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Gestores públicos do Rio de Janeiro e de Porto Alegre receberam a ministra Rachel Barros para troca de iniciativas de promoção da igualdade racial
- Foto: João Gabriel Lopes
Encontros com comunicadoras, jovens da Maré, representantes do movimento evangélico negro, profissionais da saúde, pesquisadores e agentes culturais foram realizados entre terça-feira (22) e quinta-feira (24), no Rio de Janeiro e em Porto Alegre, para tratar de temas relacionados à promoção da igualdade racial em diferentes áreas. As atividades ocorreram em espaços públicos, equipamentos culturais e instituições de ensino e saúde, com atuação da ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros.
Na manhã da terça-feira, a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, recebeu, na Casa da Igualdade Racial do Rio de Janeiro, as comunicadoras Juju Glória, Rafaella Negrita e Dandara Batista – que é agente de comunicação da Casa – para uma conversa sobre os serviços de acolhimento oferecidos pelas casas, os malefícios das BETs e o combate ao racismo nas redes.
Na mesma tarde, a juventude da favela da Maré apresentou projetos e demandas para a ministra, que também compartilhou dúvidas e contou um pouco de sua história. "Foi a educação que mudou minha vida e, se hoje sou ministra, é porque devo muito aos meus pais que me incentivaram", colocou Rachel Barros.
Já na quarta-feira, a ministra Rachel Barros voltou à Casa da Igualdade Racial para um diálogo com o movimento evangélico negro. No período da manhã, fiéis e lideranças trouxeram para a ministra aquilo que consideravam mais importante de ser abordado pela pasta. Durante a tarde, a Casa recebeu uma conversa com a escritora e filósofa Djamila Ribeiro, que também contou com uma fala da ministra Rachel.
Em Porto Alegre, na quinta-feira pela manhã, a ministra Rachel Barros, conduziu uma aula magna da primeira edição do Curso de Agentes de Promoção da Saúde da População Negra para atuação no Sistema Único de Saúde (SUS), no centro administrativo do Grupo Hospitalar Conceição (GHC).
“A existência de uma saúde plena e democrática não acontece quando o racismo é o vetor que determina quem adoece, quem tem dificuldade de acessar o cuidado e quem é menos escutado. Precisamos fazer com que a pessoa negra não seja revitimizada no atendimento, que encontre acolhimento, seja compreendida e que as suas questões sejam consideradas”, disse a ministra.
Ainda na quinta-feira, a programação incluiu uma visita ao Museu da Cultura Hip Hop RS, primeiro espaço do Brasil dedicado à cultura hip hop, que reúne cerca de 6 mil itens em acervos físico e digital sobre a história do movimento no Rio Grande do Sul.
O fim da semana de compromissos pelos estados, incluiu ainda participação na abertura de aula magna do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com o tema “Cidade, Raça e Gênero – da violência à resistência, construindo outros modos de viver”.