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Destaques da 10° Semana Nacional de Arquivos na SUREG
Entre os dias 8 e 12 de junho, a Superintendência Regional de Brasília participou da 10° Semana Nacional de Arquivos, mantendo agenda movimentada durante a atividade promovida pelo Arquivo Nacional. O objetivo foi difundir iniciativas arquivísticas para servidores e visitantes, promovendo o debate sobre a função social dos arquivos.
Visitas técnicas guiadas, debates, oficinas e apresentação de livros marcaram a 10ª SNA na capital federal, que este ano adotou o tema “Arquivos, democracia e justiça social”. O ponto alto do evento foi o lançamento oficial de novas edições de duas publicações sobre o período da ditadura militar brasileira.
A mesa de lançamento aconteceu na quinta-feira, dia 11 de junho, e foi transmitida ao vivo pelo canal do AN no Youtube (link). O destaque foi a segunda edição de A Escrita da Repressão e da Subversão, 1964-1985 (link), publicação que apresenta parte do vocabulário utilizado pela comunidade de informação brasileira durante a ditadura. O livro serve como instrumento auxiliar a pesquisadores e interessados sobre o tema e, por ocasião dos 60 anos do golpe militar de 1964, foi revisado e reeditado em formato digital de forma a multiplicar seu potencial, tornando-o acessível a um maior número de pessoas.
A Escrita da Repressão e da Subversão foi apresentado em conjunto com a segunda edição de Documentos do SNI: os mortos e desaparecidos na Guerrilha do Araguaia (link), uma compilação feita por historiadores do AN da documentação sobre a guerrilha contida no acervo da instituição.
Presente no lançamento dos livros, o superintendente regional do AN no DF, Henrique Picolo, ressaltou que, além de preservar fatos históricos, as obras “também nos ajudam a pensar como o Estado produz informações e é responsável pela transparência e acesso aos documentos públicos.”
“Conhecer esse registro traz uma reflexão sobre como nós, servidores públicos, podemos construir instituições mais abertas, responsáveis e comprometidas com a democracia”, reconheceu.
Historiador e um dos autores das obras, Pablo Endrigo Franco ressaltou ainda a relevância da produção das publicações: “O Arquivo Nacional
foi responsável pelo recolhimento, tratamento, digitalização e acesso de todo o acervo em questão.” Lembrou também que toda a documentação digitalizada atendeu não só a demanda de pesquisadores acadêmicos, mas também de familiares e vítimas do período, que puderam, assim, iniciar processos de reparação.
Antes de finalizar sua fala, Franco fez questão de homenagear, em memória, a colega e historiadora Vivien Ishaq, que idealizou os livros: “Vivian chegou no Arquivo em 2006 e quando ela se depara com toda a documentação em pauta, assume a tarefa de cuidar desse legado, e dessa jornada”
Complementaram a mesa o historiador e servidor do AN Felipe Galiza e a professora adjunta do Departamento de História da Universidade de Brasília, Dr.ª Léa Iamashita, pesquisadora frequente dos acervos do período do regime militar sob a guarda do Arquivo Nacional.