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Nesta data, em 1853, nasceu José Carlos do Patrocínio
Foto: Wikimedia Commons
José do Patrocínio nasceu em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, em 9 de outubro de 1853. Jornalista, romancista e uma das principais lideranças abolicionistas do país, dedicou sua trajetória à defesa do fim da escravidão e ao combate às ideias racistas que sustentavam a desigualdade racial.
Filho de Justina Maria do Espírito Santo, mulher escravizada, e do padre João Carlos Monteiro, Patrocínio conheceu desde cedo as marcas de uma sociedade escravocrata. Na imprensa, atuou em veículos como Gazeta da Tarde e Cidade do Rio, usando o jornalismo para contestar as teorias que atribuíam à população negra uma suposta inferioridade biológica em relação à população branca.
Ao lado de nomes como Joaquim Nabuco e André Rebouças, teve papel de destaque no movimento abolicionista. Em 1885, participou de uma conferência pública no Teatro Politeama, promovida no âmbito da Confederação Abolicionista. Também como vereador, articulou campanhas, eventos e discursos que contribuíram para ampliar a pressão pelo fim da escravidão, abolida oficialmente em 13 de maio de 1888.
Entre suas principais obras estão Os Ferrões (1875), Mota Coqueiro ou A pena de morte (1877), Os retirantes (1879) e Pedro Espanhol (1884). Em 1883, publicou o Manifesto da Confederação Abolicionista, documento ligado à articulação do movimento pela abolição.
José do Patrocínio morreu no Rio de Janeiro, em 29 de janeiro de 1905, aos 51 anos. Sua atuação no jornalismo e na luta abolicionista deixa uma marca na história brasileira, com contribuições para o enfrentamento do racismo e a defesa da liberdade da população negra.