Prevenção de Quedas
As quedas acidentais podem vitimar qualquer pessoa, independentemente do sexo, idade e condição socioeconômica. No entanto, entre as pessoas mais idosas torna-se um evento ainda mais relevante em virtude das consequências, que podem causar incapacidade funcional, com impacto nos custos sociais e econômicos para os idosos, cuidadores e serviços de saúde.
De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), de 2019, 9,5% das pessoas de 60 anos ou mais de idade tinham limitação funcional para realizar suas Atividades de Vida Diária (AVD), variando de 5,3%, entre aquelas de 60 a 64 anos a 18,5% entre as de 75 anos ou mais de idade. As AVD envolvem atividades como comer, tomar banho, ir ao banheiro, vestir-se, andar dentro de casa de um cômodo para outro no mesmo andar, e deitar-se ou levantar-se da cama sozinho.
O Plano de Ações Estratégias para o Enfrentamento das Doenças Crônicas e Agravos não Transmissíveis 2021-2030 (Plano de Dant) tem por objetivo fortalecer as ações de enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis, violências e acidentes a partir de indicadores e metas a serem alcançados. Uma das metas previstas é deter o crescimento da mortalidade de idosos por quedas acidentais tendo em vista a magnitude e os impactos causados pelo crescente aumento dos registros de óbitos por quedas acidentais em idosos no Brasil.
Com o objetivo de reforçar o escopo de atuação do Plano de Dant e apoiar a implementação das ações estratégicas nele apresentadas foram elencadas quatro dimensões estruturantes:
- Educação permanente: recomenda-se incluir as temáticas nos planos estaduais e/ou municipais de Educação Permanente em Saúde (EPS), nesse caso, quedas acidentais.
- Implantação e fortalecimento dos serviços de saúde voltados à prevenção das violências e acidentes: as ações de prevenção dos fatores de risco para os agravos devem fazer parte dos constructos que caracterizam a vigilância em saúde e a Atenção Primária à Saúde.
- Construção de parcerias multisetoriais: recomenda-se reestruturações e parcerias para além do setor saúde para prevenção e enfrentamento aos agravos.
- Desenvolvimento de capacidades e habilidades para a geração e uso de informações: o acompanhamento dos indicadores nacionais e locais é imprescindível para avaliar e nortear as ações e os serviços. Recomenda-se a qualificação dos registros de mortalidade e internação, bem como o aprimoramento das análises epidemiológicas sobre a mortalidade por quedas, a fim de fornecer informações robustas e oportunas.