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AEB participa do Seminário Internacional de Astronomia e Astronáutica

O evento, organizado pelo MCTI, oferece atividades on-line para os interessados
Publicado em 09/06/2021 16h45 Atualizado em 09/06/2021 17h01

A abertura do 1º Seminário Internacional de Astronomia e Astronáutica, promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), aconteceu nesta terça-feira (8), e contou com a participação do ministro do MCTI, Marcos Pontes, e do presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Moura. A importância dos jovens para o desenvolvimento da política espacial brasileira foi unânime para todos os presentes.

O ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, deixou claro, em discurso de abertura do evento, que investir nos jovens é a chave para o Brasil crescer como nação e ressaltou a importância das ações que serão ministradas dentro da programação.  “Agora na pandemia, estamos vendo a importância da ciência. Nada disso pode ser construído se não tivermos cientistas, pesquisadores, jovens, que se interessam por ciência e tecnologia, e professores que trabalhem com os jovens. Isso é um esforço conjunto. A gente precisa ter eventos como esse para aprender com pessoas que estão fazendo isso há décadas”, disse o ministro.

Carlos Moura fez a primeira palestra do evento, com o título de “Oportunidades para o Brasil: de gigante adormecido a protagonista no espaço”. A apresentação mostrou como o país está tendo uma oportunidade de investir em sua política espacial e fazer o país crescer e diminuir sua dependência de outras nações. “Muito das coisas que temos hoje elas dependem do espaço. Todos nós precisamos de sistemas espaciais. São poucos os países do mundo que tem condições de mandar coisas para o espaço a partir do seu próprio território. O Brasil é um deles. Nós somos um dos poucos países que tem dois centros de lançamento e que são muito bem localizados. Alcântara é considerado o melhor lugar para lançamentos do mundo. É um potencial que o país tem. Estamos comprando lá fora quando podemos desenvolver aqui dentro”, disse Moura.

 

Na explicação, os espectadores puderam perceber como a participação brasileira no setor tem crescido exponencialmente, com o Brasil assinando acordos internacionais, como o Artemis e o Beresheet, e o aumento de lançamentos de satélites e nanossatélites brasileiros. Mas a dependência de tecnologias vinculadas a dispositivos espaciais, como o GPS e o 5G, também tem aumentado a necessidade de mais investimentos na área. Desde os entregadores de delivery, mecanismos de mobilidade urbana, como controle de sinais rodoviários, até a agricultura, usam e têm dependência cada vez maior dessas tecnologias. 

O Brasil tem procurado cada vez mais soluções para se aprimorar. O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), por exemplo, tem sido de uma importância fundamental para conectar regiões distantes ou assentamentos rurais. Iniciativas como a Constelação Catarina podem trazer enormes benefícios ao Estado de Santa Catarina ao evitar desastres naturais.  Uma aliança com a Agência Espacial da África do Sul (SANSA) – para a união dos países visando à descoberta de óleo e gás, monitoramento de pesca e ajuda na navegação das embarcações pelo Atlântico Sul, que liga nossos continentes – está sendo desenvolvida. A preocupação com estes investimentos se torna fundamental quando vemos a cadeia de valor do setor espacial. Atualmente, estima-se que circulam pelo mercado cerca de 385 bilhões de dólares, com a perspectiva de triplicar este valor até 2040.

“O Programa Espacial Brasileiro é uma ferramenta de integração, uma infraestrutura para o país e um vetor de desenvolvimento para todo o país. Espero que nossos jovens tenham esta percepção e tenham encontrado nessa apresentação setores em que eles possam se desenvolver”, finalizou Moura.

Sobre a AEB

A Agência Espacial Brasileira, órgão central do Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (SINDAE), é uma autarquia pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), responsável por formular, coordenar e executar a Política Espacial Brasileira.

Desde a sua criação, em 10 de fevereiro de 1994, a Agência trabalha para viabilizar os esforços do Estado Brasileiro na promoção do bem-estar da sociedade, por meio do emprego soberano do setor espacial.

Coordenação de Comunicação Social - CCS

 

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