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Colaboração Conarq e DPHDM
Equipe da Marinha acompanha descrição de acervo naval sob a guarda do AN
Uma equipe da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha do Brasil (DPHDM) esteve na sede do Arquivo Nacional para acompanhar os trabalhos de descrição de documentos navais sob a guarda da instituição.
O grupo foi recepcionado pelo Diretor-geral Ricardo de Almeida Braga e por seu gabinete. Na ocasião, foram entregues aos visitantes publicações editadas pelo AN.
Segundo Wagner Bueno dos Santos, que coordena o projeto "Descrição do Acervo Documental da Secretaria de Estado e Negócios da Marinha ", o objetivo da visita foi apresentar ao Vice-Almirante José Carlos Mathias, diretor do órgão militar, o trabalho da equipe de estagiários voltada para a identificação e catalogação da documentação produzida no século XIX, que integra o acervo custodiado no AN.
O projeto é desenvolvido pela colaboração da DPHDM com o Conselho Nacional de Arquivos (Conarq), no âmbito da Seção Brasileira da Comissão Luso-brasileira para Salvaguarda do Patrimônio Documental (Coluso) . Tem por objetivo a descrição das 18 subséries da série “Marinha” e, atualmente, encontra-se em sua sétima fase.
Na fase atual, estão sendo tratados, basicamente, três conjuntos documentais: os chamados “livros de socorros”, espécie de listagem com dados sobre os militares embarcados nos navios da Armada Imperial, como salário, origem, filiação, etc; correspondências diplomáticas; e os “livros de quarto”, como eram denominados os registros das equipes que se revezavam em turnos nos navios, com lançamentos diários das ocorrências a bordo. O trabalho já resultou na elaboração de instrumentos para orientar a pesquisa e viabilizar estudos que tenham esses documentos históricos como fontes.
Os estudantes Carolina Torres e Arthur Brito, da Uerj, atuam no projeto de identificação e catalogação do acervo da Marinha na Sala de Leitura do AN
Carolina Torres é aluna de Licenciatura em História e participa do projeto, como estagiária, por meio do convênio do Conarq com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) . Para ela, o contato com esse acervo representou a oportunidade de trabalhar com documentos que registram práticas sociais que desencadearam processos históricos posteriores. "Os documentos dialogam com o que a gente estuda na faculdade", relatou.