores e servidores envolvidos na produção dos livros, que abordam temas relacionados à ditadura militar, ao direito à memória, à verdade e à preservação documental.
A mesa foi mediada por Henrique Piccolo, superintendente regional do Arquivo Nacional no Distrito Federal (SUREG), que destacou a importância da publicação A escrita da repressão e da subversão como instrumento de apoio a pesquisadores e de incentivo a novas investigações sobre o tema.
Segundo ele, a obra auxilia pesquisadores interessados na temática e pode suscitar novos caminhos de pesquisa sobre a ditadura militar e seus mecanismos de repressão.
Em seguida, Pablo Endrigo Franco, chefe da Divisão de Acesso ao Acervo da SUREG e autor das duas publicações lançadas durante a mesa, ressaltou que os livros são resultado do trabalho desenvolvido pelo Arquivo Nacional para garantir o acesso, o tratamento técnico e a divulgação dos acervos relacionados à ditadura militar.
"O lançamento destes livros marca o trabalho que o Arquivo Nacional tem desenvolvido para garantir a acessibilidade, a divulgação e o tratamento técnico dos acervos. São ações que asseguram o direito à memória, à verdade e à justiça para as pessoas que foram perseguidas e, ao mesmo tempo, possibilitam a divulgação e o desenvolvimento de pesquisas a partir dos acervos da ditadura militar", afirmou.
Na sequência, Felipe Galiza Pereira de Souza, da Divisão de Processamento Técnico e Preservação do Acervo da SUREG, abordou a contribuição da obra A escrita da repressão e da subversão para a compreensão dos mecanismos de controle utilizados durante a ditadura militar.
Segundo ele, o livro analisa os documentos produzidos pelo regime a partir de uma perspectiva sociolinguística, evidenciando como o autoritarismo se manifestava também por meio da linguagem empregada nos registros oficiais. O servidor destacou ainda o potencial educativo da publicação, ressaltando sua contribuição para a reflexão sobre o período da ditadura militar e para a prevenção de novas violações de direitos.
A professora de História da Universidade de Brasília (UnB), Lea Iamashita, apresentou uma análise da obra A escrita da repressão e da subversão e destacou sua relevância para pesquisas sobre a ditadura militar. Segundo a historiadora, o livro contribui para a compreensão dos contextos em que os documentos foram produzidos, permitindo uma leitura crítica dos acervos e ampliando as possibilidades de pesquisa sobre o período.
A íntegra da mesa está disponível no canal do Arquivo Nacional no YouTube.